sábado, 24 de março de 2012

Da força que deram aos pais

Depois de instalado o caldo de cultura que menorizou os professores e pôs os alunos e pais a mandarem nas escolas, qualquer acto docente pode ser alvo de uma queixa. O queixume passou a ser ilimitado e não há mudança de governo que consiga alterar o que Lurdes Rodrigues e a sua trupe fizeram ao ensino.

4 comentários:

Anónimo disse...

Hmm, Levy, já li no teu blogue coisas muito interessantes, concordando com muitos dos teus textos.
Mas aqui, tem paciencia. Quero que a professora ensine aos meus filhos o que é da competência dela, e deixe os clubismos fora da escola.
Ela pos-se a jeito para arranjar problemas.
EJSantos

David Levy disse...

Caro EJSantos,

Obrigado pelas visitas e pelas leituras :)

Em relação ao caso em questão até pode ter alguma razão, mas acho esta situação extremamente empolada. Se a educadora de um filho meu pusesse a turma a cantar o "atirei o pau ao gato" e pelo meio aparecesse um "viva o benfica" ou "porto" ou "sporting" era para o lado que eu dormia melhor. Até podia achar graça. Não dou importância nenhuma a isso. Acho um exagero fazerem uma queixa por causa disto. Já se a professora escrevesse com erros ou não soubesse fazer contas...

Parece que o referido encarregado de educação invadiu a escola e entrou dentro de uma sala e gritou "viva o Porto". Isto sim é que merece uma queixa, não pelo "viva o Porto", mas pela invasão...

Anónimo disse...

A canção 'vai-te embora pulga maldita, batata frita, viva o Benfica' é tradicional entre os miúdos, nasceu nas ruas.

Também existe o 'Toyota Ai é, o meu amor partiu um pé', e seria igualmente estúpido que a Opel ou a Nissan apresentassem uma queixa contra a concorrência desleal.

Se aparecer uma cantiga a dizer "viva o Porto, viva o desporto", ou "não tomes doping, viva o Sporting", eu, que sou benfiquista, não me oponho a que os meus filhos a cantem na escola.

Afinal, estamos a querer formar pessoas normais, ou fanáticos da bola, como este imbecil que invadiu uma escola aos gritos?

Mais ainda: o que é grave mesmo é o clube em questão acumular casos como o do Apito Dourado, ou das viagens pagas aos árbitros,e não se fazer justiça. As escutas estão no youtube, com a famosa "fruta de dormir" e outras obscenidades.

O clube de Pinto da Costa não perdeu a oportunidade de crucificar uma profissional digna e lançar mais uma provocação ao País que tanto odeia, em nome do separatismo portista.

Isso sim, é grave.

Francisco Conde

Anónimo disse...

"mas pela invasão"
Obvio.

Má educação não desculpa outra má educação.
Provavelmente as coisas deverão ficar por aqui, o que talvez seja o mais correcto.

EJSantos