quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Jerusalém não é um colonato

A imprensa repete até à exaustão que Jerusalém, a capital de Israel, é um colonato e que é ilegítima a construção de habitação judaica nesta cidade.
Estas repetições encaixam lindamente na ignorância generalizada sobre o assunto que julga haver duas Jerusaléns - uma oriental e outra ocidental, estando a oriental ocupada - e que Israel está a colonizar a que não lhe pertence e a expulsar os palestinianos para dar lugar aos Judeus. Este pensamento deturpado tem feito as delicias da causa palestinianista, mas não corresponde minimamente à realidade. 
Jerusalém foi sempre uma cidade una e indivisível (com exceção de um curto período de 19 anos durante o qual a Jordânia ocupou a parte oriental da cidade) e tem população maioritariamente judaica pelo menos desde o final do século XIX. A proporção de Judeus da cidade mantém-se entre os 60 e 70%  praticamente desde a guerra de independência em 1948, o mesmo acontecendo com a proporção da população muçulmana - que a imprensa apelida de palestiniana.
Evolução da população de Jerusalém entre 1910 e 2005. Fonte.

9 comentários:

Luís Lavoura disse...

o mesmo acontecendo com a proporção da população muçulmana - que a imprensa apelida de palestiniana

Para mim são coisas diferentes. Um muçulmano pode ser palestiniano ou não o ser, e um palestiniano pode ser muçulmano ou não o ser. Há bastantes palestinianos cristãos e, provavelmente, também haverá alguns ateus.
Para mim um palestiniano é um descendente de uma família da Palestina, por distinção a um imigrante.
(Em rigor, também há palestinianos judeus.)

DL disse...
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DL disse...

Caro Lavoura,

Desculpe, mas está a jogar com as palavras. Neste caso a esmagadora maioria dos muçulmanos de Jerusalém são palestinianos, ou dito de outra maneira: árabes da palestina. Se você não entende assim, tanto melhor, porque nesse caso terão de ser considerados cidadãos israelitas e então nem sequer o argumento demográfico pode servir para fazerem em Jerusalém a sua capital.

Luís Lavoura disse...

Você é que jogou com as palavras, David, ao procurar dizer que um "muçulmano" não é o mesmo que um "palestiniano". Ou pelo menos foi assim que o entendi.

nesse caso terão de ser considerados cidadãos israelitas

Ora aí está uma excelente ideia, que eu muito aprovaria: que Israel fizesse dos árabes de Jerusalém - e, já agora, do resto da Cisjordânia - seus cidadãos. Infelizmente, tenho a impressão de que poucos ou nenhuns israelitas estão para aí virados.

DL disse...
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DL disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DL disse...

Eu?? Acabei de dizer o contrário. Apenas comentei que os muçulmanos do gráfico são apelidados de palestinianos pela imprensa, porque esta nunca fala em muçulmanos. Foi só par situar os leitores.
Os muçulmanos que vivem em Jerusalém são árabes. E não são israelitas porque não querem. Grande parte deles tem BI israelita, mas não requereram a cidadania, isto claro está porque aspiram a um Estado Palestiniano e definem-se como 'palestinianos' no sentido árabe do termo. A esmagadora maioria desses árabes pertencem à minoria muçulmana que habita Jerusalém e que está referida no gráfico. Poderá haver alguns que sejam cristãos ou budistas, mas a maioria é muçulmana.
Os israelitas não estão para ai virados e os palestinianos também não.

I. B. disse...

O «raciocínio» do amigo Lavoura e dos Palestinianistas em geral é Kafkiano. Só um Judeu, aliás, poderia ter criado o conceito de «Kafkiano», que dá de dez a zero na sofisma e no Jesuitísmo. Basta estudar-se um pouquinho de História, em vez da propaganda do P.C.P. e quejandos.

Há quem ache que se os Romanos chamavam a Israel Síria-Palestina, então o país inventado pelo Arafat existe desde o Império Romano. Não quererá esta gente devolver Portugal aos Árabes, por exemplo? Ou aos Espanhóis? Afinal, eles tiveram soberania sobre Portugal, e se calhar antes disso nem havia Portugal, nem o D. Afonso Henriques existiu nem nada...

A realidade é uma chata que só atrapalha o preconceito. Já os nazis achavam que eram descendentes de extra-terrestres e por isso superiores ao resto do pessoal... E os neonazis sul-americanos acham-se tos descendentes do Cortez, sem gota de sangue indígena nas veias...

Abraços,

I. B.

Anónimo disse...

Palestinianos cristãos? Devem ser tantos quantos os palestinianos homossexuais...