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terça-feira, 17 de julho de 2012

O divórcio

Ao contrário do que aqui se supôs, o Partido Kadima vai mesmo abandonar o governo de coligação. A falha nas negociações com o Likud para a implementação de uma lei de serviço militar alternativa à Lei Tal, ditaram o fim de uma aliança de 70 dias.
A pirueta de Shaul Mofaz, o líder do partido, poderá perfeitamente estar relacionada com as sondagens. No início de Maio várias pesquisas davam-lhe 11 assentos em 120, com a entrada no Governo as eleições foram convenientemente adiadas e o anunciado desaire eleitoral também. O problema maior veio depois, com as intenções de voto no Kadima a roçarem o zero absoluto: a última sondagem conhecida atribuia-lhe apenas 3 assentos em 120. O ziguezague de Mofaz não deverá ser alheio a estes números.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O esticar da corda

A telenovela em torno da Lei Tal continua: Shaul Mofaz fez um ultimato a Benjamin Netanyahu, avisando-o que o Kadima sairá do Governo se o projeto que a irá substituir não for apresentado até domingo
Está-se mesmo a ver que sim: Mofaz vai querer passar por uma situação de entra e sai do Governo e pela humilhação de parecer ter sido enganado por Netanyahu. O desfecho é  mais do que previsível: até domingo será aprovado o texto de uma nova lei, cujos efeitos práticos deverão ser nenhuns, mas que permitirá que a coligação Likud/Kadima se mantenha pelo menos durante mais dois meses. 

domingo, 8 de julho de 2012

A controversa Lei Tal

Milhares de israelitas manifestaram-se ontem em Tel Aviv exigindo igualdade no serviço militar obrigatório. Em causa está a controversa Lei Tal que permite o não alistamento no IDF dos ultra-ordoxos e dos árabes israelitas. 
A Lei Tal - cujo nome se deve Tzvi Tal, juiz que liderou a primeira comissão que a elaborou - foi aprovada em 2002 no governo de Ariel Sharon e tem sido prorrogada sucessivamente por períodos de 5 anos, expirando oficialmente no final deste mês. Apesar disso, o Supremo Tribunal chumbou-a no início deste ano, relançando novamente o debate em torno de um dos mais importantes assuntos internos em Israel: o serviço militar obrigatório e a sua equidade. Em Maio passado a Lei foi objeto de negociação entre Shaul Mofaz e o primeiro-ministro Netanyahu, sendo a sua extinção uma condição para a entrada do Partido Kadima no governo. Dois meses depois Netanyhau dissolveu a comissão encarregue de substituir a Lei Tal por nova legislação que obrigue os haredim a cumpri serviço militar, facto que provocou uma crise no Executivo, com o Kadima a ameaçar sair. A situação atingiu ontem o ridículo quando Mofaz, agora vice-primeiro ministro, participou na manifestação de protesto tentando forçar o executivo de que faz parte a aplicar as condições negociadas para a sua entrada no governo - precisamente a extinção da Lei Tal. Não se livrou de uma valente vaia da multidão.
Tzipi Livni marcou presença na manifestação.
Yair Lapid, líder do Yesh Atid, também se manifestou contra a prorrogação da Lei Tal
Reservistas do IDF contra a isenção do serviço militar obrigatório para os ultra-ortodoxos
Manifestantes empunham um cartaz onde se lê: "Ben Gurion cometeu um erro".
Gabi Ashkenazi, ex-Chefe do Estado Maior do IDF, saudou os manifestantes

segunda-feira, 2 de julho de 2012

De saída

Netanyahu e Mofaz na conferência de imprensa em que anunciaram o acordo de coligação.
Em Maio o novo líder do Kadima, Shaul Mofaz, provocou uma reviravolta na política israelita levando o partido para o executivo e suspendendo a convocação de eleições antecipadas. Agora Mofaz queixa-se que o primeiro-ministro Netanyahu não está a cumprir os termos do acordo de coligação ao não apresentar uma proposta alternativa à Lei Tal - lei que isenta os alunos ultra-ordoxos do serviço militar - uma vez que dissolveu a comissão encarregue de a elaborar. Assim,  ao fim de dois meses no governo o Kadima parece que já se está a preparar para sair.
Mofaz deveria ter aprendido alguma coisa com a liderança de Tzipi Livni. Não foi por acaso que ela sempre recusou fazer parte de um executivo liderado por Benjamin Netanyahu: o abraço do urso seria fatal.