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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Da normalidade

Depois de ter sido condenado a pagar uma multa de 4950 euros pelo roubo dos gravadores dos jornalistas da revista Sábado o deputado Ricardo Rodrigues tenta dar uma de normalidade comentando os assuntos corriqueiros da governação lusa. Com tanta normalidade, daqui a 6 meses já ninguém se lembrará que Rodrigues fanou os gravadores. Nessa altura voltará normalmente a ocupar os lugares que detinha. É o eterno ciclo do esquecimento e da falta de memória que domina a política em Portugal.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Começa bem

O homem roubou um gravador à frente dos jornalistas e das câmaras de televisão. O país inteiro viu. Mal começou o julgamento, imediatamente começam a surgir as questões processuais e os inevitáveis adiamentos. Se tudo correr como de costume, o caso prescreve e os jornalistas subtraídos ainda serão acusados de desleixo por terem deixado o gravador em cima da da mesa e acabarão a pedir desculpa pelo incomodo ao senhor deputado Ricardo Rodrigues.

sábado, 7 de maio de 2011

O Mundo ao contrário

Melhor exemplo era impossível: o deputado Ricardo Rodrigues, que há um ano roubou os gravadores dos jornalistas da revista Sábado, vai processá-los por danos não-patrimoniais sofridos e pedir uma indemnização de 35 mil euros. 
É o mundo ao contrário em que o socialismo transformou Portugal: quem é roubado é que é processado. Casos não faltam, polícias que têm chatices por perseguir os bandidos, professores incomodados por repreender os rufias que habitam as escolas, e o pior de todos: juízes que, enrolados no imenso e garantístico emaranhado legal, raramente mandam para a cadeia quem deviam mandar porque pode alguma vírgula não estar no sítio.
Não é por acaso que Ricardo Rodrigues roubou dois gravadores à frente de um país inteiro e continua no posto de deputado como se nada fosse. É o exemplo acabado  da impunidade absoluta.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os cabeças de lista são todos iguais

A escolha pelo PSD de Fernando Nobre para cabeça de lista em Lisboa continua a provocar um autêntico estardalhaço. A escolha pelo PS de Ricardo Rodrigues - o deputado ladrão de gravadores que tomou posse irreflectida de um gravador e que esteve relacionado com vários escândalos - para cabeça de lista pelos Açores não provoca um único murmúrio. Os cabeças de lista são todos iguais, mas os socialistas são mais iguais que os outros.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Depositário transitório

Apesar de  peritos em relativizar, disfarçar e deturpar a realidade, ainda existiam alguns conceitos que os socialistas  não tinham conseguido descaracterizar. O de roubo era um deles.  Mas hoje, com o deputado Ricardo Rodrigues a classificar de "posse irreflectida" a apropriação indevida que fez de dois gravadores, tudo muda. É o primeiro passo para o termo "ladrão" ser banido do léxico português. Não demorará muito até ser politicamente incorrecto chamar gatuno a alguém. Em vez disso, terão de se utilizar expressões como "possuidor irreflectido", "receptor acidental", "depositário transitório" ou "portador distraído". Todo um mundo de novas opções e possibilidades. A Dr.ª Ana Maria Bettencourt, como perita que é nestas novas terminologias, pode ir estudando o assunto para depois se decidir qual é a melhor.
No entanto, os acontecimentos hoje tornados públicos não ficam nada bem a um deputado  insuspeito de pedofilia e desfalque, e que costuma falar pelo PS em assuntos relacionados com a corrupção e a transparência. Ainda se arrisca a que lhe estraguem a reputação.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Honorável insuspeito

Pelos vistos casos como o da "garagem do Farfalha" ou como  o da burla da dependência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, não contam para aferir os conceitos de "honorabilidade" e "insuspeita". Se contassem, um deputado que foi suspeito de pedofilia e de desfalque não falaria deles com este à-vontade.
Ricardo Rodrigues devia era estar escondido debaixo dos tapetes ou atrás dos cortinados, em vez de andar a fazer-se de virgem ofendida. Não se percebe como é que os socialistas permitem que este deputado dê a cara para defender as posições do partido em matérias como corrupção ou transparência. Deve ser pelo facto de não haver memória em Portugal, porque se houvesse, nem todos chegariam a cônsul. E a deputado muito menos.