A União Europeia em mais um ataque de palestinianismo agudo acaba de declarar que Modi'in não pertence a Israel porque foi construida em terra de ninguém. Daqui se depreende que para a credível Europa os palestinianos também têm direito às cidades israelitas construidas ao longo da linha verde. A seguir só falta decretar que a Galileia também não pertence a Israel porque tem muitos árabes e assim sucessivamente até que o Estado Judaico fique confinado apenas a Tel Aviv.
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Ziguezague
Parece ser a orientação do Governo israelita em relação ao processo de paz. Contra toda a lógica decretou o congelamento das construções nos territórios da Judeia e da Samaria sem obter rigorosamente nada em troca, e ainda antes do início das conversações de paz. O congelamento foi decretado devido à pressão dos Estados Unidos e foi uma clara cedência às exigências unilaterais da Autoridade Palestiniana.
Agora, passados 10 meses sobre a paragem das obras e escassas semanas depois início das conversas, o governo de Netanyahu levanta o congelamento. A decisão é desconcertante principalmente devido facto de não parecer obedecer a qualquer estratégia de fundo, pois Netanyahu insiste em tratar todas as construções por igual, e não parece perceber a importância deste assunto para se alcançar a paz com os palestinianos. Prova disso é o facto de o descongelamento não ter sido alvo de grande discussão a nível interno - nem sequer foi foi unânime dentro do Governo - nem ter sido usado como moeda de troca nas negociações com os palestinianos. E como se tudo isto não bastasse, há ainda as ondas de choque que esta orientação irá trazer, não só ao nível da imagem externa do país, mas também ao nível do conflito mediático que este assunto gera.
Agora, passados 10 meses sobre a paragem das obras e escassas semanas depois início das conversas, o governo de Netanyahu levanta o congelamento. A decisão é desconcertante principalmente devido facto de não parecer obedecer a qualquer estratégia de fundo, pois Netanyahu insiste em tratar todas as construções por igual, e não parece perceber a importância deste assunto para se alcançar a paz com os palestinianos. Prova disso é o facto de o descongelamento não ter sido alvo de grande discussão a nível interno - nem sequer foi foi unânime dentro do Governo - nem ter sido usado como moeda de troca nas negociações com os palestinianos. E como se tudo isto não bastasse, há ainda as ondas de choque que esta orientação irá trazer, não só ao nível da imagem externa do país, mas também ao nível do conflito mediático que este assunto gera.
Em vez desta confusão, seria sensato que o Governo israelita fosse claro para os dois lados (israelita e palestiniano) e levantasse definitivamente o congelamento em áreas que no futuro serão integradas em Israel, como é o caso de Ariel, Gush Etzion/Efrat e todos os outros junto à Linha Verde. Nos restantes locais a proibição de construções deveria continuar para sempre, pois deverão ser integradas no futuro Estado da Palestina. Aos israelitas que habitam nessas localidades deve-lhes ser dada a possibilidade de se retirarem e serem indemnizados. Caso não o desejem fazer, deverão ter a possibilidade de permanecer como minoria judaica num estado árabe, tal como acontece com a minoria árabe em Israel. Este assunto não deve ser tabu e deve ser objecto de discussão e de negociação.
O que Netanyahu está a fazer não obedece a qualquer estratégia, nem favorece o entendimento, pois com esta política ziguezague de congela e descongela está a tratar todas as construções por igual, estando com isso a assustar desnecessariamente a parte da população que não terá de sair da Judeia e Samaria e não está a preparar a outra parte para a saída. Mas mais grave que isso, não consegue passar a ideia da futura partilha de território, condição essencial para uma coexistência pacifica entre árabes e judeus.
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domingo, 1 de novembro de 2009
Águas turvas
O bombardeamento continua: depois das acusações da Human Rights Watch (HRW) e do relatório Goldstone (que são só as duas mais importantes entre muitas, incluindo algumas de fabrico caseiro), um míssil [também artesanal?] da Amnistia Internacional, "Águas Turvas", aterrou. O essencial: Israel seca os palestinianos. Toda a difamação, que refira uma suposta discriminação contra os palestinianos, é imediatamente colocada nas parangonas dos jornais e é transmitida e difundida generosamente, não só em Israel, mas no mundo inteiro. Geralmente sem qualquer comprovação e muitas vezes sem sequer solicitar comentários às autoridades. Um redactor de jornal sabe, por exemplo, que só há 300.000 colonos, e não 450.000 - que "sugam" com seu alto consumo a água os palestinianos (alguns dirão mesmo "o sangue"). O motivo da ampla cobertura, por parte dos meios de comunicação israelitas, das mentiras que tentam enxovalhar o seu país não é muito diferente da motivação das próprias organizações estrangeiras: desmoralizar Israel, diante dos seus próprios olhos e diante dos do mundo inteiro.
Dado que os esforços militares não conseguiram abalar a motivação dos israelitas em defender o Estado Judeu, os que querem destruir este país começaram a centraram-se na demonização de Israel, tornando-lhe a vida insuportável (orientando as suas mentiras para o ponto fraco dos judeus: a sensibilidade perante a injustiça), e atacando o sentido sionista de justiça. Não só viemos de muito longe (alguns garantem que ao serviço do colonialismo) para saquear as terras dos palestinianos, como depois de expulsar a maioria deles, continuamos a cometer crimes de guerra (em Gaza), e estamos a secar os seus poços na Judeia e Samaria (Suha Arafat afirmou mesmo que os envenenamos). Muitos judeus dedicam-se alegremente a esta guerra psicológica anti-Israel, e muitos deles cobrando salários pagos por governos estrangeiros e por organizações como a Amnistia Internacional.
As acusações da Amnistia Internacional sobre o problema da água carecem de fundamento. A maioria dos colonatos recebem água canalizada da companhia das água Mekorot captada para cá da Linha Verde e não, como afirma a Amnistia Internacional, dos poços da Judeia e Samaria que pertencem aos palestinianos. E os palestinianos não têm de se governar com 70 litros por dia (ou menos) per cápita. Segundo os acordos de Oslo, os palestinianos têm direito a 23,6 milhões de metros cúbicos por ano, mas na realidade bombeiam, com o consentimento de Israel, 70 milhões de metros cúbicos. Além disso, a Administração Civil israelita fornece água, por cima das obrigações de Oslo, às aldeias palestinianas que realmente estão a sofrer de escassez. Uma questão chave, que os meios de comunicação de Israel deixaram sem resposta, é por que é que Israel não impede o bombeamento extra, que violam os acordos de Oslo, e nem a drenagem e a contaminação dos aquíferos de montanha.
A Amnistia Internacional e o resto das organizações pro-palestinianas não exigem em nenhum momento conhecer onde estão os muitos milhões de dólares que fluíram para a Autoridade Palestiniana para a construção de um sistema hídrico eficaz e económico, ou onde está o dinheiro que o Banco Mundial e outros organismos de ajuda têm previsto para a construção pelos Palestinianos de uma rede de esgotos que proteja o meio ambiente e evite a infiltração das água residuais nos aquíferos.
A Amnistia Internacional e o resto das organizações pro-palestinianas não exigem em nenhum momento conhecer onde estão os muitos milhões de dólares que fluíram para a Autoridade Palestiniana para a construção de um sistema hídrico eficaz e económico, ou onde está o dinheiro que o Banco Mundial e outros organismos de ajuda têm previsto para a construção pelos Palestinianos de uma rede de esgotos que proteja o meio ambiente e evite a infiltração das água residuais nos aquíferos.
Outra mentira da Amnistia Internacional: no lado judeu, diz o relatório, a agricultura é florescente, e que os campos palestinianos estão secos. A verdade é que a agricultura judaica só existiu nos colonatos de Gush Katif na Faixa de Gaza. Os rendimentos que alcançaram foram recordes mundiais e proporcionaram uma vida desafogada aos que trabalharam ali a terra, antes que a desocupação caísse sobre eles. A maioria dos judeus da Judeia e Samaria - e este é actualmente um dos argumentos utilizados contra eles - trabalha fora dos colonatos e regressa às suas casas à noite. Uma razão para isso é que, tirando algumas hortas aqui e ali regadas com água da chuva, a agricultura na Judeia e Samaria, por causa do terreno montanhoso, não produz muitos rendimentos. Todos estes factos são conhecidos pelos israelitas que trabalham como investigadores para organizações como Amnistia Internacional. Mas afinal, os salários justificam os meios.
Por Israel Harel, Haaretz - 29.10.09
Por Israel Harel, Haaretz - 29.10.09
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Construção de novas casas avança
O governo israelita decidiu dar autorização para a construção de 500 novas casas nas cidades de Modiin Illit, Ma'aleh Adumim e Gush Etzion. Os novos edifícios surgirão dentro da malha urbana das maiores cidades israelitas da Judeia e da Samaria e não serão, como afirma alguma imprensa, novos colonatos. Trata-se sim de nova construção em cidades já erguidas e que não pertencerão a um futuro estado palestiniano, pois ficam dentro dos grandes blocos de construção em volta de Jerusalém e nas zonas próximas da linha verde.
Esta decisão surge pouco antes da esperada moratória de 6 meses, sobre a construção de novas habitações nos territórios da Judeia e da Samaria, com a qual se pretende relançar o processo de paz com os palestinianos.
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