domingo, 28 de fevereiro de 2010

IAF aumenta treinos de reabastecimento rápido

Tendo em conta um eventual conflito com o Irão, a Força Aérea Israelita (IAF) aumentou os seus programas de treino de reabastecimento rápido de aviões. Apesar de ser uma prática perigosa, os treinos abrangem não só os pilotos, mas também o pessoal de terra. O objectivo é que  os caças da IAF consigam transportar o máximo de combustível em missões de longo alcance. O protocolo de reabastecimento agora em treino, permite que as agulhetas injectoras de combustível se desconectem dos aviões escassos segundos antes da descolagem.
Estas manobras acontecem uma semana depois da entrada ao serviço da mais sofisticada  aeronave não tripulada da IAF, a TP Heron. Este novo aparelho tem a mesma envergadura de um Being 737 e é capaz de voar 36 horas com centenas de quilos de carga.

Música de Israel


Sarit Hadad, a Mónica Sintra de Israel (mas com muito mais classe), em Bosem tsarfati (perfume francês).

A cigarra vai depor

Segundo o que alguma imprensa refere, Cigarra Sócrates irá depor perante uma comissão parlamentar de inquérito. Espera-se que os senhores comissários políticos deputados trabalhem quem nem formigas para a apanhar. Não deverá ser fácil,  pois apesar de ser uma cigarra com uma inteligência mediana inferior e um vocabulário rudimentar, é bastante esperta e mentirosa. Mas os representantes do Povo não  podem desanimar, devem  até considerar-se satisfeitos por se tratar de uma cigarra, porque se fosse uma picareta-falante, adormeceriam a ouví-la e não chegariam a conclusão nenhuma.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Purim

  Antigamente.

Hoje em dia.

Por que fogem os Judeus da Suécia?

Uma sobrevivente do Holocausto, Judith Popinski, explica porquê, aqui e aqui.

Israelitas recebem novas máscaras de gás

Os moradores da zona de Kiryat Ono, em Tel Aviv, serão os primeiros a receber as novas máscaras de gás que a partir de amanhã começarão a ser distribuídas por todo o país. O processo demorará 5 anos e quando estiver concluído terá entregue mais de 7 milhões de unidades. Neste momento apenas 70%  da população  possui  mascaras contra um ataque químico. Com a substituição agora iniciada, espera-se atingir os 100%. Fontes do IDF alertaram, no entanto, que a atribuição de novas máscaras não está relacionada com um possível confronto militar na fronteira norte, nem com o exercício de grande escala efectuado a semana passada nesse local.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

As carpideiras do regime

Fala-se em greve da função pública e imediatamente a conversa resvala para os professores.  Uma gentalha sai imediatamente de baixo das pedras e debita as maiores alarvidades acerca desta classe. Desde os míticos salários, até aos alegados 5 meses de férias, tudo serve como arma de arremesso contra os docentes. Coisa estranha esta. Num país onde ninguém chega a horas, onde a produtividade é a mais baixa da Europa, onde as faltas por "baixa médica" batem recordes, onde a maioria das pessoas são incompetentes nos seus trabalhos, e onde muita gente ganha mais do que aquilo que produz, criou-se esta insólita discriminação contra os docentes. Como se o país não progredisse por causa deles.
Muitas destas pessoas, que atacam os professores,  estão ao serviço do Partido Socialista. Retribuem-lhe desta forma um enorme favor, pois foi este partido que criou o caldo de cultura que lhes permitiu exacerbar a inveja social e o ressabiamento,  escondendo ao mesmo tempo  os seus defeitos e incapacidades.  Enquanto vão focando as atenções nos professores, passam quase despercebidas. O pouco que são notadas deve-se ao facto de se terem constituído numa classe ao serviço do regime socialista: a das carpideiras.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Livni: "Netanyahu é um político insignificante"

 Tzipi Livni classificou o chefe de Governo de "insignificante", e acusou-o de estar a governar desajeitadamente e obcecado com a divisão do Kadima, confundindo este Partido com os políticos débeis que incluiu no Governo. Disse ainda que o Kadima iria resistir às manobras de baixa política que os outros partidos fazem, e que não se ia vergar perante estas situações. 
Estas declarações foram proferidas ontem numa reunião na sede do Partido Kadima, em Petah Tikva, destinada a comemorar a vitória eleitoral alcançada há um ano atrás. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Recordando Ofra Haza


Ofra Haza, Chai, (êxito da eurovisão),  numa actuação para familiares dos militares da Força Aérea Israelita, 1983

Ofra Haza and Shechunat Ha'Tikva Theatre, Ehye asher ehye, 1978

Ofra Haza

Tel Aviv, 19 de Novembro de 1957 - Tel Aviv, 23 de Fevereiro de 2000

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Conferência sobre Israel

Na próxima terça-feira, dia 23 de Fevereiro, pelas 11:00 horas, no Instituto de Defesa Nacional, Calçada das Necessidades. Conferencistas: Embaixador Oded Eran (quadro regional de segurança) e Coronel Itamar Yaar (política de defesa de Israel). Haverá de seguida um debate.
A conferência é aberta ao público e proferida em língua inglesa. Via Fiel Inimigo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Temporal da Madeira nos jornais israelitas

O papel da escola

Por um aluno do 9º ano da Escola EB 2/3 de Espinho. (recebido por mail).

Transcrição possível:
Num texto estruturado e linguisticamente cuidado, com um mínimo de 10 linhas, exprime a tua opinião sobre o papel da escola na formação de um cidadão.
O papel da escola eu axo que é igual a um papel qualquer de imprensa A4. E de certeza que é. tem a mesma grossura e tudo. Agora se estão a falar, por exemplo, das folhas de Teste que é uma folha A3 duberada ao meio fazendo duas folhas A4, axo melhor que as folhas de teste sejam assim do que só uma folha A4, essas fichas que os professores dão são sempre folhas de formato A4 ou de formato A5 . Os testes As professoras metem sempre folhas de formato A4 mas quando são mais as professoras agrafam sempre as folhas e nunca fazem teste com folhas formato A5. Por isso eu axo que as folhas desta escola são iguais às das outras escolas ou de outras empresas.

Lisboa - Tel Aviv

 
O Lisboa - Tel Aviv faz hoje 1 ano. Obrigado a todos os leitores.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pérolas do eduquês: a avaliação de alunos

Continua a enxurrada legislativa do Ministério da Educação. Depois de ter remodelado as cortinas e os tapetes do gabinete, a nova ministra já inaugurou o seu primeiro "despacho normativo": o 6/2010, que regulamenta a avaliação dos alunos e que vem substituir o 1/2005 e as alterações do 18/2006 e do 5/2007. Isabel Alçada demonstra assim que não quer ficar atrás da sua antecessora, e que é uma continuadora do ensino socialista que tem vindo a ser aplicado aos alunos portugueses desde 1974.
O "6/2010" ou o "6", como ficará conhecido na gíria das escolas, é mais um documento palavroso, escrito em eduquês, e que obedece à habitual esquizofrenia a que são sujeitos os milhentos regulamentos emanados do Ministério da Educação: foi elaborado por burocratas, "pedagogos" e "especialistas em avaliação" e será aplicado por vulgares professores. Os três primeiros nunca meteram os pés dentro de uma aula, e os últimos nunca elaboraram um "despacho normativo". A confusão perfeita.
Sobre o conteúdo também não há surpresas. A finalidade é complicar e burocratizar, não só a vida dos professores, mas principalmente os chumbos. Exemplo disso são os artigos 7, 10 e 13 que passam a ter a seguinte redacção:

7 — Intervêm no processo de avaliação:
a) O professor;
b) O aluno;
c) O conselho de docentes, no 1.º ciclo, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos;
d) Os órgãos de gestão da escola ou do agrupamento de escolas;
e) O encarregado de educação;
f) O docente de educação especial e outros profissionais que acompanham o desenvolvimento do processo educativo do aluno;
g) A administração educativa.
10 — O percurso escolar do aluno deve ser documentado de forma sistemática no processo individual a que se refere o artigo 16.º da Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro, que o acompanha ao longo de todo o ensino básico, proporcionando uma visão global do percurso do aluno, de modo a facilitar o seu acompanhamento e intervenção adequados.
13 — No processo individual do aluno devem constar:
a) Os elementos fundamentais de identificação do aluno;
b) Os registos de avaliação;
c) Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam;
d) Planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam;
e) Os programas educativos individuais e os relatórios circunstanciados, no caso de o aluno ser abrangido pelo Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro;
f) Uma auto -avaliação do aluno, no final de cada ano, com excepção dos 1.º e 2.º anos, de acordo com critérios definidos pelo estabelecimento de ensino;
g) Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno.

No ponto 7 dá-se continuidade à avaliação colectivista: todos participam. O professor é apenas um de entre os vários elementos que darão palpites nesta matéria. Um mero peão ao serviço do "sucesso" e da construção da Escola Socialista.
No 10 e no 13 a ênfase vai para a recolha e acumulação de papel. Mas de forma sistematizada, pelo que os docentes, que são quem vai realizar essa tarefa, devem ser zelosos no seu cumprimento.
Estes três artigos serão vigiados pela  "administração educativa", que é quem tem a tarefa de verificar se a mentira está  a ser bem organizada.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

4,4%

A economia israelita acelerou no 4º trimestre de 2009, crescendo 4,4%. Este valor foi muito impulsionado pelo consumo privado, que subiu 4,4%, e pelas exportações, que tiveram um aumento de 33%. No mesmo período as importações apenas subiram 13,8%. Com estes resultados o Bureau Central de Estatística coloca o crescimento do PIB do ano passado em 0,5% e estima que o deste ano seja de 3,5%.
A economia de Israel sai assim rapidamente da curta recessão de 2009, e põe a milhas as economias dos países governados por cigarras socialistas.

Israel do passado

Passageiros esperam o comboio, Dimona, 1955

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A partir de agora têm de nos pagar bem

"mas também afirmámos que não estamos dispostos a permanecer no poder a qualquer preço”, disse Francisco Assis aos jornalistas, no final de uma reunião de quase três horas do secretariado nacional, na sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa. 
Como até agora os socialistas não estiveram apegados ao poder, governaram desinteressadamente, a bem do país, e praticamente de borla, estas declarações de Assis fazem prever o pior.  Teme-se que haja uma corrida da  boyzada do PS aos lugares de topo da administração pública, aos milhentos  institutos e empresas  do Estado, que  as parcerias público-privadas surjam como cogumelos, que aumentem exponencialmente as encomendas  de pareceres e consultadorias a determinados "associados",  e que surjam, pela primeira vez, obras públicas sem concurso. Enfim, todo um mundo de situações que nunca, mas nunca na vida, tinham acontecido em governos socialistas.

O que dizem os outros

 Ser professor de Matemática no Reino do Eduquês
Andámos quase trinta anos a dar pancada no ensino directivo, nos métodos expositivos, nos exames e no uso da memória no processo de aprendizagem.  A memória, palavra proibida, deu lugar à aprendizagem significativa. O esforço, palavra proibida, foi substituído por actividades lúdicas. O aluno deu lugar ao aprendente. Os conteúdos passaram a chamar-se competências. E o resultado está à vista.
A retórica do eduquês tomou conta da Inspecção Geral do Ensino e da DGIDC e todos os órgãos e intervenientes de controlo pedagógico estão contaminados por ela. Resultado: há palavras proibidas no léxico da Pedagogia. E as escolas e os professores têm de fingir que acreditam na retórica do eduquês, plasmando-a nos relatórios de prestação de contas. A consequência foi a generalização da mentira. Do faz-de-conta. Quanto mais uma escola interioriza a retórica do eduquês, maior é a probabilidade de obter menções de Muito Bom nas avaliações externas. E as menções de Muito Bom na avaliação externa dão quotas mais generosas de Excelente e de Muito Bom para os funcionários e os professores. E a mentira continua contaminando todos domínios da escola.(Continue a ler)
Por Ramiro Marques, no ProfBlog. 

Música de Israel


Ydan Yaniv, Shalom Alechem, para a Ana Rita que está a ver o Mar Vermelho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O que dizem os outros

Ser professor é...
Sempre que necessário, agir disciplinarmente, sabendo (professores e alunos) que a consequência prática e correctiva destas medidas é praticamente nula. Isto porque por mais faltas disciplinares que um aluno tenha, pouco mais pode acontecer do que efectuar trabalho comunitário durante uns dias (se os pais deixarem, senão o menino fica apenas suspenso, ou seja, férias antecipadas) dado que medidas como a expulsão estão completamente fora dos regulamentos (talvez aí os alunos pensassem duas vezes antes de pisarem o risco, mas não pode ser porque, como diria Eduardo Sá de forma mais eloquente, seria uma experiência verdadeiramente humilhante e traumática, que desrespeitaria o direito fundamental da criança). Tenho o maior respeito e consideração por alunos com casos familares conturbados e provenientes de um meio social muito complicado (só uma pessoa fria e cruel não teria). Mas, mesmos alunos nessas condições, têm de perceber, a bem ou a mal, que a escola é uma oportunidade que não pode ser desaproveitada, que há regras a cumprir e que há (deveria haver) medidas verdadeiramente severas para quem prevarica. Sob pena de, como acontece, o conceito de “escola inclusiva” ser uma farsa. Que raio de “escola inclusiva” é esta que premeia e dá múltiplas oportunidades aos alunos mais indisciplinados, enquanto aqueles que cumprem, se esforçam e se empenham são dia após dia prejudicados pelo comportamento perturbador e recorrente dos primeiros? É o que dá quando certas leis são elaboradas por gente que não faz a mínima ideia do que é a realidade escolar no seu quotidiano, muito menos do que é o fenómeno da turma e das múltiplas variáveis que lhe estão associadas. (Continue a ler).
Por João Torgal, no blogue A Mesa do Café.

O princípio de Peter

aplica-se que nem uma luva a Vítor Constâncio. Depois de anos de manifesta incompetência no cargo de Governador do Banco de Portugal, Constâncio é agora promovido ao lugar de vice-governador do BCE. Se mais incompetente tivesse sido, mais alto subiria. Nada de que não se resolva na próxima vez. Afinal de contas, Jean Claude Trichet há-de sair um dia, e a incompetência de Constâncio é inesgotável. Até lá, vai-se dedicando ao que sempre fez em Portugal: dar a sua caução a tudo o que lhe for apresentado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O que dizem os outros

A vitória do hutspa
No sábado passado, o Expresso publicou um interessante e oportuno artigo do seu correspondente no Médio Oriente, Henrique Cymerman, sobre o sucesso de Israel na área das altas tecnologias. Numa altura em que o 'choque tecnológico' de José Sócrates se encaminha para um final insosso, e os portugueses perguntam o que poderá ser feito para sacudir, de uma vez por todas, a pobreza e atraso do país, vale a pena ler sobre este país, que é muito menor do que nosso, embrenhado em problemas existenciais incomensuravelmente mais graves do que os nossos e que, ao longo das suas seis décadas de existência, teve de lutar contra difíceis condições geográficas (falta de água, aridez dos solos, etc), sociais (sucessivas vagas de imigração) e políticas (instabilidade, radicalização de posições ideológicas, intervenções externas, etc) e que, apesar de tudo isto, está hoje na vanguarda de um dos sectores mais dinâmicos da economia mundial. (Continue a ler).
Por Bolines, no blogue Indigo e o Mar.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Livni

 Tzipi Livni, esta semana, em duas actividades de contacto com a população: no mercado Carmel de Tel Aviv, onde foi entusiasticamente recebida, e num Jardim Infantil em Sderot.