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domingo, 17 de março de 2013

Os eternos coitadinhos

Todo o discurso dos responsáveis políticos da cidade de Setúbal coloca o ónus na polícia: faz falta policiamento de proximidade e a polícia tem de ter formação e perfil adequados. Sobre a falta de civismo e o banditismo perfil de alguns moradores, nenhum comentário; e contra os tumultos e a destruição de propriedade municipal, nenhum slogan. Sempre a mesma ladainha, sempre os mesmos coitadinhos.

domingo, 13 de maio de 2012

Borlas

As reivindicações dos chamados indignados andam quase todas em torno do mesmo: boicotes, ocupações, acampamentos e borlas. Para o sector dos transportes públicos, por exemplo, defendem o seguinte:
1. Boicote ao pagamento dos Transportes Públicos;
2. (...)  gratuitidade dos ascensores/elevador para residentes, lojistas, pessoas com dificuldades motoras, idosos, crianças e desempregados;
3. Gratuitidade dos transportes públicos para desempregados (passe livre-trânsito);
4. Fundos da EMEL passarem a reverter a favor dos Transportes Públicos.  
Com a generosa lista de ofertas que pretendem fazer com o dinheiro dos outros, até é de estranhar que as assembleias populares sejam adiadas por falta de beneficiários.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O que querem os alunos portugueses?

Não se sabe ao certo, mas os que são coordenados pela JCP querem educação sexual, o fim dos exames e um estatuto do aluno que não suspenda ou expulse um estudante [mal comportado]. Pelo menos foi o que gritaram hoje em várias manifestações que decorreram um pouco por todo o país. 
De facto Portugal é um país estranho. Os alunos em vez de clamarem por mais Matemática, mais Inglês e  mais Ciências - disciplinas essenciais a uma boa instrução - apenas estão preocupados em ter educação sexual. Como é que a sexual lhes vai dar ferramentas para terem sucesso profissional e melhores perspectivas de vida, é uma coisa que não se percebe, mas pelos vistos não é para perceber, uma vez que parecem alheados desses aspectos.
A focagem das prioridades nas educações da moda, em detrimento das disciplinas clássicas, vem de encontro à segunda exigência: a do fim dos exames. Alunos que têm uma agenda destas,  não estão na escola para estudar e por conseguinte não querem ser classificados. Preferem uma avaliação contínua, um conceito pouco preciso e que tem servido de desculpa para a inflação artificial do sucesso escolar e para a indiferenciação entre os alunos. Nada melhor para promover a mediocridade, a irresponsabilidade e a preguiça. A questão da disciplina também encaixa perfeitamente nesta linha, pois não querem expulsões, nem sanções. Nada de chatices com faltas e afins, que isso maça os meninos e impede-os de exprimirem livremente os seus anseios e vontades.
Em suma, nada de disciplinas clássicas, nem exames, nem regras. Apenas coisas divertidas, como a educação sexual e a avaliação contínua. Poder-se-á dizer que são coisas de jovens. Até podem ser, pois muitos dos que se manifestaram hoje nem devem ter noção do que estão a exigir, mas os organizadores têm. Não foi por acaso que as muito adultas vereadoras da educação do Barreiro e de Almada foram a correr dar o seu apoio às reivindicações da juventude. Prova provadinha que estas manifs são manipuladas pelo PCP e afins, e que apenas obedecem a uma agenda ideológico-partidária.