domingo, 19 de setembro de 2010

Portugal às avessas

Diz o líder da Oposição, Pedro Passos Coelho, que Portugal é um país às avessas. Não podia ter mais razão, mas ainda terá mais quando se começar a discutir o Orçamento de Estado de 2011. Nessa altura, tal como hoje já hoje se verifica, muita gente andará a propagandear o corte do 13º mês aos funcionários públicos. Sempre que chega a Setembro, o assunto vem à baila. Muitos falam disso, mas poucos conseguem explicar como é que com um congelamento salarial em 2010, a despesa do Estado estava a subir 3,8% em Julho - ultimo mês da execução orçamental conhecido.
Perante esta matemática, as perguntas que se deviam fazer são simples: se os salários estão congelados e a despesa não pára de aumentar, em que é que andam a gastar o dinheiro? E porque é que se cortam nos salários e não na outra despesa que não pára de aumentar? Mas nada disto é  perguntado, e muito menos discutido ou escrutinado, pelo contrário muitas pessoas preferem falar em cortes que só atingirão os outros, normalmente funcionários públicos, os eternos bodes expiatórios da crise. Exemplos acabados de um país às avessas.

4 comentários:

Anabela Magalhães disse...

Porque neste país anda gente a "roubar" à descarada. Ora se nos cortarem o 13º mais fica disponível para eles. Certo?

David Levy disse...

Certíssimo!!

EJSantos disse...

É a isto que está reduzida a nossa democracia. De um lado um Socrates aldrabão. Do outro lado, um pavoroso demagogo, capaz de fazer o nosso País retroceder dezenas de anos.
É um momento muito triste na História de Portugal.

Bilder disse...

E que tal se os povos europeus abrissem os olhos e declarassem independencia dos agiotas internacionais??Sim!Desses senhores que especulam com as dividas dos estados para lhes sacarem sempre mais juros!!
Talvez seja para esses que vai o dinheiro que falta ou não??
Claro que os governos teem errado ou sido aldrabões(vulgo incompetentes)e o povo tem caído na ratoeira.Mas uma coisa invalida a outra?Ou seja,que alguns joguem com a economia dos povos para proveito próprio?Fica a pergunta.