terça-feira, 18 de agosto de 2009

Jerusalém divide israelitas


Dois grupos protestaram hoje em frente ao Pastor Hotel em Jerusalém, local onde decorria um jantar entre o ex-candidato republicano, Mike Huckabee, e membros da direita na Knesset. Os manifestantes, um grupo da esquerda e outro da direita, manifestaram os seus divergentes pontos de vista em relação ao estatuto de Jerusalém. Houve troca de insultos entre entre os dois grupos, os de direita acusaram os de esquerda de "fomentar o terrorismo", e os de esquerda chamaram "fascistas" aos de direita.
No grupo da esquerda esteve Yariv Oppenheimer, secretário geral do movimento Paz Agora, que declarou estar indignado com a tentativa de tornar Jerusalém indivisível e insolúvel. No da direita Michael Ben Ari, deputado da União Nacional, declarou que Jerusalém será judia para toda a eternidade.

6 comentários:

Anónimo disse...

Parece-me a divisão irreversivel, embora sendo a capital de Israel (o que os media locais julgam ser TelAviv...)
Cumprimentos
JM

Levy disse...

@ JM

Sim os média aqui fazem o jeito aos palestinianos e continuam a referir Tel Aviv como a capital. O que é um absurdo por 2 motivos: porque Jerusalém é a capital de facto, e porque mesmo que por ventura fossem partidários da divisão da cidade, Israel tem a Knesset, o Supremo Tribunal, a Presidência e o 1º ministro no lado ocidental da cidade.

Nuno Castelo-Branco disse...

Idiotas serão, se cederem "metade" a quem nós sabemos. Se assim for, depois quererão o resto.

Levy disse...

Esse é que é o problema caro Nuno.

Na guerra de 1948 quando a legião árabe tomou Jerusalém leste, para além de impedir o acesso dos Judeus aos locais sagrados, expulsou a população judaica da cidade velha. Essa é a diferença principal entre Jerusalém ser israelita ou ser palestiniana.

Com o resto é igual. Por principio defendo um estado para os palestinianos, não tanto por eles, mas porque julgo que a actual situação prejudica Israel e os israelitas. Mas para esse estado poder ser criado tem de haver pelo menos uma condição base: o reconhecimento de Israel como estado judaico. Caso contrário é preferível a actual situação. A escusa palestiniana em reconhecer a natureza judaica de Israel baseia-se num simples pormenor: o esquecimento. Já foi há 60 anos que a ONU reconheceu israel como estado judaico. Os palestinianos pretende apagar isso, para que pela via demográfica, no futuro, poderem controlar toda a região.

Nuno Castelo-Branco disse...

Mas afinal, o que é o reino da Jordânia, senão um Estado palestiniano? Decente, é claro e por isso mesmo, inconveniente para os "trouble makers" que bem conhecemos. Até S.M. Rania al-Abdalá é 100% palestiniana...

Levy disse...

"palestiniano" é uma palavra recente. A palavra "árabe" era a usada. Os palestinianos são árabes, os egípcios são árabes, os sírios são árabes....