quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Da credibilidade

Há cinco meses Passos Coelho jurava a pés juntos que não tocava com um dedo nos subsídios de férias e de Natal. Dois meses depois decidiu um corte de metade do subsídio de Natal de 2011, garantindo que era uma medida transitória a vigorar apenas este ano. Agora anuncia o corte total dos dois subsídios em 2012 e 2013. Qual é a diferença entre este discurso e o de José Sócrates? Nenhuma. O que ainda salva o actual primeiro-ministro é que ele, ao contrário do anterior, não é responsável pela situação de bancarrota e não merece estar atrás das grades. Mas hoje deu um importante tiro na sua credibilidade e aproximou-se quilómetros de Sócrates.

11 comentários:

Anónimo disse...

David,

É demasiado crédulo?!

Políticos e árbitros é tudo a mesma laia! Aqueles, abrem a boca e fica registado; estes erram e não podem emendar. No final, h+a sempre com que culpabilizá-los!!!

Joao Moreira

David Levy disse...

Caro João Moreira,

eu já sei que em Portugal são todos muito honestos com excepção dos políticos e dos árbitro. Só não percebo percebo é como é que um país cheio de gente tão valorosa chegou a este estado.

Dylan disse...

Levy,

És mesmo tu?! Escreveste mesmo isso?!...

David Levy disse...

Dylan,

Julgo que ainda não percebeste bem que direi de Passos Coelho o que disse de Sócrates se Passos Coelho fizer o mesmo. O mesmo não se pode dizer dos socialistas, que em 6 anos nunca viram nada de errado em Sócrates e agora preparam-se para acusar Passos Coelho de tudo e de lhe ver todos os defeitos.
Eu disse que Coelho se aproximou quilómetros de Sócrates, mas ainda está muito longe dele.

David Levy disse...

As medidas agora anunciadas derivam da ruinosa governação de José Sócrates. O que critiquei em Passos Coelho foi o facto de ter mentido. E eu não suporto este tipo de mentiras.

Dylan disse...

Levy,

Recua mais uns tempos atrás. Esquece o Sócrates por uns momentos!
Talvez um certo cavaquismo sorvedouro de dinheiros da UE e fazedor de empresários/políticos chico-espertos, não tenham ajudado muito o país...
Isto para dizer o quê? Que esta tua intifada [perdoa a heresia] socialista não pode ser dissociada de outras cores partidárias que lá estiveram e contribuiram para o estado ruínoso em que estamos. Olha, um deles até é Presidente da República, vê lá tu...

David Levy disse...

Eu não me esqueço do Sócrates. Vocês bem querem que as pessoas o esqueçam, mas vai ser difícil. Heresia é a tua que insistes em branquear Sócrates e culpar apenas os anteriores a ele.

Dylan disse...

Vocês, quem Levy?
Eu não tenho partido meu amigo e estou a marimbar-me para a direita ou a esquerda. Fica a saber.

David Levy disse...

@ Dylan

Quando escrevi "vocês" referia-me obviamente a si, que parece querer passar uma esponja por cima do governo de Sócrates.

Dizer que se está a marimbar para isto e para aquilo é a posição mais confortável que há. Dizer que não tem partido também.

Anónimo disse...

David,

Não vou adiantar nada porque o meu tempo é curto. A situação actual é a de um acumular de opções, estratégias e apoios. Duarante anos (de governos laranja azeda ou rosa murcha) o País cresceu com muitos apoios e subsídios. O que entrou foi permitiu o desenvolvimento e atingir um nível social a que nunca se chegaria se não os houvesse. O "troco" a pagar foi a de uma redução de desemprego, com muitas obras, muitos Cursos de ocupação de jovens, muito universitários sem futuro, muitas vias de comunicação de transporte individual, a inundação de todos o tipo de produtos, que colocou cá as sobras da UE, a preços imbatíveis, com canal próprio e aruinou a agricultua, as pescas e o resto do tecido produtivo.
No fundo, "cegaram-se" pelos benefícios a curto prazo e omitiram que as benesses e a situação era efémera.


Joao Moreira

Dylan disse...

Levy,

Parece que também usas uma esponja: é laranja e tem marca cavaquista. Durou dez anos. É de facto muito, muito tempo...

Quanto ao meu partido, acredita no que quiseres.