sábado, 5 de junho de 2010

Quem não sabe ensinar, administra

A ministra da Educação, Isabel Alçada, em entrevista ao jornalista Mário Crespo, voltou a debitar a cartilha socialista para o sector. Num discurso lírico e a puxar para o lunático, lá foi fazendo uso dos chavões em vigor, falando de percursos escolares diferenciados, perguntas âncora, e outras barbaridades com que os pseudo-pedagogos do PS têm destruído o ensino. 
Como um disparate nunca vem só, voltou a abordar o assunto onde os socialistas revelam a sua maior hipocrisia: os "chumbos". Alçada defende a sua extinção,  mas é  incapaz de emitir um decreto a acabar com eles. Em vez  disso, continua a manter um sistema de avaliação absolutamente desonesto e perverso, no qual é permitido o chumbo dos alunos, mas que na prática os dificulta enormemente - com a burocracia, e com a perseguição e  desconfiança sistemática dos professores que atribuem negativas. Esta avaliação, para além de ser permeável a pressões,  tem como efeitos colaterais a inflação do sucesso e a desresponsabilização dos alunos e pais. Quer os estudantes trabalhem, quer não, no fim do ano as notas positivas aparecem  na pauta.
A ministra, que já foi professora e rapidamente se pôs a milhas dos alunos, aparece agora com um discurso cheio de vacuidades acerca daquilo que ela própria não quis fazer.  Um exemplo típico, muito abundante em Portugal, de alguém que saiu do ensino para administração educativa. E quem diz Isabel Alçada, diz Mário Nogueira ou Valter Lemos.

4 comentários:

RioD'oiro disse...

Gamado.

http://fiel-inimigo.blogspot.com/2010/06/do-discurso-lunatico.html

Héhé ...

David Levy disse...

@ RioD'oiro

Game o que quiser, sabe que tem a porta aberta, lol

Joaquim Simões disse...

A minha contribuição:

http://aperoladanet.blogspot.com/2010/06/de-decreto-em-decreto.html

David Levy disse...

@ Joaquim Simões

E contribuiu muito bem. Porque é precisamente isso que se passa.
Só acrescento que no tempo da PIDE sabia-se com o que se contava e com quem se contava...o mesmo não se pode dizer de hoje.