sábado, 9 de fevereiro de 2013

Falta a vírgula

Não eliminar Israel terá dito Abbas a Ahmadinejad na cimeira islâmica do Cairo. Como a imprensa, à imagem da censura do passado, publica as declarações conforme lhe dá jeito, o mais certo é faltar uma vírgula na frase.

O pacifista aclamado e o seu governo moderado

O aclamado pacifista Mahmoud Abbas encontrou-se esta quinta-feira no Cairo com o terrorista líder da Jihad Islâmica, Ramadan Shalah, para discutirem a unidade palestiniana. Enquanto isso, o seu governo moderado mandava para a prisão um jovem por ter insultado Abbas no Facebook. Só no Ocidente e que ainda não perceberam quem é Mahmoud Abbas e a sua Autoridade Palestiniana.

O preferido

O António que mais apoiou e defendeu a ruinosa governação de José Sócrates é agora o preferido para liderar o PS. Esta sondagem diz muito sobre os portugueses: adoram ser enganados e não apreenderam nada com o passado. Mas desta vez não lhes valerá de nada: pelos vistos Costa não quer ser Secretário-Geral do PS. O seu perfil será com certeza mais adequado para o mais alto cargo da nação. É para isso que corre e é para isso que o empurram. Não é por acaso que a gestão medíocre que faz na capital do país não lhe tem dado cabo do perfil.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Polémica

Sara Netanyahu na sessão inaugural da Knesset
Há quem não tenha gostado dos trajes com que a mulher do primeiro-ministro Netanyahu se apresentou ontem na sessão inaugural da 19.ª Knesset. A polémica foi tal, que um dos líderes do Shas, Aryeh Deri, já teve de vir a público colocar água na fervura e defender Sara Netanyahu.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

19.ª Knesset empossada

Shimon Peres com os líderes parlamentares na sessão inaugural de hoje. Binyiamin Ben-Eliezer (à direita sentado) do Partido Trabalhista é o parlamentar mais antigo do plenário pelo que assumirá as funções de Presidente da Knesset até que seja eleito o sucessor de Reuven Rivlin.
O Presidente Shimon Peres deu hoje posse à Knesset saída das eleições de 22 de Janeiro. Na sessão inaugural os 120 membros juraram lealdade ao Estado de Israel e às suas leis. A Knesset agora empossada, a 19.ª, tem número recorde de novos deputados (53), de mulheres (27) e de religiosos (38).
O Presidente Peres indigitou também Benjamin Netanyahu para iniciar a formação do novo Governo. Netanyahu lidera o partido mais votado - o Likud/Yisrael Beiteinu - mas apenas dispõe de 31 deputados em 120, necessitando de fazer uma coligação maioritária para governar. A imprensa tem avançado com a possibilidade do Yesh Atid, do Hatnuah e do Shas se juntarem ao governo. A maioria seria assim de 67 assentos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Música de Israel


Elai Botner, Ani esh

De boas intenções está o inferno cheio

O Governo não tem intenção, mas pode vir a ter ou pode despedir 29500 funcionários para confirmar que não tem intenção. Há muitas maneiras de dar a volta a estas não intenções.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Costa comentou finalmente o PS

António Costa, comentador político de longa data, nunca reparou ou comentou que o PS não está bem e que tem um problema de afirmação. Só agora, quando finalmente lhe deu jeito e se prepara para tomar conta do partido, é que resolve dizer aquilo que toda a gente já sabe. Costa sempre teve este problema: extremamente lesto a criticar comentar o PSD e o CDS,  mas muito lento a emitir uma sentença sobre a vida do seu partido. Exemplo disso foi a bancarrota Sócrates, todos a estavam a ver, excepto o comentador Costa que preferia falar da vida interna do PSD e das virtudes da moderna governação do Engenheiro. É a isto que se chama calculismo político. O PS ficará bem entregue.

Gritarias

O que seria da Oposição sem a existência de tiradas polémicas como a de Fernando Ulrich? Seria muito pouco, porque estes partidos nada têm para oferecer aos portugueses e só conseguem afirmar-se no meio das gritarias e de assuntos menores. Felizmente que têm uma comunicação social amiga que amplifica as argoladas dos banqueiros e abafa as dos sindicalistas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ramon

Ilan Ramon (20/06/1954 - 01/02/2003)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quais são os membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU?

São 47 os membros: Angola, Benim, Botswana, Burkina Faso, Camarões, Congo, Djibuti, Líbia, Mauritânia, Ilhas Maurícias, Nigéria, Senegal, Uganda, Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Jordânia, Kuwait, Quirguistão, Malásia, Maldivas, Filipinas, Qatar, Arábia Saudita, Tailândia, República Checa, Hungria, Polónia, Moldávia, Roménia, Rússia, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador Guatemala, México, Peru, Uruguai, Áustria, Bélgica, Itália, Noruega, Espanha, Suíça e Estados Unidos. 
Foi este conselho, composto de países altamente recomendáveis e exímios respeitadores dos direitos humanos, que condenou mais uma vez Israel pelas construção de casas na Judeia e na Samaria. Israel tem mais condenações por violação dos direitos humanos que todos estes países juntos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Qual é a pressa?

Seguro vai propor que o congresso do PS se realize o mais depressa breve possível. O folhetim da transmissão do poder dentro do Partido Socialista ainda agora vai no adro.

O que é uma maioria de bloqueio?

Para alguma imprensa 18 deputados em 120 fazem uma maioria e se forem de partidos que não caíram nas boas graças da linha editorial, então essa maioria é de bloqueio. Os outros 102 deputados são tratados como uma minoria completamente irrelevante para o caso.

Instalações atingidas hoje pela Força Aérea Israelita

A operação da Força Aérea Israelita ilustrada pelo Jornal Público

Israel bombardeou "centro de investigação militar", dizem as garrafais do Público, seguidas de uma gigantesca fotografia com pessoas a sofrerem um bombardeamento. Os mais distraídos farão associação do costume: Israel bombardeou, causando mortes e feridos. Os mais atentos poderão no entanto ler na legenda que acompanha a referida fotografia que durante o dia de quarta-feira houve combates na zona de Ain-Tarma, em DamascoOu dito de outra maneira: a foto nada tem que ver com a operação militar israelita - destinada a evitar a proliferação das armas químicas da Síria -  mas mesmo assim o Público decidiu usá-la como ilustração

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ha'aretz

Uma tempestade aproxima-se do Vale de Arava

domingo, 27 de janeiro de 2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

Há coisas que só a esquerda pode dizer

Se fosse uma personalidade da direita que dissesse uma coisa destas sobre um representante da ONU, Portugal assistiria a mais uma onda de indignação com gente completamente histérica a descabelar-se contra tal impropério. O Facebook inundar-se-ia de fotografias alusivas ao tema e as televisões não falariam de mais nada durante duas semanas. Mas como foi Arménio Carlos, o guardião dos trabalhadores, que apelidou de escurinho e o visado é representante do FMI  (e não da ONU)  nada se passará.

Israel do passado

Enfermeira e imigrantes do Yemen num campo de acolhimento em 1949

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Música de Israel


Elai Botner & The Outside Kids, Ratz elayich

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vencedores

Benjamin Netanyahu - Venceu, mas não convenceu. A aliança com o Yisrael Beiteinu revelou-se um desastre eleitoral, com a coligação a perder milhares de votos. Ainda assim, Netannyahu continua a ser o mais bem colocado para formar e chefiar o Governo, mas fá-lo numa posição muito mais fragilizada. Este pode bem ser o principio do fim da sua carreira política. 
Yair Lapid - O grande vencedor da noite eleitoral. Em menos de um ano, criou um partido e elevou-o a segundo mais votado. Os 19 deputados do Yesh Atid são mérito seu: soube catalisar o descontentamento social que se vive em Israel, principalmente o da classe média secular. Seja qual for o Governo formado, o Yesh Atid será um partido decisivo na linha que for tomada.
Naftali Bennett - Ao contrário do propagado, Bennett teve uma vitória moderada nas eleições de ontem. O seu partido, a Casa Judaica, juntou-se à União Nacional e ambos passaram de 7 para 11 deputados. Muito menos do que prediziam as sondagens e os histéricos jornalistas da esquerda.
Zehava Gal-On - Contrariou a ideia que toda a esquerda israelita estava moribunda. O seu partido, o Meretz, mostrou que não: passou de um grupo parlamentar de 3 para 6 deputados.

Vencidos

 Shelly Yachimovich - A líder trabalhista sofreu ontem uma importante derrota. Apesar do avanço eleitoral, o Partido Trabalhista não conseguiu vencer as eleições e nem um honroso segundo lugar alcançou.  Shelly Yachimovich parecia estar a um passo de capitalizar o descontentamento social que no ano passado varreu Israel e de fazer renascer das cinzas o velho Partido Trabalhista. Não conseguiu nem uma coisa, nem outra.
Avigdor Lieberman - O Yisrael Beiteinu juntou-se ao Likud, mas muitos dos seus eleitores tradicionais desertaram para o Partido Trabalhista e para o Yesh Atid. Os milhares de votos perdidos pela coligação governamental eram quase todos de Lieberman, a ponto de o tornar muito menos importante no xadrez político saído das eleições.
Tzipi Livni - Em 2009 Livni foi a mais votada nas eleições para a 18.ª Knesset. Dessa vitória de Pirro sobraram 6 deputados completamente irrelevantes no caso do Hatnuah não entrar no Governo. Livni sempre sofreu do síndrome Gorbatchev: amada no estrangeiro, detestada ou ignorada em casa. Estas eleições confirmaram-no.
Shaul Mofaz - O Kadima passou do maior grupo parlamentar da Knesset para o mais pequeno. Mofaz, o apelidado George Constanza da política israelita, fez uma campanha patética e inconsequente. Os resultados foram um fracasso.

Resultados finais

(Clique na  imagem para ampliar)
Por blocos políticos: esquerda 33, centro 27, ortodoxos 18 e direita 42. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Resultados oficiais

A última atualização feita pelo Comité Central Eleitoral (00:58 horas de Jerusalém) dava conta de pouco mais de meio milhões de votos contados. Este aparente atraso deve-se ao facto de as urnas terem fechado às 22 horas de Jerusalém (20 horas de Lisboa).
Na contagem o Likud/Beiteinu segue na frente com 24,74%, seguido do Yesh Atid com 13,51% e do Partido Trabalhista com 12,56%.

Dizer a verdade nas sondagens, mentir nas urnas

Há muitos anos que as sondagens eleitorais são um problema em Israel. Existe até a velha piada que os israelitas dizem a verdade nas sondagens e mentem nas urnas. 
As eleições para a 19.ª Knesset não fugiram muito à regra: as sondagens vaticinavam 74 lugares para o bloco da direita/ortodoxos, contra os 46 da esquerda e do centro. Previam ainda que o segundo partido fosse o Trabalhista e o terceiro a Casa Judaica. O Yesh Atid e o Hatnuah tinham posições modestas atrás dos três primeiros e do Shas. 
A média das projeções avançadas esta noite dá para a esquerda 33 assentos, 26 para o centro, 18 para os partidos ortodoxos e 43 para a direita. Por partidos, o Yisrael/Beitenu surge com 31, seguido do imprevisto Yesh Atid com 19 e do Trabalhista com 17. A Casa Judaica corre o risco de ficar em 5.º lugar com 12 lugares.