sábado, 31 de julho de 2010

Por esta é que ninguém esperava

Albino Almeida surgiu hoje a  apoiar a proposta da ministra da educação de acabar com os chumbos.
Para  justificar o largo e entusiástico  apoio, o Líder-Vitalício da Confap argumenta com  poupanças de 600 milhões de euros/ano - que é o número que os socialistas inventaram para custear os chumbos - e puxa dos galões do eduquês, explicando que a medida "é a maior reforma que pode ser anunciada em educação no nosso país, porque implica um outro conceito de escola. Uma escola que dá condições de trabalho aos professores e aos alunos para que as retenções sejam eliminadas. Sem muito trabalho não é possível chegar lá”.
Em relação aos gastos a justificação é no mínimo esfarrapada: se  a Confap estivesse realmente preocupada com as despesas inúteis, prescindiria da sua generosa avença, uma vez que é uma  gastadora líquida do Ministério da Educação.
Quanto aos argumentos pedagógicos também são um bocado coiso: então acabar os chumbos dará mais condições de trabalho aos professores e aos alunos e fará com que todos trabalhem imenso? Sim. Será mais trabalhoso passar os alunos todos, do que essa chatice de chumbar alguns e ter de justificar muito bem  porque é que chumbaram. E será também  incomparavelmente mais laborioso não fazer nenhum, do que estudar alguma coisa para passar de ano. Aliás, só de saberem que já não chumbam, os alunos vão pôr-se imediatamente a estudar. Confuso? Não. O discurso totalitário em que vivem os socialistas é um discurso ao contrário. Se eles dizem que dará muito trabalho, é porque não dará trabalho nenhum, se eles eles dizem que é bom, é porque é mau, e se Albino Almeida gosta de uma medida, é porque ela não presta. 

2 comentários:

Joaquim Simões disse...

É que o sôr Albino é uma velha raposa...

José Gonsalo disse...

Eu diria mesmo que é uma raposa das antigas em forma de pessoa...