sábado, 20 de junho de 2009

O país dos mártires

Enquanto na rua as forças de segurança tentavam calar as vozes dos manifestantes, Mir-Hossein Mousavi, o principal rival de Mahmoud Ahmadinejad nas presidenciais iranianas, enviava uma carta ao principal órgão legislativo do país a reiterar que as presidenciais têm de ser anuladas. E anunciou estar "pronto para o martírio e para prosseguir neste caminho", disse uma apoiante dele por telefone à agência Reuters.
Se decidir continuar a não acatar as decisões do conselho de Guardiões, o destino de Mousavi será o mesmo que o de milhares de compatriotas seus: o martírio. Ou dito de outra forma, a eliminação física. Ele sabe os riscos que corre, pois desde a revolução islâmica de 1979, que muitos iranianos tombaram assim.
Nos primeiro tempos da revolução, o regime islamo-fascista de Teerão, perseguiu e eliminou os seus adversários e aqueles que teimavam em não seguir as leis da virtude. Depois, na guerra Irão-Iraque, milhares de soldados foram declarados "mártires", ao fazerem-se explodir contra os tanques de Saddam Hussein. A tudo isto assistiu Mussavi, que agora estará disposto a fazer o mesmo.

2 comentários:

Daniel Santos disse...

Absolutamente impressionate as imagens que acabei de ver no you tube.

Absolutamente impressionate esta luta de um povo.

Levy disse...

@ Daniel Santos

O Irão é um país impressionante e fascinante ao mesmo tempo.