Às vezes apetece-me dar uma resposta torta. Alguém me disse: “eu tenho um amigo que votou sempre PSD ou PS, mas agora está tão zangado com tudo, que diz que vai votar Bloco de Esquerda”. A resposta torta que dei foi esta: “então diga lá ao seu amigo que quando houver mais desemprego, quando tiver que pagar mais juros no banco, quando nem um tostão vier de fora para Portugal, porque um país com uma extrema-esquerda com dez por cento, não é destino de qualquer investimento, tem o seu rating ameaçado, ninguém vai abrir uma fabriqueta se “quem tem lucros não pode despedir”, e se houver muitos Robins dos Bosques à solta pelas árvores, então que agradeça a si próprio ter votado por zanga no Bloco de Esquerda”. É que votar no Bloco de Esquerda por zanga com a política e com o país não muda um átomo nenhuma coisa, deixa-nos só pior do que o que estamos. É uma brincadeira que se paga caro, parece tudo muito bonito, mas tem enormes custos sociais e políticos. É por isso que dei logo uma resposta torta. E se for preciso repito-a tantas vezes quanto necessário.
José Pacheco Pereira, Resposta torta, na revista Sábado
sábado, 30 de maio de 2009
Professores protestam, polícias contabilizam, bloquistas aproveitam
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) estimou hoje em 70 mil as pessoas que percorrem a Avenida da Liberdade na manifestação dos docentes convocada pelos sindicatos do sector, mas a PSP aponta para entre 50 e 55 mil.Foi uma manifestação impressionante, não só pela altura do ano lectivo em que decorreu, mas também pelo facto de estarem 32ºC. Os motivos do protesto são os mesmos das anteriores manifestações. Quando a ministra da educação julgava ter esvaziado o balão, é novamente contestada por uma grande quantidade de professores. Resta esperar que tenha sido a última da era Maria de Lurdes Rodrigues.
Regista-se que a PSP foi novamente autorizada a divulgar o número de manifestantes. Isto depois de Oliveira Pereira, director-nacional da PSP ter afirmado recentemente que a polícia nunca mais faria essa divulgação.
Outro registo, mas desta vez de sentido contrário, foi o facto de algumas forças políticas, como o Bloco de Esquerda, aparecerem nestes desfiles, que nem abutres, com o intuito de capitalizar o descontentamento alheio. Lá estava Francisco Louçã, no meio dos protestos a distribuir sorrisos e simpatias, e a ver se ganhava mais uns votos. Devia de haver algum pudor neste tipo de acções em períodos eleitorais, pois tratava-se de uma manifestação profissional e não política.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Roubalheiras, só falo das que me dão jeito
O cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu, Vital Moreia, fez hoje à noite em Évora o discurso mais violento da campanha contra o PSD, associando os sociais-democratas ao que chamou de “roubalheira” do BPN.
O desespero socialista já deve ser muito, a ponto de VM ter decidido baixar ainda mais o nível da campanha eleitoral. Acusações como estas, para além de demagógicas, revelam uma profunda falta de vergonha na cara e um total desrespeito pela inteligência dos eleitores.
O desespero socialista já deve ser muito, a ponto de VM ter decidido baixar ainda mais o nível da campanha eleitoral. Acusações como estas, para além de demagógicas, revelam uma profunda falta de vergonha na cara e um total desrespeito pela inteligência dos eleitores.
O mesmo Vital Moreira que defende o primeiro ministro dos escândalos do Freeport, da licenciatura tirada por fax e dos projectos das casas na Guarda, vem agora, num total desplante associar o PSD à corrupção. Não há ninguém que explique a este senhor que quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho? É um lugar comum, mas para políticos comuns, não é preciso mais.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
David Justino, que saudades
O secretário-geral do PS, José Sócrates, considerou hoje que os governos de coligação PSD/CDS-PP foram responsáveis por terem lançado um clima de "terror na educação", atrasando a colocação de professores e a abertura dos anos lectivos. Para o secretário-geral do PS, a principal consequência da política educativa dos anteriores governos PSD/CDS "foi o terror das famílias e, mais do que isso, o horror das famílias portuguesas perante um Governo incompetente".
Estas declarações revelam bem o estilo do 1º ministro, com elas José Sócrates tem a esperança de enganar os desmemoriados e os distraídos.
O governo do PSD/CDS teve muitos defeitos, quase tantos como os do governo do PS, mas conseguiu ter o melhor ministro da educação desde o 25 de Abril. David Justino, colocava Lurdes Rodrigues a milhas de distância, porque tinha uma coisa que ela não tem: vontade de melhorar o sector.
David Justino enquanto ministro, tomou medidas que valorizavam o rigor e a exigência para com os alunos, foi pela realização dos exames e pela divulgação dos resultados, aprovou um estatuto do aluno que foi o mais exequível de sempre, devolveu parte da autoridade retirada aos professores, fez um ministério sóbrio, sereno, sem golpes de propaganda barata, e mais importante que tudo, nunca lançou para cima dos docentes as culpas do que corria mal nas escolas.
Mais, foi nesse tempo que foram lançados os alicerces do actual modelo de colocação de professores. Foi com os erros cometidos por esse governo, que o actual se pode gabar que tem uma máquina de concursos bem oleada. Para refrescar a memória, estes exemplos chegam.
O que José Sócrates faz agora de forma demagógica, é atirar para cima de um ministro competente, o ruído e o ónus de uma coisa que correu mal, enquanto branqueia e dá o seu aval a uma politica desastrosa que a incompetente equipa da educação que nomeou tem levado a cabo.
Se o primeiro ministro se sujeitasse ao contraditório, seria necessário dizer-lhe porque é que a sua politica é desastrosa: porque falhou redondamente na implementação de um sistema de avaliação de professores, que na prática deixa tudo na mesma, afoga as pessoas em papeis e que confunde avaliação com progressão na carreira; porque provocou o êxodo de milhares de professores do sistema, muitos deles com largos anos de experiência e dedicação às escolas e aos alunos; porque aprovou um modelo de gestão escolar, que com o passar do tempo se começa a revelar que foi estruturado para controlar politicamente as escolas; porque promoveu uma escola que não ensina e que se limita a trabalhar para as estatísticas em nome do "sucesso" e da "inclusão"; porque aprovou um estatuto do aluno que é do mais mastodôntico que se fez até hoje em Portugal, e que na prática se limita a branquear e a esconder os graves problemas de indisciplina que há nas escolas; porque tomou como bandeira uma parolice chamada "Magalhães"; e porque desresponsabiliza os alunos e os pais, ao mesmo tempo que responsabiliza por todos os males os professores.
Se David Justino tivesse feito uma pequeníssima parte do mal que Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates fizeram ao ensino, já teria caído o Carmo e a Trindade, com o PS nas ruas a chamar-lhe todos os nomes possíveis e imaginários. Vergonha.
Estas declarações revelam bem o estilo do 1º ministro, com elas José Sócrates tem a esperança de enganar os desmemoriados e os distraídos.
O governo do PSD/CDS teve muitos defeitos, quase tantos como os do governo do PS, mas conseguiu ter o melhor ministro da educação desde o 25 de Abril. David Justino, colocava Lurdes Rodrigues a milhas de distância, porque tinha uma coisa que ela não tem: vontade de melhorar o sector.
David Justino enquanto ministro, tomou medidas que valorizavam o rigor e a exigência para com os alunos, foi pela realização dos exames e pela divulgação dos resultados, aprovou um estatuto do aluno que foi o mais exequível de sempre, devolveu parte da autoridade retirada aos professores, fez um ministério sóbrio, sereno, sem golpes de propaganda barata, e mais importante que tudo, nunca lançou para cima dos docentes as culpas do que corria mal nas escolas.
Mais, foi nesse tempo que foram lançados os alicerces do actual modelo de colocação de professores. Foi com os erros cometidos por esse governo, que o actual se pode gabar que tem uma máquina de concursos bem oleada. Para refrescar a memória, estes exemplos chegam.
O que José Sócrates faz agora de forma demagógica, é atirar para cima de um ministro competente, o ruído e o ónus de uma coisa que correu mal, enquanto branqueia e dá o seu aval a uma politica desastrosa que a incompetente equipa da educação que nomeou tem levado a cabo.
Se o primeiro ministro se sujeitasse ao contraditório, seria necessário dizer-lhe porque é que a sua politica é desastrosa: porque falhou redondamente na implementação de um sistema de avaliação de professores, que na prática deixa tudo na mesma, afoga as pessoas em papeis e que confunde avaliação com progressão na carreira; porque provocou o êxodo de milhares de professores do sistema, muitos deles com largos anos de experiência e dedicação às escolas e aos alunos; porque aprovou um modelo de gestão escolar, que com o passar do tempo se começa a revelar que foi estruturado para controlar politicamente as escolas; porque promoveu uma escola que não ensina e que se limita a trabalhar para as estatísticas em nome do "sucesso" e da "inclusão"; porque aprovou um estatuto do aluno que é do mais mastodôntico que se fez até hoje em Portugal, e que na prática se limita a branquear e a esconder os graves problemas de indisciplina que há nas escolas; porque tomou como bandeira uma parolice chamada "Magalhães"; e porque desresponsabiliza os alunos e os pais, ao mesmo tempo que responsabiliza por todos os males os professores.
Se David Justino tivesse feito uma pequeníssima parte do mal que Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates fizeram ao ensino, já teria caído o Carmo e a Trindade, com o PS nas ruas a chamar-lhe todos os nomes possíveis e imaginários. Vergonha.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Foi só para contrariar uma ideia
É das desculpas mais esfarrapadas que se ouviram até hoje. Dias Loureiro sai do Conselho de Estado, para que não se julgasse que o lugar o estava a proteger, e afirma de seguida precisamente o contrário: que o lugar não o protege de nada. Então por que é que sai?
Este tipo de afirmações começa a ser usual, primeiro tomam-nos por parvos ao declararem-se de "consciência tranquila" (esse estado de alma nacional), e que "não têm motivos para sair", depois quando as situações se tornam insustentáveis, voltam a tomar-nos por parvos, com as desculpas que dão.
Este tipo de afirmações começa a ser usual, primeiro tomam-nos por parvos ao declararem-se de "consciência tranquila" (esse estado de alma nacional), e que "não têm motivos para sair", depois quando as situações se tornam insustentáveis, voltam a tomar-nos por parvos, com as desculpas que dão.
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Primeiro o voto, depois o esclarecimento
Vital Moreira propõe criação de imposto europeu. Mais pormenores só quando for eleito para o Parlamento Europeu e apresentar propostas nesse sentido.Não se percebe se VM é trapalhão por natureza, ou se está mesmo a gozar com o eleitorado. Cada coisa que diz, sai uma asneira. Com a proposta de hoje, VM espera um cheque em branco no PS: vota-se primeiro e depois é que vem o esclarecimento. Com propostas destas, mais vale estar calado.
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Netanyahu está numa encruzilhada
Pela primeira vez desde que foi eleito, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, evocou ontem a possibilidade de “um Estado palestiano”. Mas apenas para indicar que tem “reservas” quanto à sua existência, e durante a reunião semanal do Conselho de Ministros.O primeiro ministro israelita está numa encruzilhada. Ou avança com o processo de paz, na direcção da formação do estado palestiniano e tem grande parte da sua base eleitoral contra, ou toma uma decisão contrária e fica com mais de metade de Israel e o mundo quase todo contra si.
As decisões que tem de tomar são muito difíceis e o risco de serem mal tomadas é enorme. A começar pelo facto de ainda não se ter percebido claramente a sua estratégia para o processo de paz, se é que tem alguma. Sem uma visão clara e determinada da questão, será muito difícil tomar as opções firmes que se lhe exigem.
Não há uma solução ideal para este conflito, há apenas a possível: manter em Israel as cidades de Ariel, Gush Etzion/Efrat e Maale Adoumim e compensar os palestinianos com territórios noutros locais (Neguev e Galileia).
Resta esperar que Netanyahu caminhe em direcção da solução de dois estados, e que ninguém lhe faça o mesmo que ele fez a Itzhak Rabin e a Ariel Sharon no passado.
As decisões que tem de tomar são muito difíceis e o risco de serem mal tomadas é enorme. A começar pelo facto de ainda não se ter percebido claramente a sua estratégia para o processo de paz, se é que tem alguma. Sem uma visão clara e determinada da questão, será muito difícil tomar as opções firmes que se lhe exigem.
Não há uma solução ideal para este conflito, há apenas a possível: manter em Israel as cidades de Ariel, Gush Etzion/Efrat e Maale Adoumim e compensar os palestinianos com territórios noutros locais (Neguev e Galileia).
Resta esperar que Netanyahu caminhe em direcção da solução de dois estados, e que ninguém lhe faça o mesmo que ele fez a Itzhak Rabin e a Ariel Sharon no passado.
Que partido representa melhor o seu perfil?
O tiro de partida é dado hoje à meia-noite, para aquelas que serão as primeiras eleições do ano. Para os eleitores saberem que partido representa melhor o seu perfil, existe o site EU Profiler.
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Postos avançados e centrifugadoras
Quem não compreende o Irão não compreende o Médio Oriente. Se o Irão se converter ao nuclear, segui-lo-ão o Egipto e a Arábia Saudita, e o Médio Oriente converter-se-á numa região nuclear multipolar. Se o Irão se converter ao nuclear, os xiítas fortalecem-se e os sunitas enfraquecem-se, e o radicalismo religioso ameaçará os regimes moderados. Se Irão se converter ao nuclear, o Médio Oriente estará ameaçado por um terror nuclear. Se Irão se converter ao nuclear, o Hamas tornar-se-á mais forte e a Al Fatah enfraquecerá. Se o Irão se converter ao nuclear, será o fim da solução de dois Estados. Felizmente, Barack Obama compreende em grande parte o Irão. Benjamin Netanyahu e Ehud Barak compreendem muito bem o Irão. Angela Merkel e Nicolas Sarkozy também compreendem o Irão. Mesmo Gordon Brown compreende o Irão. Hosni Mubarak, o Rei Abdullah e os governantes árabes moderados na Arábia Saudita e nos emiratos do Golfo compreendem o Irão melhor que todos eles. Só em Israel alguns não compreendem ainda o Irão, e assim simpatizantes da esquerda e da direita continuam a cantar mantras obsoletas. A esquerda tem toda a razão ao afirmar que só uma solução de dois estados para dois povos conduzirá a uma paz israelo-palestiniana. Por isso, a evacuação dos colonatos é uma condição necessária para a paz. Por isso, as conversações com todos os estados árabes, serão um marco adequado para a paz, e para obter uma paz regional. Contudo, tudo isto em si mesmo não pode parar uma só centrifugadora de Natanz.
Falar da paz e fazer a paz, não deterá os ayatolas. E se os ayatolas não são detidos, no ano que vem o discurso pela paz perderá o seu sentido e qualquer acordo de paz pode ser irrelevante. Quem queira a paz deve adoptar uma resposta face ao Irão. Esta é a última hora, e a hora para que as avestruzes tirem a cabeça da areia. Como no passado, a direita é anda hoje tão excêntrica como a esquerda. A direita do projecto dos colonatos comportou-se absurdamente desde o princípio. Em 2009, só um cego acredita que a segurança de Israel depende de algumas povoações isoladas. Só alguém que careça de qualquer entendimento dos assuntos do Estado acreditará que o futuro de Israel depende dos postos ilegais na Judeia e do crescimento natural da Samaria. A direita israelita deve ser não só religiosa e ideológica, mas também realista e sóbria. Mas uma facção política que insista em não sacrificar nada da Cisjordânia aumenta a ameaça estratégica na frente oriental. No momento da verdade, o anacronismo da direita põe perigo a existência de Israel. Israel necessita de um plano de paz com três etapas para deter o Irão. Na primeira etapa, Israel deveria reunir os moderados, árabes e israelitas, em redor de uma visão conjunta e tomar medidas que fomentem a confiança mútua. Na segunda etapa, deveria tratar do Irão. Na terceira etapa, tratar de aplicar uma visão de paz com acções audazes, mas também realistas. Mas para avançar nessa iniciativa de paz Israel deverá libertar-se dos velhos dogmas da esquerda e da direita. Uma parte, deve compreender que não haverá paz de baixo da sombra de um Irão nuclear. A outra parte, deve compreender que sem um compromisso e um movimento para a paz seguramente o Irão se converterá ao nuclear. Não há tempo. O governo de Netanyahu deve actuar antes do discurso de Obama no Cairo nos princípios de Junho. Deve apresentar sem demora uma visão de paz que seja inspiradora e realista. A evacuação dos postos avançados e a paralisação da construção nos colonatos devem fazer parte desta visão, e deverá concentrar-se na disposição de Israel e dos árabes a assinar um tratado para construir um estado palestiniano. Os Emiratos do Golfo, podem empreender o desenvolvimento da Cisjordânia. Arábia Saudita pode oferecer um horizonte de esperança para Gaza. Os egípcios e os jordanos podem proporcionar a segurança necessária e a responsabilidade diplomática. Uma coligação de forças moderadas pode actuar conjuntamente no Médio Oriente para mudar a situação no terreno. Os responsáveis dos poderes na cena internacional devem ser capazes de proporcionar a base estratégia para tomar medidas firmes contra o Irão. No seu regresso de Washington, supunha-se que Netanyahu se daria conta que é agora ou nunca. A esquerda pode ser irritante, mas a direita é restritiva. Israel deve actuar para responder aos seus desafios. Deve pôr de pé uma iniciativa israelita. Mas para formular uma iniciativa israelita Netanyahu deverá libertar-se finalmente dos projectos ilusórios da direita.
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Livni arrasa Netanyahu
A líder da Oposição Tzipi Livni criticou fortemente Benjamin Netanyahu. Em entrevista ao Canal2, Livni apontou as suas baterias à política externa do Governo e às características pessoais do primeiro ministro. Livni afirmou que a "má gestão e falta de capacidade para tomar as decisões correctas são a essência da Benjamin Netanyahu." Referiu ainda que ao não aceitar a solução de "2 estados", Netanyahu está a agir contra os interesses de Israel, acusando o 1º ministro de colocar em causa o futuro de Israel como estado judaico.
Em relação ao estatuto de Jerusalém, a líder do Kadima deu a entender estar disposta a ceder partes da cidade a um futuro estado palestiniano. No que diz respeito à entrada do seu partido no governo, voltou a reafirmar que essa hipótese está fora de questão, pois considera-o mau e liderado por um péssimo primeiro ministro.
O líder trabalhista, Ehud Barak, também foi criticado, Livni disse que não há nenhum motivo real para ele permanecer no executivo, a não ser o desejo pessoal de ser ministro da defesa. Para se manter no governo, disse, "Barak dá um selo de aprovação a coisas que não são apenas erradas na minha opinião, mas também não têm ligação com o Partido Trabalhista."
Em relação ao estatuto de Jerusalém, a líder do Kadima deu a entender estar disposta a ceder partes da cidade a um futuro estado palestiniano. No que diz respeito à entrada do seu partido no governo, voltou a reafirmar que essa hipótese está fora de questão, pois considera-o mau e liderado por um péssimo primeiro ministro.
O líder trabalhista, Ehud Barak, também foi criticado, Livni disse que não há nenhum motivo real para ele permanecer no executivo, a não ser o desejo pessoal de ser ministro da defesa. Para se manter no governo, disse, "Barak dá um selo de aprovação a coisas que não são apenas erradas na minha opinião, mas também não têm ligação com o Partido Trabalhista."
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Israel,
Tzipi Livni
Problemas com o Internet Explorer
Tem havido problemas entre este blogue e o Internet Explorer. Não sei explicar a origem desses problemas, apenas sei que se passa o mesmo com outros blogues. Para evitar crashes e outros que tais, estou a usar o Mozilla Firefox.
sábado, 23 de maio de 2009
Um país de poliglotas
O anúncio de que o Governo está a ponderar antecipar para o 2.º ciclo do ensino básico a segunda língua estrangeira foi recebido com reservas.
Obviamente que foi. O ME está constantemente a inventar medidas e reformas, sem nunca estabilizar e avaliar o que está no terreno. De que serve introduzir uma segunda língua, se até hoje ninguém articulou o inglês que dizem andar a ensinar no 1º ciclo com o do 2º? E de que serve uma segunda língua, se uma parte significativa dos alunos não aprende sequer a ler e a escrever correctamente português? Decididamente andam a brincar às escolas.
Obviamente que foi. O ME está constantemente a inventar medidas e reformas, sem nunca estabilizar e avaliar o que está no terreno. De que serve introduzir uma segunda língua, se até hoje ninguém articulou o inglês que dizem andar a ensinar no 1º ciclo com o do 2º? E de que serve uma segunda língua, se uma parte significativa dos alunos não aprende sequer a ler e a escrever correctamente português? Decididamente andam a brincar às escolas.
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Tolices
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Mais um passo na direcção da guerra...
O Irão anunciou hoje ter lançado com êxito um míssil terra-terra Sejil 2, com um raio de acção de dois mil quilómetros, o que lhe permite alcançar Israel e as bases norte-americanas no Golfo Pérsico. Mahmoud Ahmadinejad garantiu que o míssil ensaiado hoje poderá enviar “para o Inferno” qualquer país que ataque a República Islâmica.O Irão e o seu presidente troglodita estão a esticar a corda. Se o pior acontecer, será interessante ver as posições daqueles que agora ignoram e desculpam estas acções.
Juíz em causa própria
A Sociedade Portuguesa de Matemática considera que as provas de aferição do 4º e 6º anos, que hoje se realizaram, “continuam a não testar os conhecimentos mínimos correspondentes aos anos de escolaridade” em que foram aplicadas.Esta opinião, está em linha com as outras que hoje se foram ouvindo um pouco por todo lado: a prova era fácil. Que o facilitismo está instalado, não é novidade para ninguém.
O que talvez escape a muita gente, é a forma como o Ministério da Educação faz a classificação das referidas provas. O processo é todo ele muito pouco transparente. Basicamente passa por duas fases: a correcção, que é da competência de um professor corrector, e a classificação, que é da competência dos serviços do ministério. Na primeira fase, a prova é corrigida e a cada uma das respostas dadas pelo aluno é atribuído um determinado código, depois em função do código atribuído pelo professor corrector, o ministério atribui uma pontuação, procedendo depois ao somatório das pontuações. A partir desse somatório é feita a classificação.
A primeira parte do processo é já de si facilitadora, pois praticamente basta o aluno fazer um risco no local da resposta para qualquer coisa já ser contada. Mas é na atribuição da pontuação e na classificação que há uma grande falta de transparência. Ninguém sabe como é feita e com que propósitos. É perfeitamente possível com este sistema, fazer subir ou descer os resultados, manipulando-se assim as estatísticas, pois não há escrutínio de ninguém exterior ao ME.
Aferições e avaliações nunca deveriam ser feitas pelo próprio ministério, pois é juiz em causa própria. Deveriam ser entregues a uma identidade independente e que não fosse sujeita a pressões e a manipulações.
O que talvez escape a muita gente, é a forma como o Ministério da Educação faz a classificação das referidas provas. O processo é todo ele muito pouco transparente. Basicamente passa por duas fases: a correcção, que é da competência de um professor corrector, e a classificação, que é da competência dos serviços do ministério. Na primeira fase, a prova é corrigida e a cada uma das respostas dadas pelo aluno é atribuído um determinado código, depois em função do código atribuído pelo professor corrector, o ministério atribui uma pontuação, procedendo depois ao somatório das pontuações. A partir desse somatório é feita a classificação.
A primeira parte do processo é já de si facilitadora, pois praticamente basta o aluno fazer um risco no local da resposta para qualquer coisa já ser contada. Mas é na atribuição da pontuação e na classificação que há uma grande falta de transparência. Ninguém sabe como é feita e com que propósitos. É perfeitamente possível com este sistema, fazer subir ou descer os resultados, manipulando-se assim as estatísticas, pois não há escrutínio de ninguém exterior ao ME.
Aferições e avaliações nunca deveriam ser feitas pelo próprio ministério, pois é juiz em causa própria. Deveriam ser entregues a uma identidade independente e que não fosse sujeita a pressões e a manipulações.
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A Confap e o Ministério da Educação
O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Albino Almeida, responsabilizou hoje a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) “pela mais que certa falta de professores de Espanhol em todas as escolas do país, no início do próximo ano lectivo”.Não. O sr. Albino Almeida, tem de responsabilizar em primeiro lugar a DGRHE e depois o tribunal que aceitou e executou a providência cautelar. E nunca a ASPL. Se o tribunal aceitou a providência, é porque alguma coisa está errada com o concurso. Alguma ilegalidade há. Por isso, o líder da Confap deveria manter o recato, em vez de vir a terreno atirar com as culpas para cima do sindicato dos professores.
Algo de sinistro se passa nesta associação de pais: estão sempre contra os professores e sempre a favor do ministério. Será pelo facto de serem financiados pelo orçamento do ME?
E já agora quantos filhos tem o sr Albino Almeida na escola? Convém esclarecer isso, pois este senhor há anos que faz carreira nesta associação, sem se perceber muito bem os interesses que anda a defender, se os dos seus filhos, se os do Ministério da Educação.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Netanyahu nos Estados Unidos - 2
“Não queremos governar os palestinianos. Queremos que se governem eles próprios”. Disse hoje Benjamin Netanyahu, após o encontro com o presidente Barak Obama. Nunca Netanyahu tinha ido tão longe. Apesar de não se ter referido a uma solução de 2 estados, também não a negou categoricamente. Poderemos estar perante uma alteração de posição semelhante à de Ariel Sharon num passado recente. A ser assim, serão boas notícias para o processo de paz.
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Netanyahu nos Estados Unidos - 1
O primeiro ministro Benjamin Netanyahu aterrou ontem em Washington, para aquela que será a sua primeira visita aos Estados Unidos desde que foi nomeado para a chefia do governo. Aguarda-se com expectativa o seu encontro com Obama para se confirmar ou não a diferença de prioridades entre os dois. Obama está mais inclinado em fazer avançar a questão palestiniana, ao passo que Netanyahu dará prioridade à questão iraniana.Sabe-se que há muita tensão no ar, uma vez que "Bibi" está a ser fortemente pressionado por todos os lados: pelos americanos e pelos trabalhistas israelitas (parceiros de governo) para que ceda na criação de um estado palestiniano, e pelo Likud e outras facções da direita, para que não ceda nessa questão.
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