quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dos extremos

O Bloco de Esquerda é um partido que não tem a noção dos extremos. Não só não se reconhece a si próprio como um partido extremista, como vê extremistas onde eles não estão e não os vê onde eles estão. Desta forma, para o Bloco todos os que não estão próximos de si são extremistas e vice-versa.  É por isso natural que Avigdor Lieberman seja considerado extremista e o Hamas não.
Uma delícia estes critérios da extrema-esquerda folclórica alegre portuguesa. E por falar em alegria, sempre houve algum repúdio alguma agitação.

4 comentários:

Boaz disse...

Deixei este comentário no artigo da convocatória para a algaraviada contra Avigdor Liberman no blog AntiNato. Duvido que o publiquem...
"Interessante que não se vê nenhum cartaz contra o apartheid que o Hamas montou em Gaza contras as mulheres, os cristãos e os opositores ao terrorismo islâmico. Pois é, nestas manifs da extrema-esquerda, a tão humanista militância é sempre meio vesga.
E não se esqueçam de queimar a bandeirinha azul e branca (não a do FCP, pois claro) para parecer justo."

David Levy disse...

Aqui será sempre publicado Boaz :)

RioD'oiro disse...

A manif foi um "sucesso". Havia gente suficiente para segurar um cartaz.

João Martins disse...

David, concordando genericamente consigo, acho que o importante seria distinguir dois planos: o MNE Lieberman é, para mim, extremista no plano político interno (e democrático) israelita - tal como o BE ou PCP são extremistas no quadro político português; os outros são puros terroristas (acho que extremista neste quadro será uma classificação muito débil).