quinta-feira, 3 de julho de 2014

O conflito no Médio Oriente narrado pelo Jornal I

Na linha do seu colega Al-Público, o Jornal I consegue superar o mais empedernido palestinianista. Na notícia publicada hoje, o I tece várias considerações sobre o conflito entre Israel e os palestinianos, alinhando sempre pelas teses palestinianas. 
Começa por acusar Israel de vingança indiscriminada contra os palestinianos e de estar a reboque da direita radical (Israel e a direita têm sempre radicais). Sobre o Hamas nada.
A seguir compara o que aconteceu aos adolescentes de ambos os lados: O corpo de Mohammed Abu Khdair foi ontem a enterrar depois de o palestiniano de 16 anos ter sido raptado, torturado e morto numa aparente vingança pela morte de Eyal Yifrah, 19 anos, Gilad Shaer, 16, e Naftali Frenkel, 16, os rapazes israelitas que terão sido raptados do colonato Gush Etzion, em Hebron, a 12 de Junho, e cujos corpos foram encontrados na Cisjordânia na segunda-feira. - O palestiniano foi raptado, torturado e morto, os israelitas terão sido raptados e os corpos foram encontrados.
Segue-se a narrativa sobre a manifestação anti-árabe dos israelitas radicais em Jerusalém que descambou em violência, mas nem uma palavra sobre a violenta manifestação de palestinianos que também decorreu em Jerusalém  e que terminou em confrontos com a polícia.
Depois a jornalista que escreveu a peça aborda o caso da famosa deputada Zoabi que alegadamente foi ameaçada de morte por ter dito que o desaparecimento dos três jovens israelitas é da responsabilidade de Israel pela ocupação militar que faz da Palestina. O que a deputada disse foi outra coisa, mas o I não está interessado em divulgar o que foi.
O artigo continua carpindo que o exército israelita (IDF) bombardeou mais 34 alvos do Hamas na Faixa de Gaza, enquanto na Cisjordânia, um dos territórios ocupados ilegalmente por Israel desde 1967, mais 42 palestinianos foram detidos. O Hamas e os palestinianos são as vítimas. As dezenas de rockets que o grupo terrorista palestiniano lançou para Israel durante os últimos dias não são sequer referidos.
Ao fim de mais algumas considerações - nas quais se refere sempre aos jovens israelitas assassinados pelo Hamas como estudantes israelitas que desapareceram - o I termina o artigo com uma ode ao martirizado povo palestiniano, acusando Israel de o empurrar para uma terceira intifada.
O que os palestinianos fizerem fica assim legitimado e a culpa será sempre de Israel. Tudo como antes na impresa portuguesa

5 comentários:

José Jesus disse...

Simplesmente REPUGNANTE!

O que move esta gente para aldrabar assim? Ignorância, medo, suborno ou ódio antissemita puro e simples?

J.J.

Ricardo B. Dias disse...

Prezados autores deste blog, não se espantem com o que lhes vou dizer: no principal noticiário da televisão brasileira não se ouviu ontem versão muito diferente. É nojento, abaixo de qualquer crítica, esse pseudojornalismo, fenómeno de desinformação que me parece estar espalhado por todo o mundo dito "civilizado". Não tenho procuração para falar pelo governo do Estado de Israel, mas posso assegurar a quem queira ouvir que nunca, jamais, as forças armadas e os serviços de segurança "sequestrariam" e matariam algum jovem só pelo simples facto de ser árabe/palestino/muçulmano. Já em boa parte do mundo islâmico... matam-se inimigos de guerra e eliminam-se civis sem o menor remorso de parte dos algozes.

João Vaz disse...

A filha da putice jornalística é assim. Tudo o que o Hamas e afins façam é luta, resistência, insurgência, etc. Do outro lado só há radicais, extremistas, falcões e o diabo a quatro. estes gajos não podem ir todos para a palestina fazer jornalismo e ficar por lá?

EJSantos disse...

Recuso a leitura do "Público". Canalhice islamofilica do pior.

Anónimo disse...

É conhecido e reconhecido que, genericamente, o jornalismo português e os jornalistas são uma merda!
TN