quarta-feira, 20 de maio de 2009

Juíz em causa própria

Esta opinião, está em linha com as outras que hoje se foram ouvindo um pouco por todo lado: a prova era fácil. Que o facilitismo está instalado, não é novidade para ninguém.
O que talvez escape a muita gente, é a forma como o Ministério da Educação faz a classificação das referidas provas. O processo é todo ele muito pouco transparente. Basicamente passa por duas fases: a correcção, que é da competência de um professor corrector, e a classificação, que é da competência dos serviços do ministério. Na primeira fase, a prova é corrigida e a cada uma das respostas dadas pelo aluno é atribuído um determinado código, depois em função do código atribuído pelo professor corrector, o ministério atribui uma pontuação, procedendo depois ao somatório das pontuações. A partir desse somatório é feita a classificação.
A primeira parte do processo é já de si facilitadora, pois praticamente basta o aluno fazer um risco no local da resposta para qualquer coisa já ser contada. Mas é na atribuição da pontuação e na classificação que há uma grande falta de transparência. Ninguém sabe como é feita e com que propósitos. É perfeitamente possível com este sistema, fazer subir ou descer os resultados, manipulando-se assim as estatísticas, pois não há escrutínio de ninguém exterior ao ME.
Aferições e avaliações nunca deveriam ser feitas pelo próprio ministério, pois é juiz em causa própria. Deveriam ser entregues a uma identidade independente e que não fosse sujeita a pressões e a manipulações.

4 comentários:

Mil ideias disse...

O facilitismo está instalado mas eleva a auto estima dos alunos. Depois de verificar os critérios de correcção da prova de Matemática e mesmo que os coitadinhos digam que 2+2=5, ainda pontuam qualquer coisinha...

Levy disse...

@ mil ideias

A ideia é mesmo essa: pontuar, pontuar. Ponto a ponto todos hão-de chegar a doutores.

Mariagaby disse...

Desculpem lá!! Mas temos alguns que já chegaram a "dótores"! E com a tal de auto estima no alto, para lá do Evereste!!
Estes vão é ser todos Ministros!

Levy disse...

@ Mariagaby

Não temos lugar para tantos ministros. Nem para ministros, nem para jogadores de futebol. Resta-nos a ladroagem, que para esses há sempre lugar.