segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ariel não é um colonato

Diz o Jornal Público que Israel autorizou a construção de 227 novas casas no colonato de Ariel. Uma simples construção habitacional numa pequena cidade israelita dá direito a um titulo de jornal em Portugal. Deturpado por sinal. 
Muito boa imprensa ainda não percebeu que a hostilidade à construção de habitação nas cidades israelitas da Judeia e da Samaria - classificando-as como zonas ocupadas - e a consequente defesa do seu desmantelamento são atitudes contrárias ao processo de paz. O motivo é muito simples, mas mesmo sendo simples parece escapar a toda a imprensa palestinianista que domina a Europa e também Portugal: não é realista desmantelar cidades inteiras e transferir os habitantes contra a sua vontade, pois tal atitude abriria um conflito dentro de Israel, contraproducente e inaceitável, quando o que se pretende é a paz.
Grande parte dos meios de comunicação social cai ainda no erro de dar eco à ideia de que o processo de paz não avança devido à pérfida construção israelita no território do oprimido povo palestiniano. Uma ideia errada e conveniente. Errada porque a situação de guerra é anterior à fundação dessas cidades e não será o seu desmantelamento que trará a paz. Se assim fosse teria havido paz muito antes de 1967. Conveniente porque a questão da construção israelita nas cidades da Judeia e da Samaria apenas tem servido de desculpa para mascarar o verdadeiro problema:  o processo de paz não avança porque a grande maioria dos palestinianos quer um estado independente no lugar de Israel e não ao lado de Israel. Não haverá paz enquanto os palestinianos não aceitarem Israel como estado judaico e não por causa da construção de uns apartamentos.
Só quando esse reconhecimento existir serão definidas as fronteiras e só nessa altura se saberá quem fica com o quê. Esse processo terá de satisfazer a pretensão palestiniana a um estado independente, mas ao mesmo tempo evitar tensões desnecessárias em Israel. Para isso deverá respeitar a demografia existente no terreno, mantendo em Israel as grandes cidades judaicas da Judeia e da Samaria, das quais Ariel é um exemplo.

2 comentários:

JOSE MANEIRA disse...

Muito bem e muito bom. O Sr acabou por fazer aquilo que o jornalismo deveria fazer e não faz.

David Levy disse...

Obrigado José.
Infelizmente a imprensa está toda dominada pelo palestinianismo.