quarta-feira, 26 de agosto de 2009

As carpideiras da discriminação

Muitos dos moradores da Quinta da Princesa, no Seixal, onde esta noite houve confrontos e troca de tiros entre alguns residentes e a PSP, queixam-se que a polícia intervém neste bairro problemático de forma “racista” e discriminatória”.
Já começa a ser rotineiro, sempre que há qualquer problema de desordem pública nos chamados "bairros problemáticos" a polícia é chamada a intervir e as televisões a relatar o sucedido. Pelo meio, surgem as carpideiras de serviço, que apelidam as forças da autoridade de "racistas" e acusam-nas de fazerem "discriminação". Para estas personagens nada de errado se passa no bairro onde vivem, a polícia é que é "racista" e vai lá importunar quem nada de mal fez. Sobre carros incendiados, vidros partidos, tráfico de droga e tiroteios, nem uma palavra. Fazem lembrar aqueles mafiosos da Sicília, que quando interrogados sobre máfia, declavam nunca ter ouvido falar em tal coisa.
Este tipo de ocorrências põe a nu, não só a dura realidade de alguns bairros, como a existência de um conjunto de pessoas que utiliza as palavras "racismo" e "discriminação" para se fazer de vitima de uma coisa da qual não é, usando-as também como desculpa para comportamentos totalmente incorrectos. Das discriminações positivas não se queixam: para além de receberem casas gratuitas e rendimento social de inserção, ainda têm o privilégio de provocar distúrbios sem que nada lhes aconteça.

9 comentários:

Anónimo disse...

se tens proud por ser israelita vai pa tua terra

Levy disse...

Eu estou na minha terra.

Cirrus disse...

Estás cheio de razão. Porreiro, porreiro, é o bairro se encher de droga e prostituição. Chega lá um bastão e é o cabo dos trabalhos.

PS: Sei que estamos em campos antagónicos em determinado aspecto, mas podes contar com elevação (pelo menos assim intento) e não com bocas estúpidas.

J.R. disse...

Creio que pouco ficou para ser dito. Claro que um tema como este, em que não se compactua com o 'politicamente correcto', leva a reacções como o comentário desse 'anónimo'(curioso nome de família, talvez aparentada com a vasta família dos 'acéfalos').
Excelente !

José Rocha

Levy disse...

@ Cirrus

Obrigado. Eu já me tinha apercebido, que apesar das divergências, havia desse lado elevação.

@ JR

Por causa do politicamente correcto é que as carpideiras têm crescido, e se sentem à vontade para chamar "racistas" aos polícias. O politicamente correcto tem servido de cobertura a muita gente.

provocação disse...

Grande post. O que estranho é que antigamente os jornalistas tinham curiosidade de obter os comunicados da polícia, agora pegam em dois ou três gatos pingados das redondezas e dão-lhe voz como se a opinião deles não fosse mais que prevista e partidária.

Cirrus disse...

E porque é que os visados nesta operações policiais, criminosos e traficantes, vendedores de morte, são sempre apelidados por estes moradores destes bairros por "o rapaz"?

dealmaemalma disse...

Excelente post! Sou Negra... ou de origem africana (Cabo Verde)e, quantas vezes não me sinto envergonhada???Nascida e criada em Portugal - graças a Deus - hoje sou mãe solteira e infelizmente, não recebo patavina do MEU estado português. Não tenho casas, rendimentos mínimos, nem o "raio que os parta a todos"! Sabes porquê?? Porque eles são prioridade... e ainda assim conseguem dar-se ao luxo de destruir o que lhes é oferecido... os que são de cá, para além de não terem tanta sorte como eles nas listas de espera para as casas à borla, ainda têm que se sujeitar às indignações dos meninos... É caso para dizer: "Se não estão bem, que se mudem! Voltem lá para a Terra Vermelha, que lá é que estão bem!"
Laura de Assis

Range-o-Dente disse...

Caro Levy,

As democracias deixara-se assediar pela reengenharia da semântica.

Hoje, racismo é uma palavra que só faz sentido aplicar quando o branco é o mau da fita.

O caso contrário é chamado desajuste em matéria de multiculturalidade resultante da guetização imposta pelo branco.