Tudo começou quando dei de caras com uma Associação de Apoio a Surdos e
Mudos. De imediato, fui acossado pelo impulso de iniciar uma cena de “apanhados”.
Cujo sketch consistia em escrevinhar num papel o nome da dita e mostrá-lo aos transeuntes, para depois perguntar-lhes "onde fica?", Quando a
bondade das vítimas me desse o braço e me ajudasse a dar dois passos (sim, só
dois, pois não tinha saído do mesmo sítio) até à porta da da associação, o meu
telemóvel tocaria e eu atenderia com a maior das naturalidades para despertar
iras e tempestades.
Ao deixar esta maldade pendente, já na rua da Cinemateca, decidi perguntar
ao rapaz do quiosque, não pela Cinemateca, mas sim pela Sinagoga.
- Si-na-go-ga? A Sinagoga não é aqui.
- Isso, eu sei. Aqui é a Ci-ne-ma-te-ca. Mas é perto daqui.
- Olhe, a única Sinagoga que conheço é na Praça de Espanha.
- Não, isso é a Mesquita.
- Ou isso, sei lá!
- Obrigado.
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