terça-feira, 15 de julho de 2014

Segunda Crónica do Festival de Cultura Judaica em Cracóvia


No segundo fim de semana do Festival de Cultura Judaica em Cracóvia, fico-me pelo concerto que serve de fecho do evento.
E fico-me por pouco tempo e por se encontrar muita gente. Demasiada densidade humana para o meu misantrópico temperamento.
Kazmierz, durante estes dias, acolhe fauna de toda a forma e feitio. Tão díspar é a fauna, que vai desde os judeus que aqui acorrem em modo militância, de dever cívico,que nem comuna na quinta da Atalaia. Até ao gentio que veio cá ver como é isto e amanhã é pelo Hamas e contra o massacre sionista contra o pessoal porreiro da Palestina.
Durante o período em que me abstraí de tudo isto, digo no início do concerto e enquanto tudo o álcool levou, teve lugar o meu momento-mor do evento. Foi o discurso de apresentação do concerto, dado por um velhote, em cuja voz o Polaco parecia ainda mais erudito. Sobretudo, quando disse palavras clássicas. Como "biblioteka". Até parece que saía uma lombada da ponta da língua. Depois, ainda assisti a parte de um concerto de música maioritariamente eletrónica (chamemos assim, pois não sou muito bom a classificar modernices), em que viajei através do Hebraico made in Tel Aviv e das pautas redigidas ao contrário.
No global, mal grado os gentios e os judeus supracitados, eu gostei do evento. O pior foi mesmo o pseudo-kebab que comprei  numa das barraquinhas. Isso e fazer parte de uma infindável fila por uma cerveja. Eu bem disse que não sou propriamente um poço de paciência. 

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