segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Aquelas que tinham sido postas em ordem

Não houve Governo que mentisse tanto, em matéria de finanças públicas, como este. Não assume responsabilidades por nada, e atribui constantemente as culpas à crise internacional. Pior que isso, qualquer melhoria que haja, por mais insignificante que seja, é invariavelmente decretado como obra sua. Pelo meio, continua com a propaganda política, debitando frases que não querem dizer rigorosamente nada: “as medidas de estímulo orçamental em Portugal se dirigem também à resolução dos problemas estruturais do país”; o Governo continua “firmemente empenhado em prosseguir com as reformas que potenciarão o crescimento económico”; e o Governo está empenhado “em criar condições para uma recuperação sustentada da actividade económica e financeira que permita, o mais depressa possível, começar a retirar de forma faseada as medidas extraordinárias anti-crise e assim retomar o caminho da sustentabilidade das finanças públicas”.
O passo seguinte será passar as culpas para a Oposição. Sim, porque entretanto a crise internacional há-de passar, e essa desculpa terá de ser abandonada. Como o Governo de Sócrates nunca é culpado de nada, passará a ser a Oposição a responsável pelo desastre.

5 comentários:

Anónimo disse...

Acusa o Governo de mentir. Seria bom que explicasse porquê. A acusação gratuita é fácil. Justificar uma posição, isso sim, é bem mais difícil.

Levy disse...

Caro anónimo:

não tenho feito outra coisa. Basta comparar as declarações de membros do governo com a realidade. O descalabro das contas do estado é da exclusiva responsabilidade da gestão socialista. Quando o governo culpa a crise internacional, está a mentir.

Eu explico melhor:

- desde 1995 praticamente sem interrupção que o governo está nas mãos do PS. Tem sido este partido que tem gerido a situação orçamental. Desde essa altura que se ouve falar em controlo da despesa do estado e do deficit, muito por força da entrada para o euro.

- Tendo o Estado português assumido compromissos internacionais no que toca aos gastos do estado, é completamente irresponsável fazer o que o Governo tem feito: aumentar a despesa pública de forma continua e descontrolada. Não me refiro a despesas relacionadas com a crise, como é o caso dos subsídios de desemprego, mas sim a novas despesas que foram sendo criadas ao longo do tempo, e que agora é difícil de cortar, porque entretanto se transformaram em "direitos adquiridos":

- computadores à borla do ensino primário;
- cheques- dentista;
- cheques grávida;
entre centenas de outras.

Também mentiu descaradamente durante a campanha eleitoral, que foi à apenas 3 meses: bradaram aos 4 ventos que as finanças públicas estavam controladas, e que foram eles, socialistas, que as puseram na ordem. Como deve saber, não estavam controladas e muito menos em ordem. Se isto não é mentir, o que é que é para si mentir?

Anónimo disse...

SHALOM

pode consultar a história de Portugal por JOSÉ MATTOSO,no volume sobre D. MANUEL l e a verdadeira causa do édito de expulsão dos judeus (questão económica).

as finanças publicas sempre tiveram problemas estruturais e irão ter em qualquer sistema de governo em PORTUGAL.

para se comprender o presente não podemos esquecer o passado.




21 Kislev 5770

Paulo Melchior

João António disse...

". . . Não houve Governo que mentisse tanto, em matéria de finanças públicas, como este. Não assume responsabilidades por nada. . . "
Assino por baixo .

Duarte disse...

Anónimo,

A causa do Édito de Expulsão de 1497 prende-se não apenas com motivos políticos e económicos, mas também com uma questão de ordem religiosa, na medida em que a aliança com Espanha,implicava um casamento com Isabel de Aragão, uma defensora acérrima da Igreja Católica e por consequência uma autêntica antisemita.