sábado, 23 de maio de 2009

Um país de poliglotas

O anúncio de que o Governo está a ponderar antecipar para o 2.º ciclo do ensino básico a segunda língua estrangeira foi recebido com reservas.
Obviamente que foi. O ME está constantemente a inventar medidas e reformas, sem nunca estabilizar e avaliar o que está no terreno. De que serve introduzir uma segunda língua, se até hoje ninguém articulou o inglês que dizem andar a ensinar no 1º ciclo com o do 2º? E de que serve uma segunda língua, se uma parte significativa dos alunos não aprende sequer a ler e a escrever correctamente português? Decididamente andam a brincar às escolas.

2 comentários:

Mil Ideias disse...

Eu diria antes "um país de ignorantes".
Convido a equipa ministerial a reunir e cruzar legislação e, se possível, reflectir sobre as asneiras que anda a fazer.Estas medidas servem a quem??? Aos alunos??? Aos pais dos alunos??? Aos professores???
Analfabetismo encartado!!!

Levy disse...

@ mil ideias

Já tentaram isso: pagaram a um familiar do Paulo Pedroso para o fazer. Mas ele não conseguiu, ficou com o dinheiro e não compilou a legislação. Deve ter ficado com os cabelos em pé quando viu os kilómetros de regras e leis que há no ME.

Estas medidas servem essencialmente para fazerem que fazem, porque as medidas são só isso mesmo: medidas. Impacto não têm nenhum, nem estas nem nenhumas outras. Por um simples motivo: a maioria dos alunos não quer fazer nenhum. E nem precisam, porque tudo lhes é dado de graça. Para quê maçarem-se?