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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vencidos

 Shelly Yachimovich - A líder trabalhista sofreu ontem uma importante derrota. Apesar do avanço eleitoral, o Partido Trabalhista não conseguiu vencer as eleições e nem um honroso segundo lugar alcançou.  Shelly Yachimovich parecia estar a um passo de capitalizar o descontentamento social que no ano passado varreu Israel e de fazer renascer das cinzas o velho Partido Trabalhista. Não conseguiu nem uma coisa, nem outra.
Avigdor Lieberman - O Yisrael Beiteinu juntou-se ao Likud, mas muitos dos seus eleitores tradicionais desertaram para o Partido Trabalhista e para o Yesh Atid. Os milhares de votos perdidos pela coligação governamental eram quase todos de Lieberman, a ponto de o tornar muito menos importante no xadrez político saído das eleições.
Tzipi Livni - Em 2009 Livni foi a mais votada nas eleições para a 18.ª Knesset. Dessa vitória de Pirro sobraram 6 deputados completamente irrelevantes no caso do Hatnuah não entrar no Governo. Livni sempre sofreu do síndrome Gorbatchev: amada no estrangeiro, detestada ou ignorada em casa. Estas eleições confirmaram-no.
Shaul Mofaz - O Kadima passou do maior grupo parlamentar da Knesset para o mais pequeno. Mofaz, o apelidado George Constanza da política israelita, fez uma campanha patética e inconsequente. Os resultados foram um fracasso.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A desagregação do Kadima

O Partido Kadima apresentou a sua lista de candidatos à 19.ª Knesset. Em primeiro lugar surge o líder do partido, Shaul Mofaz, sendo seguido pelos deputados Yisrael Hasson, Yohanan Plesner, Zeev Bielski, Ronit Tirosh e Yuval Zellne. 
O Kadima era o maior partido da 18.ª Knesset com 28 deputados eleitos, mas está em completo processo de desagregação e arrisca-se a não ultrapassar o patamar mínimo de votação para poder ter assentos parlamentares. Na segunda-feira 7 deputados abandonaram o partido para se juntarem ao Hatnuah de Tzipi Livni, hoje foi a vez de Marina Solodkin bater com a porta e de Dalia Itzik anunciar a sua retirada da cena política. Solodkin era uma veterana do partido e da Knesset, com muito peso juntos dos judeus oriundos da antiga União Soviética. Itzik ocupou altos do Estado de Israel como o de Presidente da Knesset e interinamente o de Presidente do Estado.

domingo, 28 de outubro de 2012

Israel assinala o assassinato de Rabin

No calendário hebraico faz hoje 17 anos que Yitzhak Rabin foi assassinado. Por todo o país vários eventos assinalaram a data.
Na Knesset a sessão em memória de Rabin ficou marcada por discursos muito contraditórios em relação ao futuro de Israel: o Presidente da Knesset, Reuven Rivlin, declarou que quase 20 anos após os acordos de Oslo o conceito de nações separadas para israelitas e palestinianos falhou. Por sua vez, Shelly Yachimovich líder trabalhista, Shaul Mofaz líder do Kadima, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, elogiaram os méritos da ideia de dois povos, dois estados. Barak afirmou inclusive que um estado binacional irá matar o ideal do sionismo. 
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discursa na sessão solene em memória de Yitzhak Rabin
Deputados da Knesset observaram um momento de silêncio
A líder trabalhista Shelly Yachimovich e o Presidente da Knesset Reuven Rivlin
Altas figuras do Estado de Israel na cerimónia do Monte Herlz em Jerusalém
O Presidente Shimon Peres discursa na cerimónia do Monte Herlz
Milhares de israelitas assinalaram o 17.º aniversário do assassinato de Yitzhak Rabin na Praça Rabin em Tel Aviv

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Partido Likud lidera sondagens

 (Clique na imagem para ampliar)
A média das últimas sondagens publicada antes da dissolução da Knesset dava vantagem ao Partido Likud de Benjamin Netanyahu. Se as eleições tivessem sido realizadas na semana passada o Likud obteria 30 lugares, o Partido Trabalhista de Shelly Yachimovich ficaria em segundo lugar com 19, em terceiro surgiria o Ysrael Beiteinu de Avigdor Lieberman com 14, a que se seguiriam o Yesh Atid de Yair Lapid com 11 e o Shas de Eli Yishai com 10. O Partido Kadima liderado por Shaul Mofaz sofreria uma pesada derrota passando dos anteriores 28 para apenas 8 lugares. Dos restantes partidos, os árabes obteriam 11 lugares, o Meretz 4 e os restantes religiosos judaicos obteriam 14.
Para se apurar a média utilizaram-se as sondagens do Jornal Haaretz, do Instituto Israel Hayom & Dahaf, e do canal de televisão da Knesset:
  (Clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sondagem: maioria dos judeus está contra ataque ao Irão

A sondagem feita pelo Instituto da Democracia da Universidade de Tel Aviv revelou que 61% dos judeus israelitas estão contra um ataque às instalações nucleares do Irão sem a colaboração dos Estados Unidos. 27% declararam estar a favor. A sondagem revelou ainda que 56% dos inquiridos considera que as hipóteses de haver um ataque unilateral de Israel são baixas, contra os 33% que considera que Israel vai atacar de qualquer maneira.
A pesquisa espelha de certa forma a divisão existente entre a classe política israelita: o ministro da Defesa, Ehud Barak, disse na Knesset que esperar para atacar o Irão poderá ser mais complicado e perigoso, enquanto que o líder da Oposição, Shaul Mofaz, acusa o primeiro-ministro Netanyahu de estar a tentar assustar a opinião pública com a conversa da guerra.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A floresta Kadima

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domingo, 22 de julho de 2012

Partido Kadima à beira da cisão

O primeiro-ministro israelita pode estar à beira de conseguir um dos seus grandes objetivos políticos: a cisão do Partido Kadima. Netanyhau está a tentar aliciar para o seu governo sete dos vinte e oito deputados do Kadima, o suficiente para cindir o partido. Segundo a imprensa israelita quatro dos aliciados já terão aceite as ofertas e os restantes estão a poderá-las. O Partido Kadima reagiu entretanto considerado esta tentativa de divisão como sendo um suborno político da pior espécie.
Estes parecem ser os últimos atos de uma longa agonia que começou no tempo da liderança de Tzipi Livni e se que se acentuou muito com Shaul Mofaz. O entra e sai do governo, para além da situação errática e caricata que provocou, parece ter sido o catalisador da situação.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O esticar da corda

A telenovela em torno da Lei Tal continua: Shaul Mofaz fez um ultimato a Benjamin Netanyahu, avisando-o que o Kadima sairá do Governo se o projeto que a irá substituir não for apresentado até domingo
Está-se mesmo a ver que sim: Mofaz vai querer passar por uma situação de entra e sai do Governo e pela humilhação de parecer ter sido enganado por Netanyahu. O desfecho é  mais do que previsível: até domingo será aprovado o texto de uma nova lei, cujos efeitos práticos deverão ser nenhuns, mas que permitirá que a coligação Likud/Kadima se mantenha pelo menos durante mais dois meses. 

domingo, 8 de julho de 2012

A controversa Lei Tal

Milhares de israelitas manifestaram-se ontem em Tel Aviv exigindo igualdade no serviço militar obrigatório. Em causa está a controversa Lei Tal que permite o não alistamento no IDF dos ultra-ordoxos e dos árabes israelitas. 
A Lei Tal - cujo nome se deve Tzvi Tal, juiz que liderou a primeira comissão que a elaborou - foi aprovada em 2002 no governo de Ariel Sharon e tem sido prorrogada sucessivamente por períodos de 5 anos, expirando oficialmente no final deste mês. Apesar disso, o Supremo Tribunal chumbou-a no início deste ano, relançando novamente o debate em torno de um dos mais importantes assuntos internos em Israel: o serviço militar obrigatório e a sua equidade. Em Maio passado a Lei foi objeto de negociação entre Shaul Mofaz e o primeiro-ministro Netanyahu, sendo a sua extinção uma condição para a entrada do Partido Kadima no governo. Dois meses depois Netanyhau dissolveu a comissão encarregue de substituir a Lei Tal por nova legislação que obrigue os haredim a cumpri serviço militar, facto que provocou uma crise no Executivo, com o Kadima a ameaçar sair. A situação atingiu ontem o ridículo quando Mofaz, agora vice-primeiro ministro, participou na manifestação de protesto tentando forçar o executivo de que faz parte a aplicar as condições negociadas para a sua entrada no governo - precisamente a extinção da Lei Tal. Não se livrou de uma valente vaia da multidão.
Tzipi Livni marcou presença na manifestação.
Yair Lapid, líder do Yesh Atid, também se manifestou contra a prorrogação da Lei Tal
Reservistas do IDF contra a isenção do serviço militar obrigatório para os ultra-ortodoxos
Manifestantes empunham um cartaz onde se lê: "Ben Gurion cometeu um erro".
Gabi Ashkenazi, ex-Chefe do Estado Maior do IDF, saudou os manifestantes

segunda-feira, 2 de julho de 2012

De saída

Netanyahu e Mofaz na conferência de imprensa em que anunciaram o acordo de coligação.
Em Maio o novo líder do Kadima, Shaul Mofaz, provocou uma reviravolta na política israelita levando o partido para o executivo e suspendendo a convocação de eleições antecipadas. Agora Mofaz queixa-se que o primeiro-ministro Netanyahu não está a cumprir os termos do acordo de coligação ao não apresentar uma proposta alternativa à Lei Tal - lei que isenta os alunos ultra-ordoxos do serviço militar - uma vez que dissolveu a comissão encarregue de a elaborar. Assim,  ao fim de dois meses no governo o Kadima parece que já se está a preparar para sair.
Mofaz deveria ter aprendido alguma coisa com a liderança de Tzipi Livni. Não foi por acaso que ela sempre recusou fazer parte de um executivo liderado por Benjamin Netanyahu: o abraço do urso seria fatal.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Partido Kadima entra no governo

Depois da aprovação pela Knesset dos vários projectos que levariam à sua dissolução e à convocação de eleições antecipadas, tudo parece voltar à estaca zero: o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o líder da oposição, Shaul Mofaz, chegaram a acordo para a formação de um governo de unidade nacional e consequente cancelamento das eleições antecipadas. Ainda não há confirmações oficiais, mas a ser verdade provocará uma situação no mínimo caricata: dissolução e posterior reconstrução de um parlamento.

terça-feira, 27 de março de 2012

A queda de um ícone

Tzipi Livni perdeu estrondosamente as eleições primárias do Partido Kadima e simultaneamente o papel de líder da Oposição. A derrota já tinha sido prevista, antevista e adivinhada. Havia motivos para isso: ao longo dos últimos quatro anos Livni liderou um partido que não é de direita nem de esquerda, que estava despojado do seu pai fundador, Ariel Sharon, e que sofria com o marasmo do processo de paz, quando foi criado precisamente com  o propósito de o fazer avançar. Não é de admirar que quer a liderança de Livni, quer o próprio partido tivessem entrado em perda praticamente desde a vitória nas eleições legislativas de Fevereiro de 2009. 
Mofaz surge assim o sucessor natural na liderança:  já havia sido candidato nas primarias de 2008, sendo na altura derrotado por escassa margem, e contestou a liderança de Livni praticamente desde o início. O problema é que a vitória agora obtida pode bem ser a única que tenha. À sua frente tem a difícil  tarefa de segurar os assediados eleitores do Kadima, não os perdendo para os seus partidos de origem, trabalhista e Likud, e muito menos para um eventual partido formado por Yair Lapid. Só depois disso poderá almejar a ser primeiro-ministro. Há quem diga que tal é impossível e que o melhor que poderá alcançar é um cargo de ministro num futuro governo de coligação entre Likud e Kadima. É o mais certo. 
Desde a criação deste blogue que os leitores se habituaram a ver do lado direito o rosto de Livni desenhado sobre um fundo azul. A figura foi um ícone do Lisboa - Tel Aviv: Livni é uma apoiante do processo de paz e da solução de dois estados e é uma política decente. Não é coisa pouca na actual situação interna do Estado de Israel. Tendo em conta a nova realidade hoje criada, não se justifica manter o "Believni", pelo que o mesmo será retirado em breve. Pena.

Shaul Mofaz vence primárias do Kadima

Tzipi Livni depositou o boletim de voto numa das seções de Tel Aviv
Shaul Mofaz votou em Kfar Saba
Os resultados das eleições primárias do Partido Kadima estão totalmente apurados: Shaul Mofaz venceu com 61,7% dos votos, Tzipi Livni obteve 37,2%.
ACTUALIZADO.

domingo, 25 de março de 2012

Tudo a postos

Shaul Mofaz ou Tzipi Livni: cada um dos 96 mil militantes do Partido Kadima irá colocar um destes dois papelinhos dentro do envelope de voto.

Centenas de urnas como estas serão espalhadas pelos 197 locais de voto existentes em todo o país.

Toda a logística é tratada na sede nacional em Petah Tikva.
Militantes estão a trabalhar há vários dias para que tudo fique pronto a tempo.



Mofaz na frente

A menos de 48 horas das primárias do Kadima, a última sondagem interna revela uma inversão das tendência de voto: Shaul Mofaz está na frente, parecendo beneficiar da desistência a seu favor do candidato Avi Dichter. Livni, que tem liderado as sondagens até agora, parece correr o risco de perder a liderança do partido no último momento. 
Apesar do revés, Tzipi Livni continua a aparecer em todas as sondagens nacionais como a melhor classificada para disputar as eleições legislativas de 2013 contra Benjamin Netanyahu.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Primárias do Kadima

O eventual cenário de eleições antecipadas em Israel está a mover os principais partidos para a realização de eleições primárias: as do Likud serão a 31 de Janeiro e as do Kadima a 27 de Março. 
No Kadima são três os candidatos que se perfilam: Tzipi Livni, Shaul Mofaz e Avi Dichter. Todos eles são repetentes, tendo concorrido às primárias de 2008 (juntamente com o 4º candidato Meir Sheetrit). Na altura Livni derrotou Mofaz por pouco mais de 1% (43,1% contra 42%).
 Candidata Tzipi Livni, advogada, líder do Kadima desde 2008.

Candidato Shaul Mofaz, General na reserva,  ex- Chefe do Estado Maior do IDF.

Candidato Avi Dichter, sociólogo, ex-director do Shin Bet.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Partido Kadima rejeita entrada no governo

O Partido Kadima rejeitou por unanimidade a proposta de Benjamin Netanyahu para se juntar à coligação governamental. O partido considerou a proposta arrogante e acusou o primeiro-ministro de falta de honestidade.
A proposta de Netanyahu tinha claramente como propósitos cindir o maior partido israelita, e depois enfraquecer a parte que entrasse no governo. Aparentemente teve o efeito contrário: não só o Partido Kadima se uniu em torno da rejeição da proposta, como dentro do Partido Likud já há quem se demarque de Netanyahu. É o caso de Michael Eitan, que declarou que este tipo de manobras não fazem sentido e não são saudáveis, nem para o Estado de Israel, nem para a democracia.
Depois de ter visto a sua posição favorecida, devido a tentativa de emissão de um mandato de captura por parte de um juiz inglês, Tzipi Livni saiu mais uma vez reforçada ao conseguir fazer frente a mais um ataque que visava a divisão do seu partido. Tal feito, reforça-a não só perante o país, mas também perante os adversários internos, como é o caso de Shaul Mofaz, número dois do Kadima.

domingo, 27 de dezembro de 2009

O abraço do urso

O primeiro-ministro Netanyahu propôs ontem à líder da oposição, Tzipi Livni, a entrada do Partido Kadima no governo. A proposta contemplava a oferta de 2 ministérios a este partido: Livni teria uma pasta relacionada com a segurança, e Shaul Mofaz (número 2 do Kadima) seria ministro sem pasta.
Trata-se de mais uma manobra de Netanyahu para dividir o maior partido politico israelita. Desde que iniciou funções tem tentado, sem sucesso, cindir o Partido Kadima. Já por várias vezes propôs a entrada da líder da oposição no governo, chegando a oferecer-lhe 7 ministérios. A estratégia é simples: Livni entra, mas quem continua a mandar é ele. Desta forma Netanyahu concentra em si todos os poderes, e alberga de baixo das suas asas todos os líderes políticos israelitas: Livni, Barak, Lieberman e Yishai.
Por que não deve Livni aceitar integrar o Governo? Por vários motivos, a começar pelo facto de ter sido a mais votada nas eleições de Fevereiro. Ter o maior grupo parlamentar e não liderar o Executivo é um absurdo que poderá ter como consequência o desaparecimento do partido Kadima e o legado deixado por Ariel Sharon.
Só há duas maneiras de escapar ao abraço do urso: ou lidera firmemente a oposição, de maneira a poder substituir Netanyahu quando o governo dele cair, ou entra no Governo e influencia as políticas de maneira a que o centro de gravidade se desloque da direita para a esquerda. Ambas são difíceis de atingir e Livni poderá ter de escolher o menor dos males.