quarta-feira, 16 de junho de 2010

Há várias maneiras de reduzir salários

“Não, não vai ser preciso”, disse hoje em Bruxelas o primeiro-ministro, referindo-se a um hipotético cenário de redução de salários na função pública. Estas declarações apenas contam para a estatística, pois a credibilidade de José Sócrates está ao nível de um adivinho de feira, e o seu discurso é  sempre o inverso da realidade. Este caso da redução de salários também não foge à regra, porque os vencimentos  reais dos funcionários públicos estão em redução permanente desde o ano 2001. Só no consulado Sócrates já se tomaram medidas como: o roubo a não contagem de 28 meses do tempo de serviço, o aumento em 50% das contribuições para a ADSE, o congelamento de carreiras e/ou congelamento de salários (está sempre uma em vigor), o aumento da taxa de IRS em 1,5%, e a substituição de efectivos por eventuais e tarefeiros. Vir dizer que não se reduzem os salários, além de ser uma afirmação falsa, é propaganda de 5ª categoria.

2 comentários:

Anónimo disse...

Os funcionários públicos são os bombos da festa, mas ninguém fala dos assessores que povoam nos gabinetes dos ministros, secretários de estado, institutos públicos, direcções gerais, governos civis, autarquias que são pagos pelo topo das carreiras ou mais, muitos dos quais com carro, telefone, gabinete. Isto para não falar nos "estudos", "projectos", "pareceres" encomendados a empresas "amigas", ONG's que ninguém sabe o que fazem.
Não se ouve ninguém falar em cortar este género de despesas, é mais fácil continuar a castigar os funcionários públicos!
F.G.

David Levy disse...

@ F.G

São os bombos da festa, são tratados como tontos e são usados para fins eleitorais. Há eleições, há aumentos, não há eleições não há aumentos.