quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O 'eduquês' aplicado à economia

Cada vez é mais evidente que os socialistas não falam como as outras pessoas. Tal como no ensino, onde encheram o sistema com uma linguagem oca, redonda e pouco precisa, vulgo 'eduquês', também na economia estão a dar largas à sua fértil imaginação povoando essa área com expressões que não querem dizer rigorosamente nada. Exemplo disso são as medidas hoje aprovadas para estimular a economia: 
- Incentivar modelos, nomeadamente associativos, de escoamento da oferta nacional, em especial no sector agrícola; 
-  Promover a contratação colectiva de trabalho, devendo o Governo fazer todas as diligências para a sua efectividade;
- Promover a negociação colectiva nas matérias em apreço, permitindo uma maior aceitação e consensualização das medidas concretas que venham a ser adoptadas em cada empresa.
- Dinamizar a criação de áreas de reabilitação urbana, especialmente em zonas de intervenção prioritária, e apoiar o lançamento dessas operações, em colaboração com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses;
- Valorizar a facturação enquanto forma de combate à fraude e à evasão fiscal.
Nenhuma destas medidas pode ser aferida e daqui a 6 meses ninguém saberá se o Governo incentivou, promoveu, dinamizou, ou valorizou seja o que for. Trata-se daquilo a que vulgarmente se chama o 'verbo de encher', e que apenas têm como propósito fingir que se faz. Nada mais do que isso.

2 comentários:

R disse...

Muito boa análise, David.

Medidas inúteis porque não são medidas concretas, são simples retórica...

Tão útil como declarar logo "Estimular a economia e tornar Portugal o país mais rico do mundo.". Enfim...

Antonio Augusto disse...

Boa analise mesmo.

No Brasil, comparamos essas "genialidades" com o técnico de futebol que, perdendo o jogo, grita aos jogadores "vamos lá, vamos jogar bola, vamos fazer gols", mas não passa instruções específicas.