segunda-feira, 6 de maio de 2013

Zero na propaganda

No plano da propaganda política o atual primeiro-ministro fica a léguas do anterior. O último pacote de medidas de austeridade é apenas mais um exemplo: Passos Coelho deu a cara por medidas muito impopulares. Dois dias depois o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, e parceiro de coligação, apareceu aos portugueses a discordar de uma delas. Como se isso não fosse pouco, parece que a medida em causa - uma taxa sobre os reformados - ainda não está decidida e não irá avante precisamente porque Paulo Portas não a aprova. Se é assim, por que motivo o primeiro-ministro se deixa sempre arrastar para o papel do mau? E por que se desgasta a anunciar medidas que depois acabam por não se verificar? E por que permite que o ministro dos Negócios Estrangeiros faça sempre o papel do bom da fita? Há quem diga que se trata de tática política da parte de Passos Coelho, mas deve ser mais aselhice. E os aselhas não costumam durar muito tempo à frente dos governos.

1 comentário:

I. B. disse...

Absolutamente! Este Governo, com todos os seus defeitos e muitas insuficiências, com toda a sua falta de gente com fibra de estadista, não tem esbanjado dinheiro em propaganda. O anterior até os artífices da campanha do Obama foi buscar...
Quanto ao Portas, para mim é uma porta definitivamente fechada. A situação é grave demais para andar desde o princípio a brincar às escondidas. A luta pelo Poder vale todas estas indignidades, estes golpes baixos? Não vale!

I.B.