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segunda-feira, 31 de março de 2014
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Nunca há momentos entediantes na política israelita
Não se pode dizer que a política israelita seja enfadonha ou maçadora. Em menos de uma semana 4 casos agitaram ainda mais as turbulentas águas da vida política em Israel:
- Esta manhã a deputada Anastassia Michaeli (Yisrael Beiteinu) atirou água ao seu colega Galeb Majadele (Trabalhista), porque ele a apelidou de fascista. A cena passou-se durante um acalorado debate na Comissão parlamentar de Educação. (ver vídeo)
- O pai do soldado Gilad Shalit, Noam Shalit, anunciou que vai concorrer à Knesset pelas listas do Partido Trabalhista.
- O decano apresentador televisivo e jornalista Yair Lapid demitiu-se do Canal 2 para se dedicar à política. A intenção parece ser a de fundar um novo partido, que segundo sondagens recentes tem grandes possibilidades de se tornar no segundo maior da Knesset, com 15 a 20 assentos. O seu pai - Tommy Lapid - tinha feito o mesmo há uns anos atrás quando fundou o Partido Shinui, desconfigurando completamente o sistema parlamentar assente em dois grandes partidos (o Likud e o Trabalhista).
- O ex-primeiro-ministro Ehud Olmert foi formalmente acusado de corrupção.
As duas últimas não agoiram nada de bom para o Partido Kadima de Tzipi Livni.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Katsav preso
O ex-presidente de Israel, Moshe Katsav, deu hoje entrada na prisão de Maasiyahu para cumprir uma pena de 7 anos. O Shabas - serviço prisional israelita - atribui-lhe o número 1418989 e não o colocou em risco de suicídio. Katsav foi condenado pelos crimes de violação, assédio sexual e obstrução à justiça. O caso arrasta-se desde 2006, ano em que surgiram as primeiras denúncias de assédio sexual e de violação.
Não é a primeira vez que em Israel um político é condenado ou forçado a demitir-se devido a problemas com a justiça: Shlomo Benizri, ex-ministro do Partido Shas (ortodoxo sefardita), foi preso há uns anos por desvio de dinheiro [ocupou a cela que foi atribuída a Katsav]. Outros dois casos conhecidos são os de Yitzhak Rabin que foi forçado a demitir-se do cargo de primeiro-ministro em 1977 por deter uma conta em dólares nos Estados Unidos - facto ilegal na época - e o de Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro, que também se demitiu por ter recebido donativos ilegais para o financiamento do Partido Kadima - aquilo que em Portugal se chama de 'finaciamento partidário através de malas cheias de dinheiro'.
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