segunda-feira, 31 de maio de 2010

Somos todos gazeanos

Depois de muitas tentativas, um grupo de palestinianistas conseguiu finalmente colocar Gaza nas parangonas dos noticiários. Os valentes activistas conceberam uma acção propagandista humanitária destinada a entregar ajuda na Faixa, sabendo antemão da existência dos bloqueios israelita e egípcio ao território. 
O humanitarismo é por si só altamente original, pois nunca se viu tal acção em relação aos somalis, etíopes e quiçá, norte-coreanos, que como se sabe morrem de fome aos milhões. Os activistas preferem virar-se para um território com restaurantes de luxo, piscina olímpica, hotéis de 5 estrelas, e mercados cheios de comida. Gaza  é dos poucos pretextos que a aliança esquerda alegre/islamistas ainda tem para mediatizar a sua agenda  política anti-ocidente.
Israel, por sua vez,  ia estragando os planos dos beneméritos activistas, ao oferecer-se para descarregar a "ajuda humanitária" no porto de Ashdod, de forma a ser encaminhada por terra para Gaza. Gesto prontamente recusado. O final já se sabe: o barco foi interceptado - como todos os que passam naquele local - e só foi preciso receber os soldados à pancada e atirar um ao mar, para  o incidente estar criado. Nada mais fácil. 
O seguimento é o habitual: a tonta imprensa ocidental encarrega-se de ampliar o "clamor" do martirizado povo da Faixa de Gaza, e os idiotas úteis fazem o resto. O resultado não é por isso surpreendente: palestinianos 1 - israelitas 0. Afinal somos todos gazeanos. Ou gazenses, como se quiser dizer.

7 comentários:

Anónimo disse...

Ainda havemos de assistir a massacres tipo Santa Cruz mas temos de perdoar porque a Israel os - outros - suspeitos do costume tudo perdoam.

Anónimo disse...

Os idiotas do costume queriam o quê?
Queriam que os marinheiros israelitas se deixassem matar e ainda por cima com um sorriso nos lábios?
As imagens são bastante elucidativas sobre as intenções "pacíficas" destes "activistas" (na minha terra costumavam chamar-lhes terroristas). Na minha opinião a única crítica à operação, é que as autoridades israelitas partiram do princípio que estavam perante um assunto de polícia e não perante um acto de guerra cujo o objectivo é incendiar a rua árabe e muçulmana à semelhança daquilo que aconteceu com as caricaturas de Maomé e estender o fogo à Europa e América.
É lamentável que os países europeus, incluindo nós, tenham reagido sem conhecer todos os pormenores, em bicos de pés, de uma maneira completamente ridícula.
É também curiosa a convergência dos anti-semitas de todos os quadrantes.
F.G.

David Levy disse...

Anónimo das 23:12

Parabéns! Conseguiu ser o primeiro. Já vieram aqui vários hoje "a ver" o que eu dizia do assunto, mas você conseguiu o primeiro comentário.

Anónimo disse...

O mais estranho é esta "Santa Aliança" entre uma certa direita, que à 70 anos entregavam os Judeus aos Nazis para este os levaram para os campos de concentração, e os Judeus que se reclamam como descendentes das vitimas dos Nazis.

Estranho....

Anónimo disse...

Gaseados, q pena a realidade não ser os tais 6M!

Anónimo disse...

"O resultado não é por isso surpreendente: palestinianos 1 - israelitas 0. Afinal somos todos gazeanos. "

Este resultado está viciado! As instâncias que sobrefiscalizam a actuação dos contentores julgarão os posteriores recursos e as conclusões, verdadeiras, virão à tona.

P.S. - Estas instâncias não são como as nacionais que prorrogam os "casos", "os túneis" e quejandros por tempo infinito, até às calendas gregas...

João Moreira

David Levy disse...

@ João Moreira,

mais do que viciado. Só não vê quem não quer.