sábado, 13 de março de 2010

Judeia e Samaria fechadas

O Ministério da Defesa de Israel ordenou o encerramento, por 48 horas, da Judeia e Samaria. A medida prende-se com receios de que as orações muçulmanas desta sexta-feira sejam aproveitadas para novos protestos na Cidade Velha de Jerusalém. Assim, entre as 00 horas de ontem e a meia-noite de hoje, apenas os doentes, funcionários dos locais religiosos, professores e trabalhadores com autorizações especiais estão autorizados a sair e a entrar da Judeia e Samaria.
Nas últimas sextas-feiras tem havido confrontos entre palestinianos e a polícia israelita.  Os palestinianos têm protestado violentamente contra a decisão do governo de Benjamin Netanyahu de considerar a Cave dos Patriarcas de Hebron (locais onde foram sepultados Abraão, Sara, Isaque, Rebeca, Jacob e Leá), e o Túmulo de Raquel em Belém,  como lugares históricos a preservar. A tensão subiu na terça-feira depois do anúncio por parte do Ministro do Interior, Eli Yishai, da construção de 1600 casas no bairro de Ramat Shlomo em Jerusalém.
A classificação da Cave dos Patriarcas e do Túmulo de Raquel, como locais históricos a preservar, é uma decisão legitima do governo israelita, que assim combate a degradação de sítios com grande significado para os Judeus. A construção de casas em Jerusalém é uma questão de natureza municipal. Estes dois assuntos do Estado de Israel são assim usados,  pelos palestinianos, como arma de arremesso mediático  e como eterna desculpa para o adiamento das conversações de paz.

7 comentários:

Anónimo disse...

"Estes dois assuntos do Estado de Israel são assim usados, pelos palestinianos, como arma de arremesso mediático e como eterna desculpa para o adiamento das conversações de paz."

Não esqueça o facto de a promessa de dois estados está por cumprir, e além disso o colonialismo continua a expandir-se. Pormenores, certamente. Assim, até eu me oporia a uma solução de "paz".

Levy disse...

@ anónimo

Tem razão, os 2 estados estão por cumprir, mas não se esqueça de quem é que se tem recusado a sentar.se na mesa das conversações.
Não tenho nada a opor aos 2 estados, considero essa solução a única para o conflito, só não percebo que mal tem recuperar locais históricos que estão a degradar-se e muitas vezes a ser vandalizados.
Sobre Jerusalém já aqui escrevi várias vezes.

Anónimo disse...

Eu recusaria sentar-me à mesa a negociar com um Estado criminoso que continua a expandir o seu território, que mais não é do que uma declaração de guerra permanente. Veja as notícias, os próprios Estados Unidos podem estar prontos a mudar a sua posição de proteccionismo para com os crimes de Israel - o que sinceramente duvido.

Levy disse...

@ anónimo

estava a contar as horas para ver quantas passariam até vir essa do "estado criminoso". Isso é fanatismo, e é muito difícil a Israel negociar com pessoas que têm discursos 1000 vezes piores do que o seu.

Anónimo disse...

É simples, retire o "criminoso" da frase que escrevi e responda-me: acha que a expansão de colonatos de Israel vai no sentido de quem pretende construir a paz? A construção de colonatos é um acto de "defesa"? Temo bem que não tenha argumentos para dizer que sim. Daí a admitir que o Estado de Israel é criminoso vai um pequeno passo.
Mas bom, fique com a sua paz "democrática", eu fico com a minha: a resistência é mais do que legítima. Israel fica melhor que a Palestina, como sempre, nestes períodos de paz (entenda-se por "paz" os períodos em que a resistência não faz vítimas israelitas com bombas, ainda que o estado democrático de israel provoque danos, "em defesa da democracia" é claro). Na realidade, adorava que a política externa de Obama fosse mais que fogo de vista, a ver se a relação de forças dentro da ONU se desequilibrava de uma vez por todas.

Anónimo disse...

Porque é que Israel tem que negociar com quem quer a sua destruição?
E não me venham com treta dos "moderados", que só os extremistas é que não querem negociar e outras conversas do mesmo género. Não poderá haver paz até que os palestinianos admitam, com sinceridade, a existência de Israel.
Neste momento a diferença que vejo entre "moderados" e "radicais" é que os primeiros querem empurrar os judeus para o mar, destruir Israel e implantar a lei islâmica. Os segundos querem implantar a lei islâmica, destruir Israel e empurrar os judeus para o mar.
No Ocidente existe uma data de gente que acha que Israel se deve suicidar, ainda por cima com um sorriso nos lábios...
F.G.

Levy disse...

@ anónimo

O seu discurso é sempre parecido ou igual.
A construção de habitação na Judeia e na Samaria, muitas vez saiu da esfera da lei, tendo o exercito israelita desmantelado muitas construções, principalmente as ficavam em zonas isoladas e no meio de áreas que farão parte de um futuro estado palestiniano. Todas as outras obedecem á lei e ficam em zonas a manter em Israel (Ariel, Gush Etzion, Efrat). Estas zonas representam 10% da área da Judeia e Samaria. Aos palestinianos poderão ser devolvidas áreas da Galileia equivalentes e que sejam habitadas maioritariamente por árabes. Caso isso não seja possível por questões de resistência dos árabes a serem integrados num futuro estado árabe, nesse caso, as compensações financeiras são uma solução. O que não vai acontecer é evacuar milhares de pessoas das suas casas, para a seguir se instalarem no local fanáticos armados com bombas e afins.

Se você acha que a resistência é legitima, aguente com as consequências. Mas acho curioso, que pessoas como o senhor, que dizem isso, tenho dito o mesmo da resistência da OLP que tinha como única finalidade apagar Israel do mapa.