quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Inocentes e de consciência tranquila

Cada vez que alguma figura importante é apanhada, por distracção, nas malhas da justiça, começa uma telenovela nos noticiários. O guião é sempre o mesmo. Os alegados corruptos declaram-se, invariavelmente, inocentes e de "consciência tranquila". Depois, com o passar do tempo, dizem-se "frustrados" porque os juízes não os compreendem e não guiam o processo como lhes dá jeito. Por fim, ainda têm tempo para acusar a justiça de os julgar na praça pública. Logo a eles que nunca, nunca, nunca fazem declarações aos jornalistas à porta dos tribunais.