sábado, 14 de julho de 2012

A típica notícia plantada

Queixas no SNS aumentam e médicos são os principais visados. Amanhã surgirão notícias sobre a assiduidade e os vencimentos. Nunca falha.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ha'aretz - Israel à noite

Telhados de Herzliya
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Herzliya é uma cidade geminada com a cidade do Funchal. A geminação data de 1991. 

A confraria da consciência tranquila

Miguel Relvas diz que está de 'consciência tranquila', julgando provavelmente dizer uma originalidade. Mas não, a 'consciência tranquila' é uma instituição nacional e não há ninguém, que apanhado em alguma aldrabice, não se socorra dela para demonstrar que está inocente. Isaltino Morais, os condenados da Casa Pia, Armando Vara, Dias Loureiro e os socialistas, todos juraram a pés juntos que tinham uma consciência imaculada e sereníssima. Uns santos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Um semifracasso

O semifracasso da manifestação de professores de hoje não se deve à falta de motivos de descontentamento, que existem e continuam a dominar toda a classe. A fraca mobilização tem outras origens, que só passam despercebidas a quem nunca põe um pé numa escola: cada vez menos docentes se reveem em sindicatos obsoletos e dominados pelo PCP (hoje havia música de intervenção a rodos no Rossio); os docentes do quadro opuseram-se a Lurdes Rodrigues e nem sempre viram os colegas contratados a opor-se na mesma medida; os professores contratos, que estão na situação mais precária, são os que menos veem os sindicatos a defendê-los; há 4 anos atrás a classe estava unida como nunca, mas a Fenprof foi a correr assinar um acordo com a ministra Alçada, que não trouxe benefícios para nenhum professor e que muitos sentiram como uma traição. 
Estes e outros fatores têm vindo ao longo do tempo a minar a mobilização dos docentes e a instalar a ideia de que é cada um por si, visto que em momentos cruciais os sindicatos e outros colegas nunca lá estão. Foi o que se passou hoje: os anúncios de 18 mil professores contratados a caminho do desemprego não mobilizaram sequer os próprios para encherem o Rossio.

Manif dos professores x manif dos médicos

Os médicos apareceram em frente ao ministério da Saúde, vestidos impecavelmente de bata branca e contaram com o apoio do seu bastonário. Os professores concentraram-se no Rossio, vestidos como calhou e contaram com o apoio dos camaradas Nogueira e Arménio.

A lista

Esta lista não custa  menos de 7 milhões de euros por ano. Não se percebe a que propósito é a que o Estado paga os vencimentos dos delegados sindicais dos professores e muito menos como é que os professores confiam em sindicalistas pagos pelo patronato. 
Os sindicatos, por definição, servem para defender os interesses privados dos seus associados, pelo que, deveriam ser custeados com as quotizações dos que neles se inscrevem. 
Este tipo de sindicalismo à portuguesa lembra a saudosa União Soviética, onde o Estado empregava e controlava toda a gente: trabalhadores e sindicalistas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O esticar da corda

A telenovela em torno da Lei Tal continua: Shaul Mofaz fez um ultimato a Benjamin Netanyahu, avisando-o que o Kadima sairá do Governo se o projeto que a irá substituir não for apresentado até domingo
Está-se mesmo a ver que sim: Mofaz vai querer passar por uma situação de entra e sai do Governo e pela humilhação de parecer ter sido enganado por Netanyahu. O desfecho é  mais do que previsível: até domingo será aprovado o texto de uma nova lei, cujos efeitos práticos deverão ser nenhuns, mas que permitirá que a coligação Likud/Kadima se mantenha pelo menos durante mais dois meses. 

O ranking da demagogia

No debate sobre o estado da nação o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, ficou em 3.º lugar no ranking da demagogia, muito atrás do 2.º lugar, António José Seguro, e do campeão Francisco Louçã.
A deputada Heloísa Apolónia do Partido da Melancia, continua a liderar o ranking da infantilidade.

De qualidade

As televisões e os jornais transbordam de greve dos médicos. Não há D. Alzira nenhuma que não dê a sua opinião sobre o assunto, nem Cátia Vanessa que não se indigne por os serviços não a terem avisado que o sr. dr. ia fazer greve, não há direito ter vindo gastar dinheiro em transportes e não me terem mandado um sms. Mas o mais hilariante é ver alguns médicos a repetir à exaustão, inclusive aos utentes, que apenas estão a fazer a greve em defesa dos doentes e por um Serviço Nacional de Saúde público e de qualidade como diz o PCP.
Como é que os senhores doutores podem pensar que alguém julga que a greve é por causa das carreiras, dos ordenados e de outros assuntos vis e capitalistas? Com certeza que é por causa dos doentinhos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Delegação olímpica

O Presidente Shimon Peres com a delegação olímpica israelita que irá participar nos jogos de Londres, Jerusalém ontem.

Israel do passado

Um portador de deficiência física recebe cuidados médicos num hospital Malben, 1954. Em 1949 o JDC - American Jewish Joint Distribution Committee - juntou-se à Agência Judaica e ao Estado de Israel para criar a Malben, uma rede de instituições e serviços para deficientes, idosos e imigrantes.
Crianças tuberculosas, na sua maioria imigrantes vindos do Norte de África, no Hospital pediátrico Eitanim em Jerusalém, 1952. Os hospitais Malben tiveram um sucesso extraordinário no tratamento de milhares de tuberculosos nos anos 50, fazendo baixar a incidência da doença em Israel.

Um judeu polaco, que perdeu as duas pernas num pogrom, a conduzir uma 'motorizada cadeira de rodas' fornecida pela Malben, Ein Shemer, 1954.


Judeu ienemita classifica bananas em Kfar Zkenim, uma aldeia Malben para idosos, 1950. Construida numa antiga base da Força Aérea Britânica convertida para albergar imigrantes ienemitas trazidos para Israel na Operação Tapete Mágico, a aldeia foi inaugurada em 1953 e tinha capacidade para 1200 habitantes.

Um deficiente trabalha na sua mercearia criada com a ajuda da Malben, Tel Aviv 1955. Nesse ano o fundo de ajuda da Malben possibilitou a abertura de mais de 4500 pequenas empresas, proporcionando trabalho e rendimento para cerca de 19 mil pessoas.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Homem não entra

No Egito a Primavera Árabe avança de vento em popa, principalmente para as mulheres que vão dispor de um canal televisivo só para si - o Mariya.
O novo canal começará a emitir no dia 20 e com exceção do diretor - um homem por sinal - conta apenas com mulheres no staff. Aos homens está vedado o acesso às instalações e não podem aparecer no canal nem participar telefonicamente nos programas ao vivo. As apresentadoras serão cobertas de alto a baixo com um niqab preto e essa será linha vermelha que nenhuma poderá quebrar.
O pregador que irá dirigir o canal já declarou que o objetivo do Mariya é educar as mulheres muçulmanas sobre a sua religião e trazer-lhes de volta a dignidade perdida durante o tempo de Mubarak (quando  era proibido aparecer na televisão de véu).

No tempo da outra senhora

No tempo da outra senhora os resultados dos exames eram excelentes, o processo decorria sem falhas, o sistema educativo atingia altos níveis de desempenho fruto de uma política educativa avançada e o  primeiro-ministro apareceria durante 15 dias na televisão a receber os parabéns dos alunos e os louros dos pais.
No tempo atual não é bem assim: o ministro mostra-se insatisfeito com os resultados e o Albino não se conforma com o nível de dificuldade dos exames. Como dizia o outro: habituem-se!

domingo, 8 de julho de 2012

Música de Israel


Nathan Goshen, Efo at

A controversa Lei Tal

Milhares de israelitas manifestaram-se ontem em Tel Aviv exigindo igualdade no serviço militar obrigatório. Em causa está a controversa Lei Tal que permite o não alistamento no IDF dos ultra-ordoxos e dos árabes israelitas. 
A Lei Tal - cujo nome se deve Tzvi Tal, juiz que liderou a primeira comissão que a elaborou - foi aprovada em 2002 no governo de Ariel Sharon e tem sido prorrogada sucessivamente por períodos de 5 anos, expirando oficialmente no final deste mês. Apesar disso, o Supremo Tribunal chumbou-a no início deste ano, relançando novamente o debate em torno de um dos mais importantes assuntos internos em Israel: o serviço militar obrigatório e a sua equidade. Em Maio passado a Lei foi objeto de negociação entre Shaul Mofaz e o primeiro-ministro Netanyahu, sendo a sua extinção uma condição para a entrada do Partido Kadima no governo. Dois meses depois Netanyhau dissolveu a comissão encarregue de substituir a Lei Tal por nova legislação que obrigue os haredim a cumpri serviço militar, facto que provocou uma crise no Executivo, com o Kadima a ameaçar sair. A situação atingiu ontem o ridículo quando Mofaz, agora vice-primeiro ministro, participou na manifestação de protesto tentando forçar o executivo de que faz parte a aplicar as condições negociadas para a sua entrada no governo - precisamente a extinção da Lei Tal. Não se livrou de uma valente vaia da multidão.
Tzipi Livni marcou presença na manifestação.
Yair Lapid, líder do Yesh Atid, também se manifestou contra a prorrogação da Lei Tal
Reservistas do IDF contra a isenção do serviço militar obrigatório para os ultra-ortodoxos
Manifestantes empunham um cartaz onde se lê: "Ben Gurion cometeu um erro".
Gabi Ashkenazi, ex-Chefe do Estado Maior do IDF, saudou os manifestantes

sábado, 7 de julho de 2012

Um grande ator palestiniano

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Ainda vai aos óscares.

A ponta do icebergue

Estes quatro posts do Miguel Castelo Branco sobre as universidades privadas deviam ser afixados nas paredes. A licenciatura do ministro Relvas é apenas a ponta do icebergue.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Distrações

Desde que o salvador Hollande tomou posse nunca mais se ouviu falar em crescimento. Durante a campanha eleitoral a palavra foi repetida até à exaustão, mas uma vez instalado no poder, o novo presidente francês rapidamente deixou esse assunto de lado e passou a fazer aquilo que a esquerda costuma fazer quando não consegue realizar as suas fantasias económicas: o populista aumento dos impostos para os ricos e as chamadas causas fraturantes. É quanto basta para a imprensa se distrair e se esquecer do prometido crescimento.

Do descaramento

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ha'aretz - Israel à noite

Bairro de Bat Galim, Haifa, ao anoitecer

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mais um sobredotado

A queda que alguns políticos têm para se licenciarem em certas universidades é impressionante: Sócrates na Independente e agora Miguel Relvas na Lusófona. De Sócrates já se disse quase tudo, mas de Relvas ainda não: só se sabe que se licenciou em apenas um ano. Na certa um sobredotado.
PS - Armando Vara foi outro que saiu das mesma universidade de Sócrates, mas só obteve o canudo à segunda tentativa: falhou a conclusão do curso de Filosofia na Universidade Nova de Lisboa e acabou licenciado em Relações Internacionais na Universidade Independente.

O suspeito do costume

Arafat pode ter sido envenenado mas também pode não ter sido. Estes títulos dão para tudo, principalmente para levantar dúvidas sobre o suspeito do costume.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

De saída

Netanyahu e Mofaz na conferência de imprensa em que anunciaram o acordo de coligação.
Em Maio o novo líder do Kadima, Shaul Mofaz, provocou uma reviravolta na política israelita levando o partido para o executivo e suspendendo a convocação de eleições antecipadas. Agora Mofaz queixa-se que o primeiro-ministro Netanyahu não está a cumprir os termos do acordo de coligação ao não apresentar uma proposta alternativa à Lei Tal - lei que isenta os alunos ultra-ordoxos do serviço militar - uma vez que dissolveu a comissão encarregue de a elaborar. Assim,  ao fim de dois meses no governo o Kadima parece que já se está a preparar para sair.
Mofaz deveria ter aprendido alguma coisa com a liderança de Tzipi Livni. Não foi por acaso que ela sempre recusou fazer parte de um executivo liderado por Benjamin Netanyahu: o abraço do urso seria fatal.

Da normalidade

Depois de ter sido condenado a pagar uma multa de 4950 euros pelo roubo dos gravadores dos jornalistas da revista Sábado o deputado Ricardo Rodrigues tenta dar uma de normalidade comentando os assuntos corriqueiros da governação lusa. Com tanta normalidade, daqui a 6 meses já ninguém se lembrará que Rodrigues fanou os gravadores. Nessa altura voltará normalmente a ocupar os lugares que detinha. É o eterno ciclo do esquecimento e da falta de memória que domina a política em Portugal.

Um bónus

O ministério da Educação deveria discriminar positivamente os professores que têm cargos, serviços especiais e trabalho de exames. Um bónus salarial era o mínimo...