segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Da canalha

O governo socialista continua com a sua estratégia de bullying contra os professores. Depois de tudo o que se assistiu nos últimos 6 anos, de leis,  contra leis,  despachos, despachinhos e regulamentos vários, eis que o ME decidiu pôr os directores das escolas a rever toda  a papelada referente às progressões na carreira dos professores dos últimos 3 anos.  Para isso, emitiu duas circulares, esta e esta, onde explana a sua interpretação das sucessivas leis por si próprio criadas. A estratégia do Governo é obviamente intimidar e criar a confusão, condições necessárias para impedir o mais possível as poucas progressões que ainda terão lugar antes do dia 1 de Janeiro de 2011.
As circulares, emitidas na sexta-feira à noite, denotam bem em que é que consiste a governação socialista na educação: avalanches continuas de legislação, centralização do poder na 5 de Outubro e, desmoralização e infernização da vida dos professores. 
As avalanches de legislação colocam as escolas num constante faz e desfaz. Desde 2005 que este Governo já alterou 3 vezes o Estatuto da Carreira Docente, 2 vezes o Estatuto do Aluno, várias vezes a avaliação de desempenho, etc etc. De cada vez que se altera uma lei, mais  uns quantos regimes transitórios são criados, assim como, mais uns despachos regulamentares, com os respectivos anexos e tabelas.
Paralela a isso, e tal e qual um gigantesco big brother, continua a centralização do poder administrativo e pedagógico nas estruturas do ME. Exemplo são os constantes pedidos de esclarecimento que muitos directores têm de fazer, para resolver simples assuntos, como introduzir um aluno numa turma, ou os constantes relatórios sobre tudo e mais alguma coisa, que estão constantemente a ser exigidos às escolas.
Todo este emaranhado tem como objectivo último a desmoralização sistemática dos professores. É alias a única maneira que o poder político tem para continuar a atingir esse objectivo, uma vez que tudo o resto já foi destruído - salário, autoridade, autonomia e carreira. Restam apenas estas "circulares", típicas de uma qualquer República Socialista totalitária. Por quanto tempo vai a classe docente aguentar todas estas ofensas, é uma incógnita. Mas esta-se cada vez mais perto de outro barril de pólvora.

3 comentários:

R disse...

Uma revolução para tirar este governo de lá é que era...

David Levy disse...

Não era preciso uma revolução. Bastava uma oposição com eles no sítio.

Anónimo disse...

utopia, pura utopia!Barril de pólvora? Está tudo calmo! Os professores não se mexem nem para reclamar as horas que têm a mais no horário!!! A grande maioria espera para ver se alguém se mexe!