sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Gilad Shalit está vivo

Israel libertou esta manhã 19 prisioneiras palestinianas em troca de um vídeo, que recebeu do Hamas, e no qual se prova que o soldado Gilad Shalit está vivo.
O vídeo já foi difundido pelas estações televisivas israelitas e foi transcrito na integra por alguns jornais:
"Olá, eu sou Gilad, filho de Noam e Aviva Schalit, irmão de Hadas e Yoel, que vive em Mitzpe Hila. Meu número de ID é 300097029. Como podem ver estou a segurar nas minhas mãos o Palestina jornal, de 14 de Setembro de 2009, publicado em Gaza. Estou a ler o jornal, para poder encontrar informações sobre mim, na esperança de encontrar alguma informação sobre a minha libertação (...). Estou à espera do dia da minha libertação há muito tempo. Espero que o governo actual de Benjamin Netanyahu não desperdice a hipótese de finalizar um acordo, para que eu possa finalmente ser libertado. Gostaria de dizer à minha família que os amo e que tenho saudades deles e anseio pelo dia em que voltarei a vê-los novamente. Papa, Yoel e Hadas, vocês lembram-se do dia em que me visitaram na minha base nos Golã em 31 de Dezembro de 2005. Nós andamos à volta da base e vocês tiram -me fotografias no tanque Merkava e num dos tanques antigos que estão na entrada da base. De seguida, fomos a um restaurante numa das aldeias drusas e no caminho tiramos fotografias na beira da estrada com o Monte Hermon coberto de neve em segundo plano. Quero dizer-vos que me sinto bem, de boa saúde, e os Mujahadeen do Izzadien al-Qassam estão a tratar-me muito bem. Obrigado e adeus".

3 comentários:

Maldonado disse...

Oxalá que os radicais islâmicos não estejam a fazer bluff...

Levy disse...

Não me parece, eles sabem que o exercito israelita não deixa ninguém para trás, e fará tudo para ter o soldado de volta.

Duarte disse...

«(...)e fará tudo para ter o soldado de volta.»

Apesar de ser uma atitude nobre, isso pode representar uma desvantagem. Se o governo israelita liberta 10, 5 ou 100 prisioneiros em troca de um dos seus apenas, não será de surpreender que haja depois mais raptos.