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quarta-feira, 23 de julho de 2014

A doutrina Ben Gurion

"...não importa o que o mundo diga sobre Israel, não importa o que eles digam a nosso respeito em nenhum lugar. A única coisa que importa é que nós podemos existir aqui, na terra de nossos ancestrais. E a menos que mostremos aos árabes que há um alto preço a ser pago pelo assassinato de judeus, nós não iremos sobreviver".
David Ben Gurion para Ariel Sharon, em 1953, após confrontos na Judeia, nos quais Israel foi duramente condenada pela  Europa e pelos Estados Unidos. 
Continua tão actual como há 60 anos. 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Israel 66


Tel Aviv, 14 de Maio de 1948, David Ben-Gurion lê a declaração de indepedência do Estado de Israel.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Yom HaAtzmaut

Eliezer Kaplan assina a Declaração de Independência no Museu de Tel Aviv, com David Ben Gurion e Moshe Shertok sentados ao lado dele e Ze'ev Sherf atrás
Israel celebrou hoje o dia da independência. No calendário hebraico o Estado de Israel foi fundado há 66 anos.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Israel do passado - cenas da vida de Ariel Sharon

 Sharon, jovem soldado, 1948.
Com Moshe Dyan na Brigada Anti-Terrorista 101, 1953.
Pouco antes da Guerra dos Seis dias, 29 de Maio de 1967.
À conversa com David Ben Gurion  numa visita à fronteira israelo-egípcia, 27 de Janeiro de 1971.
Numa reunião do Likud, partido que fundou, 30 Julho de 1973.
Ajustando os planos de batalha com os seus camaradas da divisão blindada , Guerra do Yom Kippur, Península do Sinai, 10 de Outubro de 1973.

Reunião em pleno teatro de guerra com o Chefe do Estado Maior do Exercito tenente-general Haim Bar Lev e o ministro da Defesa Moshe Dayan,  Guerra do Yom Kippur, Península do Sinai, 17 de Outubro de 1973.


Acompanhado da primeira-ministra Golda Meir numa visita ao Sinai após do fim da Guerra do Yom Kippur, 29 de Outubro de 1973.


Sharon conversa com Yitzhak Rabin, durante um voo num helicóptero militar, 11 de Dezembro de 1975. À direita está Shimon Peres.


Com o líder da Oposição e do Partido Likud, Menahem Begin, e o Major-General Avraham Yoffe na Península do Sinai, 07 de Junho de 1977.


Menahem Begin, já primeiro-ministro, ouve o seu Ministro da Agricultura Ariel Sharon, durante uma visita a Alon Moreh na Judeia, 27 de Fevereiro de 1981.


Menahem Begin, José Burg, Ariel Sharon e Yitzhak Shamir caminham para o enterro do assassinado presidente egípcio Anwar Sadat, 10 de Outubro de 1981.


Com a esposa Lily e o filho, numa visita ao Canal do Suez, 19 de Janeiro de 1982.


Sharon, na qualidade de Ministro da Defesa, é chamado à  Knesset para prestar esclarecimentos acerca da Operação Paz para a Galileia (Guerra do Líbano) na sequência da qual viria a resignar no ano seguinte, 29 de Junho de 1982.


Ariel Sharon ri como sua esposa Lily numa exibição da Força Aérea Israelita,  15 de Julho de 1982.


Em Aqaba na Cimeira do Mar Vermelho com o Presidente Bush e o Presidente da Autoridade Palestiniana, 2003.


Numa cerimónia em memória das vítimas do Holocausto no Yad Vashem, Jerusalém, 4 de Maio de 2005.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Sionismo e Jerusalém - Parte 5

O Plano de Partilha e a Guerra da Independência
Em 1947 os conflitos entre árabes e judeus agravaram-se e a Grã-Bretanha remeteu o problema da Palestina à ONU. A Organização das Nações Unidas - criada recentemente em substituição da Liga das Nações - analisou a situação e propôs a criação de dois Estados separados e independentes: um árabe e um judeu, com a cidade de Jerusalém como um corpo separado, sob administração internacional.
Tal como fizeram 10 anos antes, os árabes rejeitaram a proposta, mas os judeus – mais pragmáticos – decidiram aceitá-la, sabendo que ainda poderiam fazer ajustes nas fronteiras propostas e que teriam de lutar pelo território que lhes fora atribuído e que essa luta possibilitaria o seu alargamento19. Apesar desse pragmatismo, e das esperanças de alargarem o território, não aceitaram a perda de Jerusalém sem dor. Renunciar a Jerusalém foi um sacrifício doloroso, mas tornou-se necessário, pois alguns países da América Latina anunciaram que só votariam favoravelmente o Plano de Partilha se Jerusalém fosse internacionalizada20. Assim, para os dirigentes sionistas ter um pequeno Estado era melhor do que não ter estado nenhum; mesmo que no pequeno estado Jerusalém estivesse excluída.
Quando o momento crucial chegou e a ONU votou favoravelmente o Plano de Partilha, uma onda de alegria invadiu as cidades e vilas judaicas da Palestina. Os Judeus de Jerusalém celebraram efusivamente a votação, apesar de a cidade ter ficado de fora do Estado Judaico. Foi no entanto uma alegria de pouca duração. Praticamente uma dia depois da votação surgiram os primeiros conflitos, com os árabes a atacar os Judeus em Jerusalém e noutros locais. Iniciou-se um período de 5 meses e meio de guerra não declarada com atos de violência e de terrorismo. Os árabes atacavam principalmente localidades judaicas isoladas e a estrada que ligava Jerusalém a Tel Aviv começou a ser alvo de constantes emboscadas que causaram muitos mortos.
Com o passar do tempo os ingleses vão perdendo o controlo da situação e aquilo que começara com ações de ataque árabe e resposta judaica foi-se transformando numa autêntica guerra. A escalada do conflito levou o Conselho de Segurança da ONU a debater novamente o problema a 19 de Março de 1948 e os Estados Unidos anunciaram que a Palestina não poderia ser dividida em virtude do contínuo derramamento de sangue. Os americanos propunham agora que todo o território ficasse sob controlo da ONU21. Estas tomadas de posições por parte dos Estados Unidos forçaram a Agência Judaica e o seu líder, David Ben-Gurion, a prepararem-se para estabelecer um governo provisório, tendo em vista uma eventual declaração unilateral de independência. Alguns dias depois ocorreu um incidente que viria a desencadear a primeira operação militar judaica relacionada com Jerusalém: forças árabes isolaram a Cidade Santa da costa, impedindo a total circulação dos Judeus. A Haganah tentou em vão romper o cerco e a 31 de Março Ben-Gurion declarou que a maior urgência naquele momento era “a guerra pela estrada para Jerusalém”dando início a uma operação militar com o único propósito de libertar a estrada para Jerusalém e pôr fim ao isolamento da cidade: a operação militar Nachshon. Depois de sucessivos avanços e reveses a Operação acabou por ter sucesso e o cerco a Jerusalém foi rompido a 15 de Abril. Logo depois são estabelecidos planos para alargar a área controlada pelos judeus no chamado Corredor de Jerusalém, de forma a dificultar o isolamento da cidade. O conflito intensificou-se com ataques árabes em Jerusalém e com a Haganah a tomar os subúrbios árabes da cidade no início de Maio. Praticamente em cima da data da declaração de independência – entretanto decidida – a batalha pela posse da estrada de Jerusalém para Tel Aviv voltou a intensificar-se.
Durante o cerco árabe a Jerusalém, a Agência Judaica mudou a sua sede para Tel Aviv e esta cidade passou a ser o centro do poder judaico. Na sequência disso, a declaração de independência também foi feita em Tel Aviv e a cidade declarada capital. A mudança da sede da Agência Judaica e a elevação de Tel Aviv a capital de Israel estavam de acordo com o Plano de Partilha aprovado em 1947 que estabelecia Jerusalém como uma cidade Internacional. O judeus cumpriram escrupulosamente o Plano da ONU, estabelecendo a sua capital noutro lugar e desobstruindo a possibilidade de Jerusalém poder ficar com o estatuto que lhe fora destinado.
No entanto, no próprio dia da declaração da independência do Estado de Israel – 14 de Maio de 1948 - o futuro de Jerusalém foi debatido novamente na Assembleia Geral da ONU. Três resoluções foram apresentadas no sentido de colocar a Cidade Santa sob a administração das Nações Unidas. As resoluções foram todas rejeitadas. Grande parte dos votos contra veio das nações árabes que defendiam acerrimamente que Jerusalém não podia ser uma cidade internacional, mas sim uma cidade árabe – apesar de ter uma população maioritariamente judaica desde o século XIX. O chumbo das três resoluções tornou as Nações Unidas completamente incapazes de definirem o estatuto da cidade e teve como consequência o abandono das suas responsabilidades em relação ao assunto.
O desfecho nas Nações Unidas acabou por ser um marco decisivo no estatuto da Cidade Santa: Israel passou a partir desse dia a ter total legitimidade em relação a Jerusalém, e a sua posse passou a depender de um conflito militar e não de um compromisso político como até aí.
Declarada a independência do Estado de Israel, de imediato cinco exércitos árabes invadiram o irregular território israelita dando início a uma guerra. O ponto central do conflito foi Jerusalém, com árabes e judeus a lutarem pela sua posse. A 16 e17 de maio a Haganah tentou sem êxito conquistar a Cidade Velha e a 18 de maio a Legião Árabe entrou em Jerusalém, ocupando a zona oriental e assumindo o controlo da estrada para Tel Aviv. A Jerusalém judaica ficou novamente isolada da costa22. Depois os israelitas concentraram os seus esforços na tentativa de abrir a estrada, cientes que estavam da sua importância para a manutenção de Jerusalém no Estado de Israel. Esta pretensão sofreu no entanto um importante revés com a queda a 28 de maio do Bairro Judeu da Cidade Velha – que era ainda um enclave judaico na parte já tomada pelos árabes. Apesar da capitulação do Bairro Judeu ter sido um duro golpe moral e militar para os israelitas, seria no entanto a última vitória da Legião Árabe no conflito23.
Até ao fim do primeiro cessar-fogo (11 de junho) o Tzhal, entretanto constituído, continuou a tentar abrir sem sucesso a estrada para Jerusalém. Uma estrada alternativa (que ficou conhecida como Estrada da Birmânia) foi descoberta e começou a ser utilizada na ligação a Jerusalém. Esta precária via era o único corredor de ligação entre Jerusalém e a costa pela altura do primeiro-cessar fogo.
Durante a primeira trégua o mediador da ONU para o conflito, conde Bernadotte, elaborou mais um plano de partilha, no qual atribuía aos árabes da Transjordânia o controlo de Jerusalém, dando aos judeus que habitavam a cidade uma autonomia urbana. Tendo em conta a maioria judaica que habitava Jerusalém, o plano foi um recuo para a pretensão israelita de controlar pelo menos as partes judaicas da cidade. Por esse motivo, Israel rejeitou as propostas de Bernadotte. Os árabes procederam de igual maneira porque pretendiam toda a cidade para si e não queriam dar qualquer tipo de autonomia aos Judeus. Este fracasso ditou a impossibilidade de uma solução política para o conflito, centrando-a novamente no plano militar24.
Os combates recomeçaram a 9 de julho, prolongando-se até dia 18. Durante este período os israelitas reforçaram as suas posições no Corredor de Jerusalém e tentaram em vão recapturar o Bairro Judeu. Com a chegada da segunda trégua, que entrou em vigor a 19 de julho, as posições em Jerusalém não sofreram alterações e a cidade continuou dividida entre árabes e judeus. Ambas as partes mantinham as posições já conquistadas: os judeus controlavam a zona ocidental e o Monte Scopus e os árabes a zona oriental, da qual faziam parte a Cidade Velha e os Lugares Sagrados, como é o caso do Muro das Lamentações.
Durante a segunda trégua, que vigorou até 15 de outubro, o Corredor de Jerusalém era ainda uma estreita faixa de terra, bastante vulnerável, cuja principal via se encontrava nas mãos dos árabes. Israel ciente do perigo que ainda ameaçava Jerusalém reforçou a operacionalidade da Estrada da Birmânia.
O reatar das hostilidades em 15 de outubro estendeu-se também a Jerusalém. Apesar disso, as linhas do cessar-fogo definidas no início da segunda trégua não sofreram alterações e Jerusalém permaneceria dividida até 1967. A 30 de novembro viria a ser acordada uma linha de demarcação oficial.
Em abril de 1949 Israel e a Transjordânia assinam o armistício de Rodes no qual ficou garantido o acesso de Israel aos edifícios do Hospital da Hadassah e da Universidade Hebraica (ambos no Monte Scopus, que continuava a ser território soberano de Israel) e o direito de acesso dos judeus aos Lugares Sagrados da Cidade Velha.
O acesso ao Monte Scopus foi permitido, mas muito dificultado, tendo Israel sido forçada a encontrar novos lugares para o Hospital e para a Universidade. Em relação ao acesso aos Lugares Sagrados os árabes nunca o honraram25. Durante o período entre 1949 e 1967, e em clara violação do Acordo de Armistício, os jordanos impediram o livre acesso dos Judeus aos Lugares Sagrados, nomeadamente ao Muro das Lamentações no Monte do Templo e ao Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras. O Cemitério do Monte das Oliveiras foi profanado e vandalizado, tendo os jordanos usado milhares de lápides na pavimentação do acesso a instalações militares e na construção de latrinas e de cercas dessas instalações; igual destino teve o Bairro Judeu, onde destruíram ou profanaram cinquenta e oito das suas Sinagogas e o próprio Monte do Templo, que usaram como base militar para a Guarda Nacional Jordana. Todas estas ações foram uma clara tentativa de eliminar vestígios da presença milenar judaica na cidade de Jerusalém. Israel não recebeu qualquer resposta aos apelos feitos à ONU e à Comunidade Internacional, para que se pusesse um termo a esta destruição.
Apesar do desrespeito dos árabes pelos princípios acordados nos Armistícios de Rodes, a situação por eles proporcionada funcionou na prática como uma solução de partilha de Jerusalém, mas tanto israelitas como árabes tinham receio de perder as suas metades. As Nações Unidas voltaram a insistir na discussão de internacionalização da cidade, mas nenhuma das partes já a aceitava. Israel declarava que tinha direito a constituir a sua capital na metade ocidental da Cidade Santa e em dezembro de 1949 Jerusalém foi declarada capital de Israel26,27.
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Notas 
19 – GILBERT, Martin, História de Israel, p.176.
20 – LAPIERRE, Dominique e COLLINS, Larry, Oh Jerusalém, p.23.
21 – GILBERT, Martin, História de Israel, p.192.
22 – LAPIERRE, Dominique e COLLINS, Larry, Oh Jerusalém, p.472 e p.595.
23 – GILBERT, Martin, História de Israel, p.228.
24 – GILBERT, Martin, História de Israel, p.241.
25 – GILBERT, Martin, História de Israel, p.284 e p.310.
26 – LAPIERRE, Dominique e COLLINS, Larry, Oh Jerusalém, p.589.
27 – MONTEFIORE, Simon Sebag, Jerusalém, a biografia, p.528.
PARTE 1, PARTE 2, PARTE 3, PARTE 4.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Dois momentos de alegria

 Os Judeus comemoram o anúncio, transmitido via rádio, que dava conta que a ONU acabava de aprovar o Plano de Partilha da Palestina do qual resultaria a criação de um Estado Judaico. Tel Aviv, 30 de Novembro de 1947.

A multidão comemora no exterior do Museu de Tel Aviv a declaração de independência do Estado de Israel acabada de fazer por David Ben Gurion. Tel Aviv, 14 de Maio de 1948 (5 de Iyar de 5708)
Os dias, as semanas e os meses seguintes foram terríveis, com pequeno estado a ser invadido  por 5 países árabes incomparavelmente mais poderosos. Contra todas as probabilidades os israelitas venceram  e transformaram o seu país na maior potência do Médio Oriente. Uma potência assente na alta tecnologia e uma pátria próspera e segura para o Povo Judeu.

Dia 5 do mês Iyar do ano de 5708

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Parabéns Israel

Tel Aviv, 14 de Maio de 1948, o dia da  independência

sábado, 5 de maio de 2012

Israel do passado

 Kessen cinema em Tel Aviv. 
A Knesset, parlamento israelita, iniciou os seus trabalhos a 14 de Fevereiro de 1949 no seguimento das primeiras eleições ocorridas a 20 de Janeiro desse ano. A sessão inaugural realizou-se nas instalações da Agência Judaica em Jerusalém, tendo as seguintes decorrido no cinema Kessen em Tel Aviv. No final de 1949 ocorre nova mudança e a Knesset volta novamente às instalações da Agência Judaica.
Edifício Froumine, Jerusalém
Bancada da Oposição e galeria do público em Maio de 1950.
A 13 de de Março de 1950 é abandonado o edifício da Agência Judaica e feita a mudança para Edifício Froumine na Rua Rei George em Jerusalém. Posteriormente o governo israelita lança vários concursos de arquitectura para a construção de um novo edifício para a Knesset e escolhe uma nova localização -  Givat Ram em Jerusalém. Em 1957 James Armand de Rothschild informa o primeiro-ministro Ben Gurion do seu desejo de financiar a construção do novo edifício, doando 6 milhões de liras israelitas para o efeito. 
Cerimónia de inauguração do novo edifício da Knesset em Givat Ram, Jerusalém.
A construção iniciou-se em Outubro de 1958, tendo a  inauguração ocorrido a 30 de Agosto de 1966. Posteriormente o edifico sofreu obras de ampliação e foram adicionadas duas novas alas. O parlamento israelita funciona nesse local até à actualidade.
Cerimónia de abertura da XVIII Knesset. Cada Knesset é conhecida pelo seu número eleitoral. A actual é a XVIII, eleita em 2009.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Israel do passado

David Ben Gurion assiste a uma parada militar nas comemorações do dia de independência, Haifa, 1956

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Israel do passado

Yitzhak Rabin, Vice-Chefe do Estado Maior do IDF, Tzvi Tzur, Chefe do Estado Maior do IDF, David Ben Gurion, primeiro-ministro, e Shimon Peres vice-ministro da Defesa, numa patuscada no início da década de 60.

sábado, 13 de agosto de 2011

Israel do passado

Reunião de deputados da Frente Religiosa Unida, 1949.
A Frente Religiosa Unida era uma aliança política entre os quatro maiores partidos religiosos de Israel (Agudat Yisrael, Hapoel  HaMizrachi, Mizrachi e Poalei Agudat Yisrael)  e a União dos Independentes Religiosos. Foi fundada para concorrer às eleições de 1949 para a 1.ª Knesset - as primeiras depois da independência -  e obteve 16 dos 120 deputados (o 3º maior grupo parlamentar depois do Mapai e do Mapan). Integrou a primeira coligação governamental liderada por David Ben Gurion, acabando no entanto por criar problemas que culminaram com a demissão do 1º Governo e a tomada de posse do 2º Governo liderado igualmente por Ben Gurion. Apesar de manter o seu lugar no 2º Governo a Frente Religiosa Unida acabaria por se desintegrar, tendo as suas formações concorrido em separado às eleições para a 2.ª Knesset em 1951.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Israel do passado

A sexta presidente da organização sionista americana Hadassah, Rose Halprin, o embaixador americano James MacDonald, o primeiro-ministro David Ben Gurion e o Rabino - Chefe  (sefardita) Ben-Zion Uziel, durante a inauguração da Escola de Medicina da Hadassah da Universidade Hebraica de Jerusalém, 1949. A Escola de Medicina da Hadassah foi a primeira escola médica em Israel.

Enfermeiras ouvem o discurso de inauguração proferido por Ben Gurion.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Israel do passado

A 19 de Junho de 1948, o navio Altalena, vindo de França, chegava à costa de Israel. A bordo, para além de imigrantes, trazia membros do grupo Irgun e armas. O primeiro-ministro do Governo Provisório, Ben-Gurion, queria que essas armas fossem enviadas para a frente de batalha em Jerusalém. Apesar de oficialmente integrado nas IDF havia 3 semanas, o Irgun  recusou. Uma vez que a estrutura de comando do exercito havia sido recentemente unificada,  Ben Gurion não queria exércitos separados do IDF e  muito menos qualquer outra  forma de controlo do território que não fosse a do Estado. A recusa do Irgun em entregar as armas violava estes princípios definidos pelo Governo Provisório.
No dia 20, perto de Kfar Vitkin o Altalena chegou à costa. Ben Gurion ordenou ao Irgun que entregasse o navio ao exercito israelita. O Irgun recusou e seguiu-se uma troca de tiros que mataram 2 soldados do exercito e 6 membros do Irgun que estavam na praia para descarregar o navio. O Altalena seguiu viagem para sul. Recebeu novamente ordens para que fossem entregues as armas, mais uma vez o Irgun, pela voz do seu líder, Menahem Begin, recusou. 
No dia seguinte a embarcação aproximou-se de Tel Aviv, e foi varrida pelo fogo das metralhadoras do exercito israelita disparadas a partir da praia. Na troca de tiros,  e no incêndio que deflagrou a bordo, morreram 40 membros do Irgun. A maioria dos passageiros no entanto conseguiu escapar atirando-se à água. Menahem Begin foi um deles.  Foram recolhidos pelo IDF, muitos  foram presos e outros enviados para a frente de batalha.
O incidente do navio Altalena foi o único caso em que Judeus dispararam contra Judeus, e pôs a nu as divergências entre as principais famílias políticas israelitas. O Irgun foi o embrião do que viria a ser o moderno Partido Likud, enquanto que o Governo Provisório era dominado pelos  partidos Mapan e Mapai,  de tendência comunista e socialista. Algumas das discordâncias, que datam desde o tempo da fundação do Estado, duram até hoje.
Navio Altalena a caminho de Israel.

O Altalena em chamas junto a Tel Aviv.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A doutrina Ben Gurion

“Cumprimos a nossa missão e impedimos a flotilha de alcançar Gaza. Temos de nos lembrar de que não estamos na América do Norte nem na Europa Ocidental, vivemos no Médio Oriente, num lugar onde não há misericórdia para o fraco e onde não há uma segunda oportunidade para quem não se defenda a si mesmo.”
Ehud Barak, ministro da Defesa, hoje.

"...não importa o que o mundo diga sobre Israel, não importa o que eles digam a nosso respeito em nenhum lugar. A única coisa que importa é que nós podemos existir aqui, na terra de nossos ancestrais. E a menos que mostremos aos árabes que há um alto preço a ser pago pelo assassinato de judeus, nós não iremos sobreviver".
David Ben Gurion para Ariel Sharon, em 1953, após confrontos na Judeia, nos quais Israel foi duramente condenada pela  Europa e pelos Estados Unidos. 

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Israel do passado


David Ben Gurion lê a declaração de independência do Estado de Israel, Tel Aviv, 14 de Maio de 1948

Multidão aguarda a leitura da declaração de independência no exterior do edifício.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Inaugurado o Passeio David Ben Gurion

Os agitprop anti-Israel estão por todo o lado. Não há  evento, cerimónia, ou efeméride, sem que os  "anti-sionistas" de serviço dêem um ar da sua graça. Até um simples acto, como o descerrar de uma placa, provoca a ira dos "activistas".
Foi o que aconteceu  em Paris com a atribuição do nome Ben Gurion a uma das artérias da cidade. Durante meses comunistas e palestinianistas tentaram, sem êxito, bloquear a decisão na Câmara Municipal. Hoje, durante a inauguração, vários manifs estiveram ao longo das margens do Sena e dentro de barcos, empunhando cartazes com slogans anti-Israel e onde chamavam criminoso ao primeiro chefe de governo israelita. O  Presidente Shimon Peres, que esteve presente na cerimónia, também foi insultado. De nada lhe serviram os seus incansáveis esforços em prol da paz, pois para os "defensores da  causa palestiniana" israelita é sinónimo de criminoso. Mais um  triste exemplo da falta de escrúpulos de alguns sectores da esquerda europeia, que se servem do conflito entre Israel e os palestinianos para efeitos de agitação e propaganda política.
Apesar do ruído feito por estes energúmenos, o Passeio Ben Gurion foi inaugurado e é uma honra para o Estado de Israel e um merecido tributo ao seu fundador. Fica situado no 7º Bairro junto ao Rio Sena e à Torre Eiffel.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Assim nasceu o Estado de Israel

"O país de Israel é o local onde o povo judaico nasceu. Foi aqui que o seu carácter espiritual, religioso e nacional se formou. Foi aqui que adquiriu a sua independência e que criou, ao mesmo tempo, uma civilização de importância nacional e universal. Foi aqui também que escreveu o Livro dos Livros para o oferecer ao mundo.
O povo judeu, exilado da Terra Santa, permaneceu-lhe fiel em todos os locais por onde se dispersou, orando sem cessar para que o regresso fosse possível e esperando sempre voltar a restaurar a sua liberdade nacional. Os judeus também se esforçaram através dos séculos para regressar ao país dos antepassados e aqui reconstruírem a sua nação, dirigindo-se em massa, nestes últimos decénios, para este país. Desbravaram o deserto, fizeram renascer a sua língua, construíram cidades e aldeias e fundaram uma forte comunidade que se expande continuamente, possuindo uma vida cultural e económica própria. O povo judeu procura a paz, mas está preparado para se defender e trouxe as riquezas do progresso a todos os habitantes.
A catástrofe nazi, que aniquilou milhões de judeus na Europa, demonstrou novamente a urgência que havia no restabelecimento da nação judaica, a única medida capaz de resolver o judaísmo apatricida, abrindo as portas a todos os judeus e conferindo-lhes a igualdade no seio da família das nações. Os sobreviventes da catástrofe europeia, bem como os judeus dos outros países, reivindicaram o direito a uma vida de dignidade, de liberdade e de trabalho e, sem se deixarem assustar pelos riscos nem pelo obstáculos, procuraram incansavelmente penetrar na Palestina. O povo judeu da Palestina contribuiu, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, na luta das nações desejosas de liberdade contra o flagelo nazi. O sacrifício destes soldados e os esforços dos trabalhadores qualificam este povo para tomar lugar entre os povos que fundaram as Nações Unidas.
Em virtude do direito natural e histórico do povo judaico, proclamaremos a fundação do estado judeu na Terra santa. Este estado terá o nome de Israel.
O Estado de Israel ficará aberto a imigração dos judeus de todos os países onde se encontram dispersos. O país será desenvolvido em benefício de todos os habitantes e será fundado nos princípios da liberdade, da justiça e da paz, tal como foi concebido pelos profetas de Israel. Respeitará a mais completa igualdade social e política de todos os cidadãos, sem distinção de religião, de raça, ou de seita. Garantirá a liberdade de religião, de consciência, de educação e de cultura. Protegerá os lugares santos de todas crenças e aplicará lealmente os princípios da Carta das Nações Unidas.
Adjuramos as Nações Unidas para ajudar o povo judeu a construir o seu estado e admitir Israel no seio da família das nações.
Convidamos os habitantes árabes do Estado de Israel a preservar os caminhos da paz e a desempenharem um papel no desenvolvimento do estado, na base de uma cidadania igual e completa, bem como de uma representação justa nas instituições, quer estas sejam provisórias ou permanentes. Estendemos a mão, num desejo de paz e boa vizinhança, a todos os estados que nos rodeiam e convidamo-los a cooperar com a nação judaica independente para o bem comum de todos. O Estado de Israel está pronto a contribuir para o progresso do Médio oriente.
Confiantes no Todo-Poderoso então, assinamos esta declaração no solo da pátria, nesta cidade de Tel Aviv e nesta sessão da assembleia provisória que tem lugar na véspera do sabat, no dia 5 de Iyar de 5708, ou seja, 14 de Maio de 1948.
Levantemo-nos para adoptar a Carta Constitucional que cria o estado judaico."

Eram 4 horas e 57 minutos, David Ben Gurion declarou:

-Nasceu o Estado de Israel. A sessão terminou.