sábado, 10 de setembro de 2011

Avaliação de professores, capítulo 2195

Parece que finalmente vai terminar o folhetim da avaliação dos professores. O ministro da Educação, Nuno Crato, chegou a acordo com 7 sindicatos de docentes. A Fenprof, como de costume, não assinou devido a um problema com as quotas. Outra coisa não seria de esperar: Mário Nogueira é um sindicalista exigente, bastava uma vírgula não estar no lugar para ele já não rubricar o papel. É lendário o rigor do PCP da Fenprof com a ortografia e com a pontuação, ainda para mais com um governo de direita no poder.
Assim sendo, acabado que está o último capítulo da avaliação dos professores, espera-se que a imprensa e a população em geral arranjem rapidamente uma outra classe profissional para avaliar. Com o know-how que milhões de portugueses adquiriam a avaliar os professores, não será difícil.

11 comentários:

Anónimo disse...

as quotas são uma aberração injusta que não faz sentido. Qualquer professor as recusaria.

David Levy disse...

Engano seu. Eu aceito-as.

Anónimo disse...

Aceita-as porquê? Porquê é que tem q existir um limite ao nº de professores que podem ser muito bons ou excelentes? Qual a justiça? Aqui nesta escola não há espaço para 6 excelentes, ali naquela já há espaço para 8? Isto faz sentido onde?

David Levy disse...

Por uma questão meramente prática: se não existissem todos teriam excelente. Nós sabemos como é que estas coisas funcionam...

Anónimo disse...

Ah então parte-se do principio que quem vai avaliar os professores não será isento, certo? Então qual é o sentido da lei? Se se estabelece que vai haver uma avaliação e quem a vai fazer, como se pode dizer à partida: olhe, você avalie, mas como nós desconfiamos da sua avaliação, vamos aqui estabelecer uns limites ao nº de bons que você pode dar, ok? maus pode dar à vontade, até agradecemos, mas bons e excelentes olhe só temos estes. Que palhaçada. Você como professor que presumo que seja, devia ter um bocadinho de pudor em aceitar isto.

David Levy disse...

Haverá uns que serão isentos e outros que não serão. A lei estabelecerá um limite máximo de "excelentes" e de "muito bons" que grosso modo corresponde a 25% dos docentes. Parece-me razoável. Todos os outros serão classificados com "Bom". A avaliação de 2009 produziu 99,5% de "Bons" ou superior. Acha que isso é uma coisa séria? E se não fossem as quotas esses 99,5% teriam tido "excelente".
Você só tem razão numa coisa: eu tenho algum pudor em aceitar as quotas, porque reconheço que em casos pontuais pode não haver quota que chegue, mas custa-me muito mais ver carradas de pessoas que são autênticas nulidades como professores serem classificadas com "Bom" e às vezes até mais. Muitas destas pessoas nem uma acta sabem escrever.Isso sim é que é uma palhaçada, mas contra essa palhaçada não vejo ninguém protestar. Por este motivo é que considero as quotas um mal necessário.

Anónimo disse...

Ah pelo menos já reconhece que são um mal. Veja lá não o confundam com um perigoso comunista, tipo mário nogueira. Se não confiam em quem avalia, arranjem alguém em que confiem. A verdade é que as quotas existem por razões de orçamento, não por rigor ou desconfiança preventiva".

sagher disse...

Por absurdo é o mesmo que um professor ter 10 alunos excelentes e ser sujeito a cotas de apenas 5. Sejamos honestos na avaliação e o Srº Levy tb poderia ser honesto no que respeita ao Mário Nogueira. A PIOR DAS DESONESTIDADES NÃO É DEFENDER IDÉIAS É DESVALORIZAR O QUE OS OUTROS PENSAM E DEFENDEM

Anónimo disse...

Mas se os professores são todos muito bons (como quer fazer querer o MN), e os alunos são todos muito bons (como quer fazer querer o outro da confederação de pais), ou seja: se somos todos muito bons, como é que estamos (para não usar calão...) em crise ? Como é que não exportamos know how aos pontapés?
Haja paciência para tanta demagogia... e acima de tudo, vamos lá a ver se é desta que resolvemos o problema agrícola do ministério da educação: excesso de nabos e falta de tomates.
AM

David Levy disse...

Caro anónimo,

em casos pontuais poderão ser injustas. Mas pode ver isto por outra perspectiva: em teoria o MEC premiaria os 25% melhores professores. A nota que lhes atribuem é relativamente irrelevante, o principio é o de que os 25% melhores têm um prémio. Digo em teoria, porque as carreiras estão congeladas e toda esta discussão é inútil.
A mim não me confundem com o Mário Nogueira, porque não estou ao serviços dos interesses políticos do PCP. Aliás, nem dos do PCP, nem dos ninguém.
Sobre as quotas terem um efeito positivo no orçamento, também estou de acordo. É precisamente ai a ferida. Se não houvesse quotas todos teriam excelente e o orçamento explodiria. O que muitas pessoas parecem não querer admitir é que apenas são contra as quotas porque elas os impedem de ganhar mais. Não estão aqui a defender princípios, mas a tratar de interesses pessoais.

@ sagher

Não confunda os planos. Ninguém falou em aplicar quotas aos alunos. Está a misturar dois assuntos diferentes. Em que é que eu não fui honesto em relação a Mário Nogueira?

Daniel Santos disse...

bem visto.