A Ministra das Vacinas da Saúde quer passar de perita em combater epidemias inexistentes para expert em poupança, anunciando aos quatro ventos que pretende poupar 50 milhões de euros na despesa do Serviço Nacional de Saúde. 50 milhões, uma aparente fortuna para os eleitores mais distraídos, mas que apenas correspondem a 0,61% de um orçamento de 8150 milhões. Claro que destas contas não fala Ana Jorge, pois o que importa é que aos olhos dos portugueses o Governo pareça poupado e rigoroso. O mesmo governo que acaba de contratar doze motoristas para o Gabinete do primeiro-ministro.
terça-feira, 25 de maio de 2010
E se aprendessem a ler?
Apesar da crise e das dificuldades orçamentais, no Ministério da Educação continua o esbanjamento. A dívida despesa do próximo ano lectivo vai aumentar mais uns milhões de euros, devido à distribuição gratuita de milhares de computadores Magalhães.
Para quem não se lembra, o Magalhães é um brinquedo que o governo socialista decidiu oferecer aos alunos portugueses, e que tem servido essencialmente para efeitos de propaganda barata. Os alegados benefícios pedagógicos ainda estão por demonstrar, mas o direito adquirido, de receber a inovadora ferramenta de trabalho, já está instalado.
Como se sabe, uma vez adquirido, o direito é eterno. Até porque o Magalhães tem provocado em muitos alunos uma alegria contagiante que tem servido de incentivo a mais distribuições. Um autêntico ciclo de vantagens que é quase impossível parar. Ainda para mais quando é pago com o dinheiro dos outros.
Como se sabe, uma vez adquirido, o direito é eterno. Até porque o Magalhães tem provocado em muitos alunos uma alegria contagiante que tem servido de incentivo a mais distribuições. Um autêntico ciclo de vantagens que é quase impossível parar. Ainda para mais quando é pago com o dinheiro dos outros.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Yishai apedrejado
O Ministro do Interior, e líder do Partido Shas (ortodoxo sefardita), Eli Yishai foi hoje apedrejado no Bairro de Mea Shearim em Jerusalém quando visitava a casa do Rabino Yosef Shalom Elyashiv. A visita tinha como propósito o envio de pêsames e terminou da pior maneira. Judeus do grupo Neturei Karta, conhecidos pelas suas posições anti-sionistas e radicais, insultaram o ministro, furaram-lhe os pneus do carro e atiraram-lhe pedras.
A violência dos extremistas religiosos começa a ser um assunto corriqueiro em Israel, mas desta vez teve a particularidade de se dirigir a um líder político ortodoxo, ele próprio um semi-extremista, conhecido por ter posições pouco tolerantes, quer em relação aos seculares, quer em relação aos assuntos mundanos.
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ESC 2010 - Oslo
Harel Skaat é um conhecido cantor pop israelita. Este ano representará o país no Festival da Eurovisão com a canção Milim. O vídeo de apresentação foi filmado em Tel Aviv e no deserto do Negev.
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sábado, 22 de maio de 2010
O que dizem os outros
A missão principal da escola - o ensino - está ser dificultada por um gigantesco e kafkiano sistema piramidal de avaliação, que inclui a avaliação externa das escolas, a avaliação dos directores e a avaliação dos docentes.
Todo esse sistema inclui critérios que valorizam o faz-de-conta, o show off, a quantidade de projectos e iniciativas que criam dificuldades ao cumprimento da missão de ensinar, desviam os professores do ensino directo das matérias e fazem perder tempo, dinheiro e recursos ao país. Continue a ler no ProfBlog.
Certificado de garantia socialista
Após ter passado seis anos a garantir mundos e fundos, o primeiro-ministro acrescentou hoje mais uma garantia ao seu extenso historial: a de que as novas taxas de IRS só se aplicam a partir do salário de Junho, apesar de um conveniente despacho decretar que produzem efeitos desde ontem.
Enquanto isso, a também garantista Ministra da Saúde declarou que os actuais serviços de saúde são para manter e estão garantidos.
Como se pode observar pela realidade, qualquer certificado de garantia emitido pelos socialistas vale zero, pelo que o melhor é ir guardando o dinheiro debaixo do colchão, para quando o mundo de direitos e garantias do PS implodir.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Só não fui por causa da tropa
O socialista, ex-UDP, ex-político, ex-deputado, ex-ministro Adjunto, ex-ministro da Administração Interna, ex-ministro das Obras Públicas, Jorge Coelho, deu hoje um ar da sua graça, e referiu-se à política com o desprezo de quem já não precisa dela para nada. Este abastado ex-governante teve a distinta lata de declarar que só um maluco é que se mete nisso e que se quisesse podia ter sido primeiro-ministro.
Coelho conta com a sua velha máxima, de haver muita falta de memória na política e nos políticos, para debitar baboseiras sem o risco de ser confrontado com o facto de ter estado anos e anos na vida política e de ter enriquecido nesse período. Mais um exemplo de como o cabotinismo prospera num país de desmemoriados.
Israel do passado - Ataque da aviação egípcia a Tel Aviv, Maio de 1948
Multidão corre para os abrigos.
Avião egípcio abatido.
Israel: 42% dos Judeus são seculares
O Bureau Central de Estatísticas divulgou no domingo os resultados de um inquérito à população judaica de Israel. O estudo revelou que 8% dos Judeus definem-se com haredim, 12% como religiosos, 13% como tradicionais-religiosos, 25% como tradicionais e 42% como seculares, numa escala decrescente de religiosidade.
O inquérito revela ainda que entre os homens em idade activa, 93% dos seculares trabalham, o mesmo acontecendo com 91% dos tradicionais, 94% dos religiosos, e apenas 52% dos haredim. Nas mulheres os resultados não são muito diferentes: 88% das seculares, 80% das tradicionais, 83% das religiosas e 61% das haredim.
Em relação às condições de vida em Israel, 88% dos Judeus declaram-se satisfeitos. Os haredim lideram com uma taxa de 96%, seguindo-se os religiosos com 91%, os seculares com 87% e os tradicionais com 86%.
Os dados fazem parte do levantamento anual sobre as condições de vida da população em Israel e foram obtidos através da entrevista de 7500 pessoas com mais de 20 anos.
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terça-feira, 18 de maio de 2010
O dono
Mais um dia, mais uma tirada: hoje Sócrates assumiu a propriedade da política económica portuguesa. A declaração por si só é irrelevante, pois já quase todos perceberam que o primeiro-ministro meteu um país numa cratera. O que ainda não se percebeu bem é se, ao dizer estes dislates, Sócrates está a gozar com os portugueses, ou se tem apenas um parafuso a menos. Aceitam-se apostas.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Israel do passado
Reunião do governo provisório (14/5/1948 - 8/3/1949).
Eliezer Kaplan – Ministro das Finanças (Mapai)
Yitzhak Greenboim – Ministro do Interior (Independente)
Bechor-Shalom Sheetrit – Ministro da Polícia e das Minorias (Sefardita e Comunidades Orientais)
David Ben Gurion – Primeiro Ministro e Ministro da Defesa (Mapai)
Zeev Sherf – Secretário do Governo
Pinhas Rosen – Ministro da Justiça (Progressista)
Haim Moshe Shapira – Ministro da Imigração e da Saúde (Hapoel HaMizrachi)
Yitzhak Meir Levin – Ministro da Segurança Social (Agudat Ysrael)
Yehuda Leib Maimon – Ministro das Religiões e das Vítimas de Guerra (Mizrachi)
Peretz Bernstein – Ministro do Comercio, Indústria e Abastecimento (Sionistas Gerais)
Não visíveis:
Mordechai Bentov – Ministro do Trabalho, da Habitação e da Construção (Mapam)
Aharon Zisling – Ministro da Agricultura (Mapam)
David Remez – Ministro dos Transportes (Mapai)
Moshe Sharett – Ministro dos Negócios Estrangeiros (Mapai)
O governo provisório não tinha Ministro da Educação, a pasta só seria atribuída no 1º governo eleito (1949).
O governo provisório não tinha Ministro da Educação, a pasta só seria atribuída no 1º governo eleito (1949).
"Campo de concentração" de Gaza já tem restaurante de luxo
Se passar pelo "campo de concentração - prisão a céu aberto" da Faixa de Gaza, já pode degustar saborosas refeições no novo complexo de quatro restaurantes de luxo (o Big Bite, o Green Terrace Café, o Embaixador e o Roots). É "o local perfeito para o seu jantar, uma sinfonia de serviços, um menu de 12 páginas com tudo o que quiser em carne, marisco e aves, instalações cobertas e ao ar livre para o seu evento".
Na atmosfera glamourosa do complexo encontrará o pessoal do PNUD, da UNICEF e da UNRWA, pessoas que adoram relatar ao mundo os horrores da vida em Gaza.
Mais fotografias e informações adicionais no blogue Philosémitisme.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Israel do passado
David Ben Gurion lê a declaração de independência do Estado de Israel, Tel Aviv, 14 de Maio de 1948
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
Bloco Central informal
O acordo hoje firmado entre o líder da Oposição e o primeiro-ministro, mais não é que do que um Bloco Central informal. Ao contrário do que José Sócrates havia dito, o Bloco Central não era uma ilusão, e poderia perfeitamente acontecer. A única coisa que ainda não se sabe, é se acontecerá o mesmo que em 1985: o PS passar à Oposição. Será mau de mais se isso não acontecer.
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O pedinchão
O primeiro-ministro está na televisão a "pedir" esforços aos portugueses. Ainda não foi desta que conseguiu estar à altura das circunstâncias: para além de mentir de uma forma absolutamente descarada, faz pedidos quando na realidade não se trata de pedidos, mas sim de ordens. A novilingua dos socialistas chega a todas as esferas, depois de transformar o roubo em "posse irreflectida", consegue agora transformar ordens em pedidos. Quando é que os portugueses irão pedir a Sócrates que desapareça?
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Só mudando de povo
Como é que um primeiro-ministro que quase arruinou Portugal, que mentiu e enganou de forma sistemática, que ocupou o lugar apenas com o propósito de promover os seus, e que revelou uma total incompetência e falta de seriedade no cargo, consegue passar por tudo isto sem ser responsabilizado? Como é que é possível que ainda tenha tempo para atirar com as culpas para os outros? Como é que conseguiu colar o líder da Oposição às medidas impopulares que terão de ser tomadas? E como é que um líder da Oposição dá a sua caução a um governante destes e não o responsabiliza pelas tremendas asneiras que fez?
As respostas são politicamente incorrectas, mas muito simples: porque grande parte do povo português compactua com estas situações. Quando um povo elege pessoas com o calibre de José Sócrates, é porque não anda muito longe do seu estilo e das suas características. E quem diz José Sócrates, pelos vistos também pode dizer Pedro Passos Coelho. Um país assim não tem solução, e os portugueses escusam de se queixar porque deixaram instalar este regime e compactuam com ele.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Best of "read my lips"
- "Não haverá aumento de impostos" 16 de Abril de 2010
- "Fomos o país que melhor resistiu à crise." 22 de Fevereiro de 2010
- "Decidimos aumentar o nosso défice, não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias." 1 de Fevereiro de 2010
- "Decidimos aumentar o nosso défice, não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias." 1 de Fevereiro de 2010
- “(...) não haverá aumento de impostos, porque a prioridade deste orçamento e dos próximos tempos será sem dúvida o crescimento económico e o emprego”. 24 de Novembro de 2009
- "Portugal é um dos primeiros países a sair da recessão" 13 de Agosto de 2009
- "Está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice" 25 de Julho de 2009
José Sócrates, primeiro-ministro, contador de inverdades compulsivo.
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O que dizem os outros
As luminárias governamentais que nos andaram a impingir o progresso da economia via investimento público gastaram tudo o que havia e endividaram o país até às orelhas sem que se vislumbrasse qualquer espécie de avanço que não fosse para o buraco em que acabámos metidos. (...) Ao fim, as luminárias ficarão sempre de consciência tranquila porque aos incompetentes basta o conforto das boas intenções. A sua incompetência é sempre culpa dos outros, neste caso, além do "especulador" é ainda do contribuinte que não produziu o suficiente para dar lume à luminosa torradeira. Vai daí, um novo “impulso” e sobem os impostos.
Continue a ler no Fiel Inimigo.
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domingo, 9 de maio de 2010
Livni: "É muito importante recordarmos o heroísmo do Povo Judeu"
Tzipi Livni, hoje em Jerusalém, na marcha dos veteranos da II Guerra Mundial, que assinalou os 65 anos da derrota da Alemanha Nazi.
No discurso que proferiu, Livni declarou às centenas de veteranos de guerra que "a Segunda Guerra Mundial é geralmente associada ao sofrimento do povo judeu e ao Holocausto, mas é muito importante, que juntamente com memória dos sobreviventes, nós recordarmos o heroísmo do povo judeu, o heroísmo dos soldados judeus - que deixaram suas casas e se juntaram aos vários exércitos no combate ao mal nazi."
No discurso que proferiu, Livni declarou às centenas de veteranos de guerra que "a Segunda Guerra Mundial é geralmente associada ao sofrimento do povo judeu e ao Holocausto, mas é muito importante, que juntamente com memória dos sobreviventes, nós recordarmos o heroísmo do povo judeu, o heroísmo dos soldados judeus - que deixaram suas casas e se juntaram aos vários exércitos no combate ao mal nazi."
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sábado, 8 de maio de 2010
Prova de Aflição de Matemática
O GAVE, Gabinete de Avaliação Educacional, é o departamento que trata da auto-avaliação do Ministério da Educação. Entre as suas incumbências, está a elaboração das já famosas provas de aferição, que como o próprio nome indica, servem para aferir. Nos últimos anos têm de aferido invariavelmente o mesmo: o ensino português é óptimo, os alunos aprendem imenso, o ministério é fantástico, e as ministras são de uma competência exemplar. Se alguma coisa corre menos bem, as provas apontam imediatamente os culpados: os professores. Nunca falha.
Este ano não fugirá à regra, pelo menos a julgar pela rudimentar prova de aferição de Matemática do 6º ano que exigiu aos alunos portugueses coisas tão complexas como: indicar o nome de uma figura com seis lados; calcular 1/4 de 8 chocolates, a soma 5 com 2, e metade de 75º; mostrar a quantos minutos corresponde a soma de três quartos de hora com um quarto de hora; e, pasme-se, seleccionar de entre 4 figuras a que tinha 1/3 sombreado a cinzento.
Mas há mais, há mais: quase toda a prova foi escrita num português esquisito e com uma pobreza de vocabulário impressionante. Começando pela menina Teresa e pelo menino Rui, que deram o mote a quase todas as situações "problemáticas", passando pelos tipos de entrada numa piscina, pelo menino que partiu um chocolate em oito bocados e comeu alguns dos bocados do chocolate, e acabando no preço do bilhete da camioneta, tudo parece ter sido escrito por (ou para) analfabetos.
Mas pior do que isto, é ser possível uma prova de Matemática não respeitar sequer as convenções de escrita do euro: nem vale a pena ir ao detalhe de escrever com duas casas decimais, mas pelo menos devia ter o cuidado de colocar o símbolo € à direita dos preços, e não à esquerda como aparece na prova.
A aferição realizada hoje pelos estudantes portugueses, vem mais uma vez demonstrar que não vale a pena os professores exigirem muito dos alunos, pois o Ministério da Educação rapidamente se encarrega de os desautorizar.
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