quarta-feira, 27 de julho de 2011

Esquadras Ceausescu

Aproveitar a água da chuva para lavar os carros, reduzir as descargas dos  autoclismos, só ligar a televisão para ver serviços de notícias, só imprimir a cores quando for estritamente necessário, trazer papel higiénico de casa e recorrer aos vizinhos para usar os computadores, parece ser o mundo de penúria que se vive em muitas esquadras em Portugal. Esta mistura entre União Soviética e Roménia é o lindo resultado de anos e anos de investimento público que os socialistas promoveram em Portugal: desde computadores xptz para as crianças da infantil até auto-estradadas em cima de auto-estradas, houve dinheiro dívida para tudo, excepto para assegurar o básico nos serviços públicos de segurança. Que neste caso se resume a papel e a computadores.
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho avisou que não se ia desculpar com o passado, mas a verdade é que a herança recebida a  pesa e muito. Deve por isso ser referida constantemente, para que não haja esquecimentos em relação ao facto de o socialismo produzir os mesmos resultados em todo o lado.

5 comentários:

Cirrus disse...

É como tudo, Levy. A memória é curta em Portugal. por exemplo, eu ainda me lembro de quando o meu sogro, que pertenceu às forças de segurança, começou a sentir essas dificuldades. Foi no tempo do Cavaco. É como tudo... A memória é mesmo muito pequena.

David Levy disse...

Eu diria que a memória é selectiva. Há quem se lembre sempre do Cavaco e nunca se lembre do Soares ou do Guterres.

Julgo que neste caso não há muito que seleccionar: o governo que deixou o pais na bancarrota é o principal responsável.

Cirrus disse...

Nenhum é melhor que o outro. Sócrates foi uma lufada de pestilência que se abateu sobre Portugal. A questão é que a peste já cá estava há muito tempo.

E sim, é verdade, este governo do Sócrates deixou Portugal na bancarrota. O que as pessoas se esquecem é que o de Cavaco deixou Portugal sem possibilidade de produzir seja o que for para dela sair. E nisso, meu caro, está a minha memória selectiva. Mas não discuto os seus motivos. Eu lembro-me, e hei-de lembrar-me por muito tempo, dos governos que nos deixaram na bancarrota: O do PREC, o de Pinto Balsemão (sim, foi o governo AD que precedeu a 2ª entrada do FMI em Portugal, caso não saiba, e não Soares / Mota Pinto) e o de Sócrates.
Mas também não esqueço quem acabou com a nossa indústria pesada, pescas e agricultura. E esse foi Cavaco.

Joaquim Simões disse...

Cirrus:

"Mas também não esqueço quem acabou com a nossa indústria pesada, pescas e agricultura. E esse foi Cavaco."

Sem dúvida. Quanto ao resto, a sua memória é, de facto, muito selectiva.

Anónimo disse...

Mas se o PPC não se quer desculpar para que é que você o quer fazer?