segunda-feira, 20 de abril de 2009

O que é afinal o sionismo?


Dezenas de delegados ocidentais à conferência sobre o racismo das Nações Unidas, a decorrer em Genebra, abandonaram esta tarde o plenário durante o discurso do Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que voltou a acusar Israel de ser “o mais racista” de todos os governos...Dezenas de delegados levantaram-se de imediato e não ouviram já o dirigente iraniano declarar que “o sionismo personifica o racismo”.
O presidente do Irão fez em Genebra o que tinha feito em 2001 em Durban. Nessa altura, o Irão e os seus aliados, transformaram a cimeira "anti-racista" num panfleto anti-Israel. A palavra sionismo foi largamente deturpada e utilizada para fins políticos a favor daqueles que querem ver o Estado de Israel varrido do mapa. Um dos sloganes largamente apregoados na altura, foi o mesmo que Ahmadinejad usou agora: que sionismo era o mesmo que racismo. Mas quantos daqueles (inclusive em Portugal) que têm propagado este slogan até á náusea, sabem exactamente o que é o sionismo?
Para os que não sabem, o sionismo foi um movimento iniciado por Theodor Herzl no final do século XIX, que teve como objectivo a auto-determinação dos Judeus, no seu próprio Estado (Israel). Nem mais, nem menos. Tudo o resto que queiram colar à palavra não é mais do que desinformação propositada, destinada aos menos atentos.
Declaração de interesses: sou favorável sionista.

4 comentários:

Carlos disse...

O fanatismo islamico é dificil de entender num mundo em que a informação e acesso á cultura é tão facil. A via seguida pelo Irão é prejudicial ao país e ameaça os seus vizinhos. O unico apoio do Hezbolah ou Hamas não é credivel. Se quiser ser uma ameaça nuclear, deve olhar para quem o rodeia: Russia, Paquistão, Israel/USA. Incompreensivel!

Levy disse...

Tem razão Carlos. Acrescento que a via seguida pelo Irão é prejudicial também aos palestinianos. São eles as principais vitimas por terem um dos seus movimentos a ser financiado por este país.

Helder disse...

Religião à parte. Se eu fosse expulso da minha casa e forçado a viver num gueto tinha todos os motivos para me revoltar contra o ocupante.
Partindo do principio de que as armas nucleares ja deveriam de ter sido erradicadas da face da Terra, não consigo compreender como alguns países (por exemplo os EUA e Israel) acham que só eles tem direito a ter essas terríveis armas... os países não são todos iguais? Parece-me que afinal uns são mais iguais que outros.

Levy disse...

Helder,

Dai a necessidade de estabelecer um estado palestiniano. Quanto a isso acho que já expliquei a minha posição.

Em relação às armas nucleares, registo a sua selectividade apenas para 2 países (EUA e Israel).