quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O 'congelamento' é eterno

Já saiu mais uma lista de medidas  para equilibrar as contas do Estado. Uma delas é o já tradicional congelamento das progressões e promoções na função pública, que se prolonga pelo menos até 2013. Um pertinente anúncio tendo em conta a gritaria que se começou a levantar em torno do novo modelo de avaliação de professores, o tal que entre outras preciosidades promete progressões e bonificações aos melhores docentes.
Ninguém gosta de ser congelado e de perder rendimentos, mas documento acima linkado revela que a situação orçamental portuguesa é absolutamente calamitosa. Todos deviam lê-lo primeiro e protestar depois. 

3 comentários:

Anabela Magalhães disse...

Este país está transformado num folhetim muito rasca. :(

David Levy disse...

O mais possível. Estou fartinho, fartinho.

Cirrus disse...

A estratégia tem medidas interessantes, mormente a reformulação do Subsídio de Desemprego e do IRS. No entanto, a questão central é sempre a mesma. Identificaram-se gorduras no Estado que, simplesmente, não estão lá. Ou seja, ordenados são retribuição de trabalho. A cortar na força de trabalho - o que é possível e talvez desejável - há diminuição da quantidade e qualidade de serviços.

Estamos preparados para pagar mais impostos e não termos retorno nenhum do que pagamos?

Além disso, alguns dados previsionais são absolutamente delirantes, como atribuir à Alemanha um crescimento de 3% em 2011, quando se sabe que no 1º semestre a economia alemã estagnou. Os EUA também aparecem aqui com crescimentos na ordem de 3% e até vão ter recessão. Tudo isto tem efeitos na nossa situação, pelo que as previsões são muuuuito optimistas.

De qualquer das formas, e apesar de discordar abertamente desta forma de tentar sair da crise, penso que muitas medidas destas urgem. Urge uma mais: reduzir os Municípios de 308 para 36. Aí parece-me que a porca vai torcer o rabo, e é aí, não tenhamos dúvidas, que está a grande gordura do Estado.