quinta-feira, 5 de abril de 2012

Momento socratino

Por muitas voltas que dêem à conversa, não há como fugir: a questão dos subsídios de férias e de Natal é um autêntico momento Sócrates do actual Governo. Dizer uma coisa, a seguir dizer outra, sempre de maneira a tratar os portugueses por parvos, era a imagem de marca do anterior primeiro-ministro. Pelos vistos essa imagem fez escola e o actual líder do Governo segue pelo mesmo caminho.
Está bem à vista o estado da democracia em Portugal: o governo engana descaradamente os eleitores e a oposição, vulgo PS, faz o mesmo ao declarar-se contra o desemprego, contra a austeridade e contra todas as medidas do memorando que assinou quando era governo. Assim torna-se difícil medir quem engana mais.

5 comentários:

Eduardo F. disse...

Meu caro,

Este "momento socratino", como bem caracteriza a coisa, teve hoje (ontem) uma reprise. Refiro-me à "suspensão" da antecipação da reforma por velhice, por sinal apenas aplicável a todos os que não são funcionários públicos.

Suspeito bem que estes "momentos" se venham a transformar em momentum...

DL disse...

@ Eduardo F

A seguir será aplicado aos funcionários públicos. A CGA está em pior situação financeira do que a Segurança Social. Talvez estejam a adiar a medida porque há sectores da função pública a ficar às moscas, como escolas e hospitais.

Lura do Grilo disse...

Uma vergonha!

Anónimo disse...

Trabalho no ministério da agricultura e a quantidade de funcionários que se estão a reformar é tal, muitos nem sequer antecipadamente, que muitos departamentos correm um sério risco de parar!
É um problema a que não se está a dar atenção, mas que daqui a 3 ou 4 anos vai ter consequências mais visíveis.
F.G.

RioD'oiro disse...

DL:

"A seguir será aplicado aos funcionários públicos."

Talvez sim mas apenas se se der o caso de passar a haver funcionários públicos a mais. Repare que não havendo necessidade de substituir o aposentado, é indiferente ao estado pagar no activo ou na aposentação. Só haverá diferença se o funcionário tiver que ser substituído porque, nessa altura, o estado passará a pagar uma aposentação e um novo salário.