quarta-feira, 25 de novembro de 2009

13.785.000.000 euros

é o valor do défice orçamental que o anterior governo de José Sócrates deixou ao novo governo de José Sócrates. Tal como há 4 anos, o primeiro ministro age como se não tivesse nada a ver com o assunto e como se o buraco tivesse sido criado por extra-terrestres.
Durante a legislatura anterior, fingiu sempre que o problema não existia, chegando ao ponto de promover a maior distribuição da história: dar um computador a cada criança do ensino primário. Do Magalhães já ninguém se lembra, e de quantos ainda funcionam ainda menos, pois essa "distribuição" serviu apenas para fazer um brilharete junto de determinadas camadas da população, sempre ávidas de receberem coisas, e para arruinar ainda mais as já delapidadas finanças do Estado.
Agora, depois de novamente empossado, e quando os buracos referentes a "medidas emblemáticas" e "distributivas" começam a ser conhecidos, o José Sócrates continua a fingir que não sabe de nada. Mais: conseguiu pôr todos os ministros, incluindo o das finanças, a fingir o mesmo. Mete impressão tanta irresponsabilidade.

Congelamento

O governo israelita aprovou ontem o congelamento por um período de 10 meses de todas as construções na Judeia e Samaria. A decisão, tomada em conselho de ministros, teve 11 votos a favor, 1 contra, e 2 ministros ausentes, entre eles Eli Yishai do Partido Shas (ortodoxo sefardita), que boicotou a votação. A medida abrange apenas as novas construções, deixando de fora as já em andamento.
Logo a seguir à aprovação, o primeiro-ministro Netanyahu deu uma conferência de imprensa, onde anunciou a decisão e declarou que "o governo de Israel deu um passo importante em direcção à paz, façamos juntos a paz".
O Partido Kadima, o maior da Oposição, já reagiu favoravelmente à decisão governamental, mas lamentou que a mesma tenha sido tomada em resultado da pressão internacional e demasiado tarde.
Do lado dos palestinianos, já há reacções a esta reviravolta israelita: continuam a recusar voltar à mesa nas negociações, porque o congelamento anunciado não inclui a capital de Israel, Jerusalém. Chantagem uma vez, chantagem sempre, principalmente quando resulta. Israel cedeu desta vez, e já obteve um "não" como resposta, resta saber se continuará a fazer cedências atrás de cedências, sem obter nada em troca. Nem que seja o regresso dos palestinianos à mesa das negociações. Será curioso verificar o que acontecerá se as construções pararem e as conversações não começarem.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Read my lips

“(...) não haverá aumento de impostos, porque a prioridade deste orçamento e dos próximos tempos será sem dúvida o crescimento económico e o emprego”.
José Sócrates, hoje, numa acção de propaganda em Loures.

Memoshoa

Associação Memória e Ensino do Holocausto foi fundada por Esther Mucznik, vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa, por Ricardo Presumido, Paula Leal Presumido e Marta Torres, professores de História. Está aberta à participação e colaboração de todos os interessados no desenvolvimento da memória e ensino do Holocausto em Portugal.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Israel do passado

Aeroporto de Lod (futuro Ben Gurion), chegada dos restos mortais de Theodor Herlz, Maio de 1949

domingo, 22 de novembro de 2009

Livni


A líder da Oposição israelita esta semana em dois encontros em Jerusalém: com o Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, e com israelitas de origem etíope.

Música de Israel


Idan Yaniv, At Yafa , dedicada à Ana Rita que nos ouve em Eilat, lol

Israel do passado

Tel Aviv, 1968, mulher polícia com sapatos à Golda Meir

Ranking

O que foi considerado o melhor ministro do Governo português é o 15º em 19 ministros das finanças a nível europeu. Imagine-se em que lugar ficariam as Anas Jorges, os Santos Silvas, e outros que tais. Elaborado pelo Financial Times.

sábado, 21 de novembro de 2009

Índice Guerra e Paz

O índice Guerra e Paz da Universidade de Tel Aviv divulgou que 75% da população judaica de Israel apoia a realização de conversações de paz com a Autoridade Palestiniana. É o valor mais alto dos últimos anos. O índice revelou também que em relação às construções na Judeia e na Samaria, 47% consideram que é importante parar, enquanto que para 50% não é.
Em relação à percepção que os israelitas têm da mediação americana do conflito com os palestinianos, 55% consideram Barack Obama pró-palestiniano, 31% consideram-no neutro, e apenas 5% o julgam pró-israelita.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Política de verdade

A socretinização de Teixeira dos Santos


Quando substituiu Campos e Cunha em Julho de 2005, Teixeira dos Santos, imediatamente transmitiu ao país uma imagem de rigor, seriedade e competência. A antítese de José Sócrates. Poder-se-ia julgar que com o passar do tempo, o primeiro-ministro adquirisse algumas das qualidades do seu ministro das finanças. Mas não, aconteceu o que costuma acontecer na escola quando se colocam na mesma carteira um bom aluno e um mau aluno: o bom adquire algumas das características do mau, e não o contrário. Foi o que aconteceu a Teixeira dos Santos. Socretinizou-se. O primeiro sintoma surgiu no Verão de 2008, quando ambos anunciam ao país do fim da crise (precisamente quando ela começava) e a descida do IVA. A partir desse dia Teixeira dos Santos revelou uma enorme incompetência para o lugar. Dai para cá, tem sido uma enxurrada de asneiras, que culminaram com a aprovação ontem de um orçamento rectificativo, quando passou meses a negar essa necessidade. O que leva uma pessoa séria a entrar no jogo da mentira e da propaganda? Só pode ser a má influência de José Sócrates e o convívio diário com tantos socialistas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Jerusalém

Israel aprovou a construção de 900 casas no bairro de Gilo em Jerusalém. Em qualquer outro lugar do mundo, tal aprovação seria completamente ignorada. Mas não neste caso, Israel é o único país que tem constantemente a imprensa e os governos internacionais a ingerirem-se nos seus assuntos de natureza municipal. A Casa Branca, por exemplo, já se mostrou "consternada" com a construção das novas habitações.
Para além de não se indignar com outros assuntos, a administração Obama ainda não percebeu um facto básico: Jerusalém é a capital de Israel, e todos os aspectos referentes a gestão da cidade são assuntos do Estado de Israel. Com estas interferências, a Casa Branca não só se intromete na política interna de outro país, como insiste em querer tornar árabe uma cidade que é judaica, e em ignorar completamente a história recente da região.
Jerusalém foi abandonada à sua sorte pela comunidade internacional em Maio de 1948. Na altura, tal como hoje, a maioria da população era composta por Judeus. Apesar disso, o plano de partilha da Palestina previa para Jerusalém um estatuto de cidade internacional. Não passou das previsões: enquanto que a Agência Judaica aceitou esse estatuto, a Assembleia Geral das Nações Unidas rejeitou três propostas que visavam colocar a cidade sob a sua administração. Na linha da frente da rejeição surgiram os estados árabes, que contra toda a demografia da época, insistiam em decretar Jerusalém como árabe. As Nações Unidas não assumiram as suas responsabilidades como estava previsto. Os árabes, exultantes com a derrota das propostas, decretaram que a guerra resolveria a situação (e que expulsariam os Judeus). Foram cumpridos os desejos de ambos e Israel conquistou a cidade, primeiro uma parte (em 1948), depois o resto (em 1967).
Se a História tivesse decorrido de outra maneira, e os estados árabes tivessem ganho as guerras e expulso os Judeus, como prometiam, toda a discussão em torno de Jerusalém não se verificaria. A conquista árabe seria vista como consequência de uma guerra e por isso com benevolência e naturalidade. Como foi o contrário que aconteceu (com excepção da expulsão dos árabes, que não se chegou a verificar), todos os dias há declarações criticando a soberania israelita.
Os que abandonaram Jerusalém e os que os que a queriam tomar ilegitimamente, surgem agora muito indignados como a construção de casas em determinados bairros. Deveriam ter pensado nisso em 1948.

Resultado: - 77 000 empregos

Depois de tanto optimismo continuam a aparecer os resultados de 14 anos de governo socialista. Só na anterior legislatura perderam-se 77 mil empregos. Não há um único anúncio, objectivo ou horizonte, propagado por José Sócrates que tenha sido atingido. Intenções e profecias também não.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Triple Alliance



Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Buenos Aires contra a visita do Presidente Shimon Peres à Argentina. Alguns manifestantes empunharam cartazes onde se podia ler "Morte a Israel sionista-fascista, oficial do imperialismo americano no Médio Oriente, assassino do povo palestino!", outros levavam panfletos com crianças mortas e frases que apelidavam o presidente israelita de assassino.
Os manifs eram constituídos por vários grupos distintos, uns eram abertamente "pró-muçulmanos", outros intitulavam-se de "defensores dos direitos humanos" e outros de "convergência de esquerda". Do lado dos "pró-muçulmanos", para além vários cartazes glorificando o líder do Hezbolah, Hassan Nasrallah, e o líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, houve ameaças físicas a jornalistas suspeitos de serem israelitas.
Um excelente exemplo da moderna aliança entre "defensores dos direitos humanos", esquerda folclórica e islamo-fascistas. Os extremos costumavam tocar-se, mas neste caso, estão misturados e em convergência absoluta.

domingo, 15 de novembro de 2009

Poluição na China

Antes de entrar numa cimeira sobre alegadas "alterações climáticas", o Presidente Barack Messias Obama, irá visitar a China. Seria bom que desse uma espreitadela aos locais mais poluídos desse país (como o da foto), talvez deixasse de ser tão politicamente correcto.
Mais fotografias da poluição na China aqui. Não recomendado a ecologistas impressionáveis.

Israel rejeita a declaração unilateral de um Estado palestiniano

Num discurso no Fórum Saban que decorre em Jerusalém, o primeiro-ministro Netanyahu deixou bem claro que se a AP optar por decisões unilaterais, Israel fará o mesmo. Em causa estão a declarações do negociador palestiniano, Saeb Erekat, que referiu que a AP está a ponderar pedir à ONU que reconheça a declaração unilateral de um Estado palestiniano.
O presidente Shimon Peres, de visita à Argentina, concordou com o primeiro-ministro, afirmando que não é possível estabelecer um estado palestiniano sem um acordo prévio de paz. O mesmo pensam o ministro dos negócios estrangeiros, Avigdor Lieberman, e o da defesa, Ehud Barak.
Mais uma vez as partes divergem, com Israel a querer encetar negociações de paz, e com a AP a recusar negociar e a ameaçar com decisões unilaterais. Recorde-se que a criação de um estado palestiniano, nos territórios da Judeia e da Samaria, é um ideia largamente apoiada em Israel. Tal só não avançou ainda na prática, porque os líderes palestinianos não se entendem sobre qual o caminho a seguir. Enquanto o Hamas, que ocupa a Faixa de Gaza, jura a morte de Israel, a AP entrou num processo de chantagem, afirmando que só negoceia depois de Israel cumprir com todas as suas exigências.

sábado, 14 de novembro de 2009

Música de Israel


Harel Skaat, Veat

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A oportunidade de Cavaco

Interrogado sobre o processo "Face Oculta", o Presidente da República escusou-se a fazer comentários directos sobre o assunto, mas manifestou a sua preocupação em relação ao caso.
O Chefe de Estado é o maior beneficiado com a situação criada, pois cada dia que passa, os "casos" à volta do primeiro-ministro aumentam. Por muita presunção de inocência que lhe ponham em cima, é cada vez mais evidente que José Sócrates não é flor que se cheire. Cavaco tem aqui a sua oportunidade de ficar novamente numa posição moral superior. Com este primeiro-ministro será facílimo.

O que dizem os outros

Toda a gente tem direito à inocência (presumida) até ser condenada (transitado em julgado). Assim deve ser com a generalidade dos cidadãos mas não necessariamente com o ‘bicho’ político. É patente que o sistema de justiça português está em roda livre, quero dizer, pensa que é um país dentro do país e cada um dos seus ‘actores’ tenta arrebanhar ou abocanhar um máximo de províncias.
É patente que o sistema de justiça tem um calendário político e igualmente patente que o governo não tem coragem para pôr o dedo na ferida.
É também verdade que a diferença entre ‘casos’ e ‘casos criados para arremesso político’ é ténue.
De qualquer forma, parece-me que já há muito passámos a barreira do admissível.
José Sócrates, enquanto cidadão, tem direito a todas as presunções de inocência do mundo, mas o primeiro-ministro não.
Ser-se primeiro-ministro é ser-se bicho político e enquanto bicho político está-se sujeito a julgamento político. Se José Sócrates quer ser apenas avaliado enquanto José Sócrates terá que passar a exercer apenas a soberania da sua própria pessoa.
Já se me acabaram as cabeças dos dedos, dos pés e das mãos, para contar a quantidade de trapalhadas de justiça em que seus próximos colaboradores se viram metidos. Desde os caldinhos dos seus familiares com os ingleses (para não falar dos tempos em que José Sócrates não era ministro), às habilidades da sua mandatária para a juventude, à história do caramelo que queria plantar amêijoa algures para o lado do Bugio e que desapareceu deixando pendurada uma data de gente, à encrenca da cangalhada das sucatas, José Sócrates pode, pessoalmente, ter direito a todas as presunções de inocência mas o primeiro-ministro não.
Terá sido em vão que, na qualidade de figuras de estado, os camaradas Medeiros Ferreira e António Vitorino se demitiram? Qualquer destes casos, comparativamente a Sócrates era um bater de assas de borboleta frente a furacão. Em minha opinião nenhum destes casos implicaria demissão.
Que primeiro-ministro tem Portugal em instâncias internacionais? Que garantia tem Portugal relativamente à capacidade negocial de quem o representa quando se torna patente que o seu primeiro-ministro está sistematicamente rodeado, em reuniões, campanhas eleitorais, projectos em pós modernidade, de todo o tipo de trafulhas?
Se o primeiro-ministro é incapaz de manter desinfectado o seu mais próximo espaço-vital, que perspicácia terá ele em negociações internacionais de interesse nacional? Que polícias e tribunais vigiam as tramóias em que ele se deixe levar a reboque do mesmo tipo de sonsa perspicácia ou, como diz o povo, esperteza saloia?
Por Range-o-dente, no Fiel Inimigo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ashkenazi: "O Hezbollah tem mísseis capazes de atingir Tel Aviv"

O General Gabi (Gabriel) Ashkenazi, Chefe das Forças de Defesa de Israel, disse hoje que o Hezbollah possui dezenas de milhares de mísseis capazes de atingir Israel, tendo alguns capacidade para alcançar Jerusalém e Tel Aviv. Ashkenazi referiu ainda que no Médio-Oriente há um conflito entre moderados e extremistas, que os extremistas estão a ser apoiados pelo Irão, e que sem esse apoio não teriam capacidade para atacar Israel.
Estas declarações surgem depois de o jornal Haaretz ter noticiado que principal grupo terrorista do sul do Líbano, o Hezbollah, tem actualmente 40 mil foguetes e está a treinar os seus guerrilheiros para operarem mísseis capazes de atingir as grandes áreas populacionais do Estado de Israel. A ONU, que emitiu uma resolução 1701 onde exigia o desarmamento de todos os grupos armados do Líbano, continua impávida e serena a assistir ao rearmamento do Hezbollah. A ONU e o resto do mundo.

Muros

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Kristallnacht

Sinagoga de Siegen durante a Kristallnacht, 9 de Novembro de 1938

Partido Trabalhista à beira da cisão

O grupo rebelde do Partido Trabalhista Israelita deu mais um passo em direcção à cisão. Ontem à noite, num comício em Tel Aviv, 4 dos seus 13 deputados formaram um movimento chamado Momento da Democracia (Democratic Stage). O deputado Ophir Pines-Paz foi um dos oradores, referindo que Israel está a deixar passar uma oportunidade histórica de alcançar a paz, num momento em que não há terrorismo. Por sua vez, a deputada Yuli Tamir criticou fortemente o primeiro-ministro Netanyahu, por ter prejudicado a imagem de Israel e por ter incluído a extrema- direita no Executivo.
Desde o início da formação da coligação governamental, que houve entre os trabalhistas quem se opusesse à entrada do partido no Governo. Na altura, a facção liderada pelo ministro da defesa Ehud Barak levou a melhor. Com o passar dos meses, e perante o impasse no processo de paz, os rebeldes têm vindo a ganhar apoios, a ponto de neste momento faltar apenas um deputado para, de acordo com a lei israelita, poderem formar um novo partido político.
O Partido Trabalhista foi durante 30 anos o maior partido de Israel, tendo liderado todos os governos do país entre 1948 e 1977. Entrou em declínio no final da década de 90, sobrevivendo com dificuldade à assinatura dos Acordos de Oslo e à fundação do Partido Kadima, para onde foram parte dos seus membros. Nas eleições de Fevereiro deste ano obteve a mais baixa representação de sempre, conseguindo apenas 13 das 120 cadeiras da Knesset.

domingo, 8 de novembro de 2009

Música de Israel


Dana International, Love Boy. Cuidado ao abrir.