terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quem?

O comité central do PCP aprovou ontem por "unanimidade e aclamação" a candidatura do deputado electricista Francisco Lopes à Presidência da República. Mais um candidato faz de conta que o colectivo tirou da cartola, apenas para poder difundir as suas ideias através dos generosos tempos de antena a que terá direito.

6 comentários:

Cirrus disse...

Apesar de não ser simpatizante nem do PCP, nem de qualquer outro partido, como sabe, não me apraz sobremaneira considerar que um "electricista" não possa ser válido na sociedade política. e fosse electricista, homem do lixo ou pedreiro. Só doutores, inginheiros e professores podem ser candidatos? É bom saber isso. Excelente exemplo de democracia.

David Levy disse...

Cirrus,

lá está você a desvirtuar o que eu escrevi. Onde é que está dito, ou insinuado, que um electricista não pode ser PR?
O que não tem lógica, e foi isso que quis dizer, é alguém auto-intitular-se de "electricista", quando na realidade não o é. É deputado. O PCP quer fazer passar a ideia do "operário"-candidato, mas na verdade este e os outros "operários" quem tem na bancada parlamentar já há muito tempo que não metem os pézinhos nas fábricas respectivas.
Já fiz o mesmo comentário com o líder da Fenprof, Mário Nogueira, meu ex-colega. Diz-se professor, mas na verdade é um sindicalista de carreira. O mesmo acontece com Isabel Alçada, Margarida Moreira, Valter Lemos, etc.

Desculpe lá, mas não gosto que me façam passar por aquilo que não sou. E esta posta apenas teve com propósitos criticar a falsa profissão de Francisco Lopes e a candidatura que apresenta, que mais não é do que um estratagema para fazer propaganda na TV.

David Levy disse...

E só mais uma coisa:

o título da posta, "Quem?", era uma critica ao facto de Francisco Lopes ser relativamente desconhecido do eleitorado.

Cirrus disse...

Claro que é desconhecido, e de uma forma geral foi sempre esse a táctica comunista. Que nunca entendi, é verdade. Mas se queria realçar o facto de ele não ser electricista mas sim deputado, não acha que devia fazer ao contrário? Riscar o electricista e realçar o deputado. Pela lógica dos posts que escreve, aquilo que considera é o que não risca...

David Levy disse...

Não Cirrus

para ser irónico neste caso preferi riscar o deputado e realçar o electricista, que é o que o PCP faz questão de realçar, e que é o que Francisco Lopes não é.

Se me dá licença, ainda sou eu que decide de que maneira devo fazer ironia. E não tenho lógica para isso. Depende do caso. E mais: se eu acha-se que um deputado, ou um electricista não deveria ser PR, dizia-o sem problemas. Mas como não é esse o caso espero que tenha aceite a explicação.

Cirrus disse...

Levy, amigo, completamente. Se é esse o caso, é esse o caso e não se fala mais nisso!