segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por que será?

18 mil professores reformados desde 2007. Uma média de 10,3 por dia.

20 comentários:

Anónimo disse...

Estavam cansados de «trabalhar»!

David Levy disse...

De trabalhar e de ouvir bocas como a sua. E por falar em trabalho, o caro anónimo às 16:32 já está em frente ao computador a fazer comentários sobre o trabalho dos outros. Deve ter um bom horário....

David Levy disse...

Ah já me esquecia: nos Açores (local de onde o caro anónimo escreve) ainda eram só 15:32.

Anónimo disse...

Não sabe se o anónimo estava de férias, se trabalha por turnos, se estava desempregado, se não tem horário. De qualquer forma, a questão não era o que o anónimo fazia, era o que os professores faziam. Será que o anónimo era professor e nesta quadra festiva como em outras estava de férias obrigatórias? Ah! Não são férias são só interrupções lectivas…

David Levy disse...

Ah o "anónimo" pode ter todas essas variáveis. Os professores é que pelos vistos não. Se estão uns dias sem estar na escola é porque são uns malandros, independentemente daquilo que fizeram antes (reuniões, avaliações, relatórios, etc).
Realmente é impressionante como é há pessoas que repetem que nem papagaios o que o poder socialista voa manda repetir.

PS: a questão nunca é o que cada pessoa faz nos seus empregos, é sempre e invariavelmente o que os professores fazem no seu. Nem se percebe como é que um país com gente tão laboriosa (com excepção dos professores) está no estado em que está.

Anónimo disse...

Só sendo tão laboriosa esta gente consegue:
1) Pagar os mesmos modelos de carros quase ao dobro da maioria dos países
2) pagar rendimentos mínimos a dezenas de milhares de mandriões
3) pagar aos professores do estado e ter de pagar o colégio privado dos filhos
4) pagar para os hospitais do estado e ter de pagar seguro de saúde para a família
5) pagar combustíveis mais caros que nos outros países
6) pagar IMI de casas com rendas congeladas em que se recebe de rendas metade do valor do IMI
7) pagar a militares para estarem reformados com menos de 50 anos
8) pagar a professores para terem horários lectivos de 12 horas por semana
9) ir para o estrangeiro trabalhar é valorizada pela qualidade e pela quantidade do seu trabalho
10) pagar o dobro dos deputados que precisa com as respectivas mordomias
11) pagar os milhões de prejuízo das TAPs, RTPs e afins
12) pagar o dobro das autarquias e respctivas mordomias dos seus funcionários
13) pagar 10 estádios de futebol para ficarem às moscas
14) pagar milhões por um TGV com 0 km
15) pagar a milhares de professores que não dão aulas (sindicatos e muitos outros que se arrastam pelas repartições do ME)

Tem de haver alguém que trabalhe, não lhe parece?
Eu conheço muitos que têm de ter 2 empregos ou que trabalham 12 horas por dia no seu.
O problema deste país é que há muitos a viver do trabalho de poucos.

PS- Gosto bastante do seu blog e não tenha nada contra alguém por ser professor.
Acho que ganham pouco no inicio de carreira, que ganham em demasia no final de carreira e que trabalham muito, muito pouco em comparação com o resto da população. Sei do que falo porque já fui professor. Poucos éramos os que preparávamos as aulas, o resto esperava que o tempo passasse e que o tempo de serviço lhes trouxesse mais dinheiro e menos horas.
Não digo que não haja professores competentes e merecedores do que ganham. Mas também é verdade que a maioria não é assim e ganha tanto ou mais que os competentes.

David Levy disse...

Caro anónimo,

O seu ponto 8 não é correcto. Não há professores com horários de 12 horas. Em tempo houve, e não eram de 12 eram de 14. Actualmente ninguém passa na escola menos de 25 das 35 horas que constituem o horário semanal de trabalho.

Em relação ao trabalho dos professores, a coisa não é bem como descreve. A maioria dos professores está cheia de trabalho. Até ai não vem mal nenhum ao mundo, o problema é que a maioria desse trabalho não está relacionado directamente com o ensino e com o os alunos, mas sim com burocracia absurda. Falo com conhecimento de causa, pois passo grande parte do meu horário extra-lectivo a tratar de papelada inútil: desde relatórios de tudo e mais alguma coisa, passando por actas, planos disto e daquilo, e acabando em "reflexões" e elaboraçãos de "estratégias"...

Sobre a competência dos professores, digo que a maioria é competente, mas que há lá imensos aselhas, para não lhes chamar outra coisa. Esse foi um dos motivos que me levou a opor-me ao modelo de avaliação dos socialistas, que não avalia nada e se destina apenas a ganhar os votos da claque anti-professores. Os resultados estão à vista: a avaliação concluída em 2009 atribuiu 99,5% de classificações superiores ou iguais a BOM. Alguém acredita nisto?

Obviamente que tem de haver alguém que trabalhe. Agora imagine como se sentem as pessoas que nas escolas, e na função pública em geral, trabalham bem e estão sempre a levar com o rótulo de malandros...

David Levy disse...

E em relação à comparação com o resto da população, quanto muito é igual.
O anónimo desculpe, mas o povo é o mesmo e eu não aceito que se diga que uma classe é constituída por preguiçosos e o restante da população por laboriosos trabalhadores.
Além disso, não percebo porque se focam quantidade de trabalho e não na qualidade...

Anónimo disse...

14 horas até ao 9º ano.

do 10º ano ao 12º - horário completo de 20 horas por semana no início de carreira e 12 horas por semana já com as reduções por idade. Na prática reduz ainda mais com horas para apoios a actividades da escola ou para receber pais.

O problema não é ser uma classe improdutiva é serem várias classes improdutivas. Em Portugal temos uns poucos a trabalhar para muitos que vivem à conta do Estado. É esse o nosso problema.


O que fez os professores "fugirem" foi o medo de já não o poderem fazer com os mesmos benefícios para o próximo ano.

David Levy disse...

O que fez e faz os professores fugirem é o extraordinário cansaço que têm, a indisciplina galopante, a balburdia instalada, a burocracia sem fim, os cortes salariais, e principalmente a grande desconsideração com que uma imensa claque anti-professores os trata.

Há situações de pessoas estão no limite. Conheço alguns casos. Trabalham e mesmo assim levam dos pais, dos alunos, do director, do ministério e ainda têm fama de malandros. As pessoas deviam era ter coragem e deixar andar, porque como alguns dizem e bem: não nos pagam para isto.

Esse horário que você insiste em repetir não existe. São 25 horas na escola (mínimo) e não há redução para receber pais: há 1 hora marcada no horário para isso, que na maior parte das semanas são 3 ou 4, porque por vezes aparecem mais pais, e os directores de turma recebem-nos fora do horário. E essas 3 ou 4 não são pagas.
Os apoios não dão reduções. É impressionante o nível de desinformação.

O problema será de facto haver várias classes improdutivas, por isso é que eu não entendo essa fixação com os professores. Ou melhor entendo: enquanto batem nos professores, ninguém discute as suas próprias classes. E num país de invejosos como Portugal nada melhor do que ter um bode expiatório para todos os males.

Faroleiro disse...

do estatuto da carreira docente:

http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=100&doc=164&mid=115

20-8 = 12 horas por semana

É só fazer contas...





Artigo 77º
Componente lectiva
1 - A componente lectiva do pessoal docente da educação pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico é de vinte e cinco horas semanais.
2 - A componente lectiva do pessoal docente dos 2º e 3º ciclos do ensino básico é de vinte e duas horas semanais.
>>>>3 - A componente lectiva do pessoal docente do ensino secundário, desde que prestada na totalidade neste nível de ensino, é de vinte horas semanais.
<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<
4 - A componente lectiva dos docentes da educação e ensino especial é de vinte horas semanais.


Artigo 79º
Redução da componente lectiva
1 - A componente lectiva a que estão obrigados os docentes dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e os do ensino secundário e do ensino especial é sucessivamente reduzida de duas horas, de cinco em cinco anos, até ao máximo de oito horas, logo que os professores atinjam 40 anos de idade e 10 anos de serviço docente, 45 anos de idade e 15 anos de serviço docente, 50 anos de idade e 20 anos de serviço docente e 55 anos de idade e 21 anos de serviço docente.

David Levy disse...

O Faroleiro comete 2 erros:

- Faz referência a um artigo 79º da Carreira Docente que está desactualizado.
A versão correcta (DL 15/2007)tem para o artigo 79º a seguinte redacção:

Redução da componente lectiva
1 - A componente lectiva do trabalho semanal a que estão obrigados os docentes dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, do ensino secundário e da educação especial é reduzida, até ao limite de oito horas, nos termos seguintes:
a) De duas horas logo que os docentes atinjam 50 anos de idade e 15 anos de serviço docente;
b) De mais duas horas logo que os docentes atinjam 55 anos de idade e 20 anos de serviço docente;
c) De mais quatro horas logo que os docentes atinjam 60 anos de idade e 25 anos de serviço docente.

- Refere a componente lectiva, mas esquece-se de referir a COMPONENTE NÃO LECTIVA, que compreende as Salas de Estudo, os Apoios Pedagógicos, os Clubes, os Projectos, os cargos de coordenação, etc. Alias as reduções da componente lectiva REVERTEM para a componente não lectiva. A soma das duas atinge um mínimo de 25 horas na escola. Acresce a isso o horário de trabalho individual, que normalmente é cumprido em casa, e se destina à correcção de testes, exames, trabalhos, preparação de aulas, elaboração de fichas, actas, relatórios, planificações, etc. Para esta parte em teoria sobram 10 horas, mas é só em teoria. Normalmente é muito mais.

A má fé e a desinformação de algumas pessoas é impressionante. Mas até se percebe em parte, visto que o maior sindicato a FENPROF nem se dá ao trabalho de actualizar as informações que tem no seu site. Esse link que o Faroleiro colocou está completamente ultrapassado.

O Decreto Lei DL 15/2007 pode ler aqui:

http://www.ige.min-edu.pt/upload/GuiaProcessoDisciplinar/DL15-2007%20ECD.pdf

Posteriormente já houve mais 2 alterações ao Estatuto da Carreira Docente (em 2009 e em 2010) mas que não alteraram esses artigos (77 e 79). As constantes alterações são aliás uma marca deste Governo que produz legislação a metro.

Se tiver paciência leia a última versão (DL 75/2010) e veja como é difícil sobreviver ao emaranhado de legislação:

http://www.educare.pt/educare/media/pdf/dec_lei_75_2010.pdf

Boas leituras.

Anónimo disse...

Ah ah ah

Que grande malha que o Levy deu ao Faroleiro. É no que dá porem-se a falar do que não sabem. Informem-se antes de falar contra os professores.

Parabéns Levy!

Rantanplan disse...

Sim, mas muitos dos que se reformaram votaram nos xuxas, ajudaram a criar este caos e depois fugiram. Nem todos são inocentes, há por lá, nesses reformados, muitos culpados com as mentes entupidas de parvoíces de esquerda.

Faroleiro disse...

Caro Levy,

Agradeço a informação da actualização do ECD. Mas na essência não muda o que foi dito: há docentes com 12 horas lectivas por semana. De acordo com a legislação que referi, a partir dos 40 anos. Pelos vistos, essa legislação foi revogada e agora é a partir dos 60 anos. Repito não muda a essencia do que foi dito.

Sobre a componente não lectiva, que é realizada em casa, como a preparação das aulas, correcções de testes, etc, pelas opiniões que expressa no seu blog e pela forma como as expressa, não o tenho como pessoa de má-fé, mas mudarei a imgem que tenho se me quiser fazer acreditar que a maioria dos professores usa a totalidade desse tempo para esses efeitos. Não há provas todos os dias nem todas as semanas, e, à medida que os anos vão passando, as matérias estão mais que preparadas.

Sei que as coisas estão mudadas, que o novo processo avaliativo ocupa mais tempo aos professores, mas esse tempo será útil em termos de processo educativo? Não será mais um "trabalho de praxe"? Eu como pai e Cliente, ficaria mais satisfeito ao saber que esse tempo dos professores era usado para reforçar a aprendizagem.

Por isso, tenho de concordar, quando dizem que é um desperdicio o povo pagar a professores que dão apenas 12 horas de aulas por semana.

David Levy disse...

Caro Faroleiro,

Muda complemente. O Faroleiro apareceu aqui a insinuar que os professores portugueses trabalhavam 12 horas por semana. Agora já diz que são 12 horas lectivas, mas continua a ignorar as outras 13 não lectivas e as 10 de trabalho individual em casa. Lamento que seja assim, e recordo-lhe que só os professores do secundário e com mais de 60 anos (uma ultra-minoria) é que têm 12 horas lectivas.
Pessoalmente sabendo por experiência própria o desgaste mental e físico que é hoje em dia o trabalho docente (trabalho numa escola pública da cidade de Lisboa que tem alunos dos chamados 'bairros sociais') não considero ser favor nenhum que um professor com mais de 60 anos tenha uma redução no número de aulas, principalmente quando essa redução é aplicada em cargos de organização e coordenação.

Como calcula, não lhe posso garantir que todos os professores preparem as suas lições, nem há maneira de provar isso, mas afianço-lhe que a maioria dos professores o faz. Por um simples motivo: o escrutínio que esta profissão tem é implacável. Quer por alunos, quer por pais, quer por colegas.

De tudo aquilo que escreveu, aquilo que mais me custa é a generalização e o desconhecimento que parece ter em relação à dificuldade que há hoje em dia em ensinar nas escolas. Não há redução nenhum e nem dinheiro que paguem o que às vezes se vê, ouve e sente. Qualquer professor lhe confirma isso e qualquer psiquiatra também.

David Levy disse...

@ Rantanplan

É como diz.

Faroleiro disse...

Caro Levy,

Se reler sempre se referem horas lectivas. No entanto, pelo menos antes da reforma da Ministra Lurdes Rodrigues, estas horas coincidiam com as horas de trabalho da maioria dos professores.
Ainda hoje, a esmagadora maioria dos professores têm o chamado dia de folga, ou seja, trabalham apenas 4 dias por semana! Não conheço mais nenhuma profissão assim (e espero que não haja mais em Portugal)
Em relação às reduções de horas, mesmo que agora sejam a partir dos 50 ou dos 60, qual a lógica? Ser professor desgasta mais que ser pedreiro, executivo ou vendedor? Porque que raio os professores mais idosos trabalhar menos horas que um pedreiro mais idoso?

Penso que o stress dos professores nas aulas resulta sobretudo de falta de controlo sobre os alunos, devido aos professores não terem instrumentos (regulamentos, etc) que os ajudem a manter a disciplina nas aulas. Mais, a situação é agravada pelas teorias de aprendizagem ridículas que aprendem nas ESEs, que quando aplicadas na prática fazem o professor perder o controlo da aula e ter de se preocupar mais com a disciplina e reduzir o foco no ensino.
Mas de quem é a culpa? Será que os sindicatos dos professores se preocuparam com isto? Será que exigiram mudança das condições de trabalho? Não. Ao longo dos últimos 30 anos apenas exigiram - e conseguiram - menos horas e mais dinheiro. Até horários 0 este povo pagou. E nos dias de hoje até paga a 2 professores de Educação Visual por turma...
Os custos do ensino público são totalmente desajustados em relação à qualidade do produto gerado. Numa empresa, isto seria motivo de preocupação para gestores e empregados. No ensino público ninguém se preocupa …
Esta discussão vai longa e não tenho muito tempo para a continuar. Mas não pense que os professores são uns coitadinhos maltratados e que por isso têm de se reformar antecipadamente. O reformar-se antecipadamente é mais um privilégio que os professores têm. Se essa oportunidade fosse dada a todos os trabalhadores deste país, quase todos aceitavam e o 100,000 milhões do FMI já não chegavam.
Dê graças a Deus pelo que tem e veja se os seus colegas ganham consciência disso.
Vou continuar a visitar o seu blog (que é excelente) e até qualquer dia.

David Levy disse...

@ Faroleiro,

- Parece ignorar o stress da profissão docente - está estudado e demonstrado. Os professores a par do pessoal de saúde e dos controladores aéreos são as profissões mais desgastantes. É assim, e não é sua opinião ou a minha que mudam isso.

- A redução das horas lectivas é revertida para horas não lectivas (coordenação, clubes, salas de estudos, apoios, projectos). Não sei qual o problema que vê nisto e que sejam os professores mais velhos a coordenar as coisas... O que interessa é que todos têm de estar um mínimo de 25 horas na escola. Apesar disso, sei bem que há uns mais sacrificados que outros, visto que há sempre disciplinas sem testes e exames para ver...

- Do resto que escreve, não discordo no geral. Apenas duas discordâncias: a indisciplina e a reforma antecipada.
Parte da indisciplina resulta disso que refere, mas principalmente de problemas sociais externos à escola. Toda a gente deveria conhecer o tipo de alunos que hoje em dia andam pela escola e o que diariamente se recusam a fazer. Aliás adorava ver muitos dos que dão palpites sobre o ensino a passarem uma semana apenas com as turmas de hoje em dia. Já vi gente perder a cabeça em situações do dia-a-dia que são uma brincadeira de crianças comparada com as centenas de situações com que um professor lida na sala de aula todos os dias. Mais: quando a escola e a sociedade em geral passam para os professores a culpa pela indisciplina, e por tudo o resto, rotulando-os de malandros, preguiçosos,etc só os estão a desautorizar perante os milhares de alunos "problemáticos" (como agora se diz) que têm nas aulas e a agravar o cansaço, a desmotivação, as vezes a demissão, e em casos limites o esgotamento e o burnout. Não sei o que é que se ganha em desconsiderar os professores. Basta ir a qualquer caixa de comentários dos jornais, para se poder saber as enormidades que se escrevem sobre os docentes.
Em relação às reformas: os professores reformam-se nas mesmas condições que os outros funcionários públicos, que por sua vez estão a ser equiparados ao sector privado. O que escreve acerca da reforma antecipada pura e simplesmente não é verdade- se decidirem ir mais cedo levam a devida penalização como todos os outros. O que me faz impressão é que depois de tanto ajustamento e tanto corte, continuo a ler coisas como lia há 10 anos. O que o Faroleiro escreve é disso exemplo, dai deduzir que ou está mal informado ou tenha qualquer tipo de implicação com esta classe.

Eu não tenho de dar graças a Deus, porque sei o que faço, o que passo e o que recebo. Agradeceria se não fosse merecido.

Agradeço as suas opiniões, apesar de considerar parte delas profundamente erradas, lamento que não tenha desfeito a minha opinião acerca do que realmente pensa dos professores, e agradeço-lhe as visitas ao blogue e a consideração que tem por ele. Comente sempre que quiser. Até um dia :)

Anónimo disse...

Tenho seguido a discussão entre o Levy e o Faroleiro. Apesar de reconhecer algumas criticas do Faroleiro, julgo que a maioria são preconceitos que não têm qualquer ligação com a realidade. O Levy, que é professor como eu, é mais assertivo e sabe do que fala, porque como é lógico fala com conhecimento de causa.

Para o sr Faroleiro, se se interessa por este assunto, recomendo-lhe uma pesquisa sobre o burnout e os efeitos que tem nas várias profissões.

Pode começar por aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Burnout

Talvez o ajude a perceber que faz parte de um grupo de pessoas, que com as suas criticas profundamente injustas, em vez de ajudar a melhorar o ensino, só o está a piorar, porque desconsidera muitos daqueles que diariamente se esforçam nas escolas.

Luísa, professora do ensino secundário.