sexta-feira, 19 de março de 2010

Autoridade Palestiniana: doutrinação e propaganda

A televisão da Autoridade Palestiniana está a transmitir um novo programa infantil que explica às crianças as diferentes áreas da Palestina. Para isso, é apresentado um mapa com a legenda (em árabe) "Explora o teu país". No mapa não há fronteiras, apenas um país está assinalado, a Palestina, e abrange todo o território de Israel. Um belo exemplo da forma como os palestinianos se  recorrem dos mais novos, para fins políticos.
Cedo os estrategas da Autoridade Palestiniana se aperceberam das potencialidades que o recurso a crianças e jovens podia ter na luta contra Israel. As crianças doutrinam-nas, com a  manipulação de programas televisivos e  de manuais escolares, onde incutem a ideia de que Israel não deve existir. Os jovens utilizam-nos na Intifada,  permitindo que bandos de adolescentes apedrejem os soldados israelitas, para depois explorar propagandisticamente a  sua identificação pelo IDF e os ferimentos que inevitavelmente acontecem.
Estes dois modos de manipulação encaixam perfeitamente na linha oficial seguida pela Autoridade Palestiniana: para o exterior um discurso pacifista e vitimizador; para o interior uma doutrinação belicista e agressiva, diabolizando Israel e negando a sua existência. Esta estratégia tem sido um sucesso, não  só entre a população palestiniana, mas principalmente junto dos média ocidentais, que acriticamente servem à opinião pública dos seus países todas as patranhas que a AP lhes apresenta.

9 comentários:

Francisco Trindade disse...

Sem dúvida que tem toda a razão, até porque como sabemos os dois muito bem a autoridade israelita não faz nada disso, nem coisa que se lhe pareça, com as crianças israelitas...

Em relação ao mapa também sabemos os dois muito bem que certos sectores de Israel defendem o mesmo mapa, mas onde só se vislumbra a grande Israel...

O que interesa não é o que diz ou o que faz Israel mas somente o outro lado...que é obviamente o "lado do mal"...

Francisco Trindade

Levy disse...

@ Francisco

Demonstre onde é que o Governo israelita faz programas de televisão e adultera livros escolares, negando a existência de um estado palestiniano, ou dos palestininanos. E já agora também onde é que adolescentes israelitas andam a atirar pedras contra o Hamas ou a polícia palestiniana.

Esses sectores, que defendem a grande israel, já aqui têm sido criticados. Tem andado distraído.

A diferença é que os sectores palestinianos que não aceitam Israel são 100% das organizações. Enquanto do lado israelita são uma minoria.

Cris mary disse...

Ou seja pelo que percebi (e sigo este blog à pouco tempo) as crianças e adolelescentes da palestina tornam se os "guerreiros" do Hamas certo???

António Penetra disse...

Na minha opinião os erros vão sendo cometidos por ambos os lados. No meio estão as crianças que, infelizmente, o deixam de ser muito rapidamente. O filme "O Jerusalém" retrata o início deste problema (falo apenas da nossa era e não me atrevo a recuar mais)e fico com a ideia de que muito dificilmente haverá solução. Ambos os povos têm razão, mas a sua razão é incompatível com a do outro.
http://www.youtube.com/watch?v=nLxPn90Dg30

Levy disse...

@ Cris mary

De certa forma sim. Não apenas do Hamas, mas também da Fatah, que é o partido que controla a Autoridade Palestiniana.
Trata-se de uma forma de doutrinação da juventude, que não promove de forma nenhuma a paz.

Levy disse...

@ António Penetra

Pois, mas por isso é que é preciso implementar a única solução possível para o conflito: criar um estado palestiniano e garantir a Israel segurança.

A questão de Jerusalém é mais complicada, porque a comunidade internacional abandonou a cidade em 1948, e os árabes declararam que o futuro de Jerusalém seria decidido pelas armas: quem ganhasse a guerra, ganharia a cidade. Foi o que aconteceu e Jerusalém é a capital de Israel.

Bernardo disse...

As tentativas de doutrinação da juventude palestiniana são bastante conhecidas. Desde o "território ocupado pela entidade sionista" pintado a vermelho que constava dos manuais das escolas, aos programas infantis com o clone do Rato Mickey, o Farfour, a ser morto por um "Agente da Mossad" e a apresentadora (também criança) a incentivar os amiguinhos a tornarem-se mártires para vingarem o Farfour. Isto no canal de televisão do Hamas.
Por acaso em relação a Israel, recordo-me de um episódio recente onde se levantou alguma controvérsia em relação à tentativa de deixar de se refazer referência à designação de "Naqba" em relação à criação do Estado, nas escolas israelitas. Acho que o assunto foi apresentado ao Supremo Tribunal, mas desconheço o desfecho...

Cumps

Levy disse...

@ Bernardo

Também me lembro disso e não sei o desfecho que teve. E do revisionismo sionista do Jabotinsky também não sei como ficou. Os trabalhistas queriam tirar isso do currículo de história, mas não se tiraram ou não.

Anónimo disse...

beaucoup appris